sábado, 22 de novembro de 2008

Mera Distração


Segundo Adriana Falcão, " Pouco é menos da metade". Sempre fui desatenta, umas horas mais, outras menos. Nestas variaçãoes fui relatando coisas a minha psico até que ouvi dela que tinha TDHA. E esta estória vem fazendo milhares de bums na minha cabeça. Justo quando comecei a estar atenta as coisas, ou a pensar mais nisto, nas notícias, na política, na economia...Veio alguém bater no meu ombro e dizer que, se está afetando sua vida, e está..., eu o tinha! Segundo a associação dos portadores de TDHA, " O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD."( http://www.tdah.org.br/oque01.php) A associação ainda afirma que existem dois sintomas: desatenção e hiperatividade-impulsividade. Passei uma parte da vida tentando entender o porquê de ser assim, um pouco tonta; passei a outra parte, buscando maneiras de estar ligada. E ouvir que tenho isto, me fez sentir desligada...Fiquei pensando na psicologia, que afirma sermos sempre os responsáveis pelas nossas patologias físicas. Concordo muito com isto! Só não encontro a resposta para a pergunta que insiste em não calar: " por que preciso desligar para não ver - já que uso óculos - e não sentir? Como me isolar do mundo e viver num mundo paralelo - serei eu esquizóide?! - pode melhorar a minha vida? Se alguém encontrar a resposta, por favor, me mande, acho que a perdi no caminho, por mera distração...

2 comentários:

Cris disse...

Na minha opiniao os médicos e psicólogos decidem qual a doenca da moda nas suas convencoes e passam a diagnosticar todo mundo com elas. Pra mim vc é simplesmente um ser humano único. Meio rapidinha as vezes, meio distraída outras, mas muito ligada sempre! Te amo.

anaÊ disse...

Acho que um bom começo seria "encarar" a possibilidade. Verificar, fazer "testes"... daí fica mais fácil desencanar e lidar com sua desatenção, independente dos "resultados" - o que parece que já está fazendo ao seu modo.

Não é nada fácil nos entendermos com algum tipo de deficiência, seja ela formalmente diagnosticada ou não.

Um abraço forte,

anaÊ