quarta-feira, 30 de novembro de 2011

MSC Opera



Sabe aquela música, dos Paralamas do Sucesso, "entrei de gaiato no navio, oh, entre, entrei, entrei pelo cano"?! Pois é! Foi exatamente assim que me senti. Ao começar em janeiro a pagar por esse tão "maravilhoso" cruzeiro, de 15 dias, que aconteceria no final do ano, achei um sonho romântico viajar acompanhada pelos mares europeus até o Brasil. Pensei que seria uma fomra mais divertida e econômica de conhecer várias cidades européias, de modo mais tranquilo. Mas, como já deve estar claro não foi nada disso.

A imagem parece bonita, né, mas não se enganem, não me engano amis, é totalmente ordinário!

Primeiro, o navio era território dos fumantes, havia cheiro de cigarro e bituca de cigarros em todos os cantos. Imagine andar em corredores longos, fechados, com aquele cheiro de cigarro impregnado! Sentir o cheiro do cigarro da cabine vizinha invadindo a sua e você não ter pa´ra onde ir. Fazer o que? Se jogar no mar?!

Segundo, a sujeira estava, como o cigarro em todas as partes, pelos corredores, pelos halls, na beira da piscina, ao aldo de cada uma das cadeiras. O chão grudava! Nos corredes do meu pavimento, o que não faltavam eram bamdeijas com restos de comida que ficavam ali, fermentando até a noite cair. E imagine você, o navio balançava mais que bambu em vendaval. E a quantidade de idosos era enorme, eu mesa tropecei numa bandeija com comida deixada no chão, imagine os senhorzinhos e senhorinhas, tods se tremendo, sendo jogados de um lado a outro do corredor. Além da sujeira por todo o navio, tinha asujeira da cozinha. Encontrar garfos, facas, pratos, copos e xícaras limpos era como tirar na mega sena!

Terceiro, o navio parecia a avenida sete no carnaval, tremia, gemia, balançava tanto, que o estômago embrulhava, os gases subiam. Num dos dias do navio, me dobrei no chão, de gases e enjôo. Não sabia se vomitava ou se pedia um penico.

Quarto, a televisão. Visualize a cena. O navio com 3000 passageiros , em sua maioria argentinos e brasileiros e ao ligar a Tv os canais são todos em línguas extrangeiras: francês, alemão, italiano e quando se dava sorte, inglês.

Quinto, a comida. 15 dias e a variação do cardápio era digna de um restaurante a kilo na Carlos Gomes. Vários itens estragados, especialmente carnes e frutas. E, assim passei 15 dias comendo sopa e massas. Quando a gente ia ao restaurante, para ver se o cardápio variava, demorava tanto, que jantava o pão que serviam antes e já sem fome, constavava que os pratos haviam vindo errados.

Sexto, os preços. Confinados no navio, tudo ali eram os olhos da cara. TEntei não gastar quase nada, mas fui assaltada com uma taxa de serviço, que não vai para os funcionários, sei porquê perguntei a mais de 7 funcionários diferentes, de 6 euros por dia, por pessoa na cabine. No contrato deles diz que se você não está satisfeito, você não é obrigado a pagar,a realidade, como me confirmou o guest relation manager, Sr. Pavel, não é essa. Quebra de contrato e um sorisso, com todas as minhas queixas devidamente anotadas, indo diretamente para o lixo, após minha saída. Depois da conversa nada amistosa, com o representante supra-citado, fui tomar uma cerveja a beira da piscina, tava economizando tanto que não tinha comprado nada no navio. Tava no inferno, abracei o capeta. E foi literal. Sob o sol escaldante do Atlântico, deixando a cidade de Recife recebo um chopp quente pela bagatela de cinco euros. E, pensei, vou trocar, aí, claro, como tudo no navio, o outro também, veio quente! O capeta foi quem me abraçou!

Sétimo, a piscina. Vídeo cassetada total, era entrar, achar ótimo, sair escorregar e cair no brilhante chão que cercava toda a piscina. Imagine o equilíbrio para os idosos....

Oitavo, informações. Um funcionário diz uma coisa, outro diz outra. Claríssimo que ali ninguém sabia nada! E ninguém se comunicava!

Nono, a animação. Eu, super animada, para não dizer o contrário. Me sentia uma prisioneira do anvio. Fui pegar jogos. Pergunto eu, para que ter jogos, se as peças estão faltando! Cobrando seis euros por dia de cada uma das cabines dos 12 pisos do navio, eles não tiverem dinheiro para comprar jogos novos?! Não os deixasse para o público pegar e descobrir, depois do jogo todo montado, que tudo foi tempo perdido!

Então, só para concluir, preciso reafirmar que este MSC OPERA e todas as suas outras linhas não passam de uma fomra muito bem elaborada de vender gato por lebre. Nunca mais entro de gaiata num navio!!

Um comentário:

Christianne Heiligen disse...

ai amiga, que bizarro.O pior é que seu texto desabafo foi hilário, viu... Queria ler com raiva, mas sua forma de escrever tornou impossível conter meu riso, desculpas:-(

De qualquer forma gostei do aviso e vou me ligar pra num entrar numa dessas tbm.
saudades