segunda-feira, 27 de abril de 2009

A física no Templo


Hoje ouvia uma conversa entre duas senhoras no ônibus, sobre o Templo e já havia ouvido um pastor proclamar de coração aberto (era uma boa alma), que tinha dez reais no bolso, mas sentia que seu irmão precisava mais daqueles dez que ele. Deu, de coração aberto, porque sabia que viria mais para ele, que nada faltaria. A conversa das senhoras no ônibus girava em torno da transformação da "alma"do cidadão que havia se convertido, porque acreditava que poderia ser uma pessoa melhor. E eu, que sempre fui avessa a religião desde que saí da Sacramentinas, colégio de freiras rigorosas e fervorosas, onde os padres eram gays e rígidos, principalmente com as meninas, claro, que mostravam um Deus punitivo, cheio de sofrimento, que só carregava sua cruz pra onde quer que fosse. Da minha adolescência religiosa descobri que nós mesmos escolhemos nossas cruzes e a carregamos junto com nossa mala e nos sentimos pesados, sem termos a clarividência do que carregamos. Filosofia pura, que pode ser revelada e percebida na prática. Dos templos, descobri que usam um dos pilares da física quântica, onde simplistamente, levam o outro a crer que se desejam de coração, aquilo que é só energia, que não se materializou no plano ainda, seu desejo pode tornar-se algo concreto. A física quântica, troço difícil, complicado de entender num mundo tão cartesiano, virou filme, modismo e agora (ou desde a criação dos templos) religião. Bem, de uma forma ou de outra, o povo sempre sabe de todas as verdades, mesmo que não as compreenda conscientemente. E os "padres templários" por pura esperteza ou crença, apostaram no que ninguém via e acertaram na mega sena. Assim é que hoje, já tenho mais respeito por estes templos e fora a teatralidade da coisa, creio que visitarei um algum dia destes, para ver a física quântica pregada na prática...

2 comentários:

Cris disse...

uiiiii cuidado pra nao acabar virando crente, viu...

Parabéns linda!!! Muita saúde, paz, leveza e dinheiro no bolso tbm!!!
Beijao

Cecilia Zugaib disse...

oi paus,
achei o artigo super bom. me espere para irmos juntas ao templo, pois eu tambem um dia quero ver como é.
agora dos valores religiosos: eu me dei conta que eu carrego em mim os valores catolicos que me foram passados. alguns sao otimos : ame o proximo , nao roubar, nao matar. no entanto ha aqueles de pudor que estao tao dentro, cravados, que eu abomino mas ainda assim nao mudo. curioso a catequizacao nao?
beijos