quinta-feira, 16 de julho de 2009

My so called life


Quando eu era mais nova, eu assistia a uma série televisiva chamada “My So Called Life”, esta série me marcou tanto que anos depois do seu término (que ocorreu muito cedo na minha opinião) eu ainda buscava formas de comprá-la em VHS. Mas, graças a internet, eu consegui baixá-la e resolvi assisti-la novamente. Incrível como esta série me toca, por razões diferentes hoje que no passado. Hoje, depois de encontrar uma amiga, com quem já tive muitos altos e baixos e poder dizer para ela tudo o que jamais achei que pudesse, sem a intenção de magoar, mas de deixar clara as minhas ações, pensamentos e sentimentos, fiquei pensando nas relações humanas, nas minhas relações, como as construo, como elas mudam e peguei da série, algo que resume, tudo: “ There are so many different ways to be connected to people. There are the people you feel this unspoken connection to, even knowing there isn´t a word for it. There are the people whom you´ve known forever who know you in this way that other people can´t, because they´ve seen you change. They let you change.” And I guess this is all part of my so called life…

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vizinhos


Se é o da frente, pára na minha garagem, não quer tirar o carro e ainda acha que está no direito de gritar comigo... Tomou um escândalo na cara. Se é o de baixo, vem com cinismo me dizer que eu não estava disposta a consertar meu encanamento que vazava no Ap. dele, por pura mal criação. Veja só, se eu que fui mal criada! E depois, quando entrei na casa dele, porque a porta estava aberta, depois de ter batido três vezes, pedido licença, até que perdi a paciência e resolvi entrar na casa e tirar as fotos do conserto, porque não se pode confiar em pessoas cínicas, já diria minha amiga psicanalista. Aí, vem a esposa dele me perguntar quem me autorizou a entrar. Pode?! Bom saber do tipo que mora embaixo de mim porque comecei a batucar às sete da manhã, porque desperto de bom humor e espero que eles também! Se é o de cima, vem me dizer que não vai consertar o encanamento que está vazamento no meu teto de gesso, porque consertou o encanamento do andar de cima. Agora me diga, o que eu tenho haver com isto?! Já mostrei tudo para as pessoas que estão trabalhando na casa dele, já mandei as fotos dos canos furados para ele e nada. Falei com o síndico e se isto também não der em nada, vou ser obrigada a ter mais um processo judicial nas costas e vou aproveitar para usar os R$200,00 que este zinho veio me oferecer para trocar todo o encanamento e a mão-de-obra... Vizinhos, bah! É melhor não tê-los, não falo com nenhum deles mesmo desde que cheguei no prédio e quando falei, foi pelas razões expostas acima. Vá pra porra, viu! A pessoa vai morar na Barra, achando que vai encontrar finesse. Já vi que educação é coisa rara e limite é algo que deve se proliferar e ficar escancarado na janela, na porta, na grade, feito cão de guarda. E nem chego perto, porque,a partir de agora, eu mordo!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Contando estórias


Tudo começou quando ainda menina, sentava, atenta, no chão para ouvir as estórias de meu pai. Mais tarde, eram as estórias da minha irmã, que se misturavam as estórias de Ziraldo, Jorge Amado, Clarice Linspector e tantos outros autores. Quando completei 31 anos, ganhei um livro de estórias, chamado Mulheres que correm com os lobos. E, neste mesmo ano, vieram para Bahia os Tapetes Contadores de Histórias com suas técnicas de contação (as estórias eram tão mágicas, que decidi participar do curso). Nunca achei que fosse boa contadora, inclusive porque não sei o que fazer quando olho em volto e vejo olhos atentos em mim, mas, resolvi arriscar. A primeira vez, foi num rompante, numa mistura de revolta e medo, lá mesmo com os tapetes, a segunda, foi para meus alunos e os alunos dos outros grupos, a terceira foi do mesmo jeito e, assim, foi a quarta e a quinta. Nunca me sinto confortável, sempre fico gelada, com o coração aos pulos, mas sempre acabo sendo convidada a contar uma estória e sempre acabao fazendo. Percebi que as crianças aprendem mais quando a aula é uma estória e qua alguns adultos também, sei que eu aprendo mais quando é uma estória e, logo escuto na cabeça, um mote do Castelo Ra tim bum: "senta que lá vem história!" E vou seguindo, contando estórias por aí...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Aonde está o dinheiro?


Hoje, que vivo numa vida mais que apertada, longe do ideal de conforto que gostaria; com dores de cabeça e falta de ar que tornam-se constantes cada vez que chego no banco para pagar as contas e minha conta, só de me ver, já fica vermelha... Fico pensando quando é que poderei me dar ao luxo de respirar aliviada e poder realmente fazer pequenas coisas que gosto e que não custam assim tão caro, mas que custam dinheiro, tipo, tomar um vinho com as amigas, dar entrada num veículo, ter filhos... sem ter que ficar com o peso da responsabilidade, de estar optando por um prazer que irá me deixar no desprazer mais tarde... (o que, claro, me faz desistir de concretizar cada uma destas idéias!) Penso que a relação com o dinheiro é parecida com a relação com os homens. Quando você tem você fica ótima, não se preocupa muito com os excessos, quando não se tem você fica obcecada, querendo conquistar algo rápido! Já tentei me tranquilizar várias vezes, dizendo para mim mesma, que o dinheiro (como o homem) viria e quanto mais me preocupasse com ele, mais ele tardaria em chegar. Mas, que ele vem, eu não tenho dúvida! Mas, quando minha conta me olha vermelhinha, não consigo fazer piada, nem achar graça disto, deixar a vida me levar (como no filme "Cristina quer casar", "Opaí, ó" , "Estranhos" e tantos outros brazucas que abordam o mesmo tema); aí tudo vai pro água abaixo, somatizo tudo e viro a chata, estressada, sabe, como aquelas matronas, que só criticam e reclamam?! Pois é, estou insatisfeita, sim! Minha relação com o dinheiro está muito mesquinha! Quero mais, para poder deixá-lo livre! Mas, pelo menos, por enquanto, só desejo que ele venha! Investi em tanta coisa (e ainda estou investindo), pensando (e com a esperança de) que, um dia, ele chegue, sorrindo faceiro, me fazendo esquecer que um dia já tive problemas...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Família


Engraçado como são diferentes as familias. Todo mundo exposto as mesmas ondas, mas cada um absorvendo de uma maneira muito diferente. Como diria o filósofo, cada cabeça um mundo! (quem disse isto foi um filósofo mesmo? Se não, era, deveria ser...) Sempre vejo como meu querido amado, faz uma festa danada por ter descoberto algo novo, ou como dá ênfase a algo que descobriu com uma alegria contagiante, que realmente, incita a curiosidade. Fiquei pensando na minha família. Quando se vive numa casa onde todos querem mais. Você acha uma maçã e a reação é, encontrou a macieira? É como se houvesse uma cobrança de ser mais, de querer mais! Hoje já não sei se minha família é realmente assim ou se eu a signifiquei assim. Vindo de uma família de doutores, onde o erro, dá uma grande margem para ser motivo de chacotas e piadinhas, errar, é humano para os outros, porque, quando é você, é terrível! Aí, vi que não celebrava as descobertas, não incitava a curiosidade, porque, sinto como se tivesse a obrigação de ser melhor, de descobrir, de vencer, de chegar mais longe! Todos na minha casa foram aprovados no doutorado ou mestrado com honra ao mérito. E eu, feliz da vida com isto, escuto: é, nega, é melhor você correr, que você só tem o superior completo... Quem mandou perder tempo, fazendo tanta faculdade?" (Foram 3, na verdade, perdi tempo, realmente, mas será que perder tempo, existe mesmo, ou a gente vive o que tem que viver?! Sei, que agora, me esforço para celebrar os bons momentos, curtir o agora, com mais liberdade para errar, pois como cantou Oswaldo Montenegro, hoje é dia de celebrar!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Descobertas


Hoje observava um casal de adolescentes se beijando na porta da escola. Nossa! O rapaz caprichava no beijo, ia passeando com as mãos pelas curvas da mocinha, que ia esgueirando-se pelo pescoço dele. Olhei a cena e pensei que aquele momento era único, porque era aquilo que eles estavam descobrindo; e como curtiam a descoberta. Pensei em mim, na minha adolescente, em como era bom descobrir tudo aquilo, tão excitante! Pensei ainda, imagine, quando eles descobrirem o sexo! O mocinho, nitidamente, já estava louco para isto! A mocinha, estava testando o próprio poder de sedução... Ah! Que delícia! Olhava a cena e pensava, meu Deus, o papo, o comportamento, tudo gira em torno da atual relação ou da próxima. E hoje, aos trinta, não continua sendo a mesma coisa? Talvez as coisas não sejam assim tão novas, mas é uma novidade a cada parceiro! A expectativa, a necessidade de estar com alguém permeia todos em todas as idades. No aeroporto vi uma senhora de 50 mais ou menos, agarrar o namorado com um entusiamo juvenil! Aos 30 vejo minhas amigas entrarem em aventuras também adolescentes, com finais previsíveis, mas, apesar de tudo, vibrarem com isto. Então, o que muda com o tempo? Você vira adulta e muda o tipo de relação? Ganha mais proteções? Fica um pouco mais cética? Ou só repete os mesmos erros? Ouvi de alguém que o adulto que você é hoje é pautado na adolescente (e na criança) que você foi. Fato! (até um pouco óbvio, vamos combinar...) Mas com o passar do tempo, as coisas mudam muito! Achei que aos 30 já havia experimentado de tudo; o que deixaria pouco para a imaginação... Mas, aí, percebi que descobri algo inédito, descobri o amor e estou curtindo muito isto!

domingo, 10 de maio de 2009

Só se vê na Bahia







Aqui, bem na orla, no meio da Boca do rio, um grudadinho no outro, parede com parede: um restaurante, um strip tease club e uma Assembléia de Deus! Meu Deus, que combinação perfeita, eu pensei! Você janta, vai ver um strip e depois vai rezar para exorcizar os pecados. Ou, de repente, você exorciza os pecados, vai ver um strip e janta! Ou você vê um strip, exorciza os pecados e janta ou.... será que a ordem dos fatores alterará a soma? É! rs Tem coisas que a gente só vê na Bahia!