<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871</id><updated>2012-02-12T02:41:04.131-08:00</updated><title type='text'>Janela da Cuca</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4602346619898223436</id><published>2012-02-12T02:23:00.000-08:00</published><updated>2012-02-12T02:41:04.144-08:00</updated><title type='text'>A Folia</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aWDYEXEt3fc/TzeWhnj66cI/AAAAAAAAALM/vwkGFXnRNno/s1600/imagesCADWDOYX.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 251px; FLOAT: right; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5708196557014886850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aWDYEXEt3fc/TzeWhnj66cI/AAAAAAAAALM/vwkGFXnRNno/s320/imagesCADWDOYX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Quando o verão chega em Salvador, as coisas começam a acontecer. Tudo bem que as coisas são festas, mas junto com a estação, a cidade se amplia, se agita e assim também acontece com suas atrações culturais. Para minha surpresa, algumas das coisas mais interessantes da cidade estão acontecendo nas quartas - feiras. Numa delas fui para o show de uma das bandas que mais gostava na minha adolescência, que, como tudo o que é bom, acaba, mas, como tudo que é bom também é reeditado, ela voltou. De roupa combinada, com quase os mesmos músicos muito afinados e muito empolgados, a Dead Billies fez todo mundo levantar das cadeiras do Pós Tudo e sair de lá com um sorriso no rosto, inclusive eu! Engraçado ser no Pós Tudo, porque para mim, foi assim, após tudo o que já nos passou, afinal eu gostava da banda aos 16 anos..., após tudo, feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aí, num sábado recebo um mail informando que haveria no Rio Vermelho uma reunião de palhaços. Cada um que fosse caracterizado atrás da banda. No mesmo dia, a banda De hoje a 8 fez a uma convocação parecida. Venham e tragam suas fantasias para que a de hoje a 8 faça você sambar no Santo Antônio (além do Carmo). Acabei indo para a segunda, pois já conhecia primeira. E não me decepcionei. Pais, filhos, todo mundo de sandálias e não havia empurra-empurra, ninguém pisava no pé de ninguém, a percussão era mesclada uma parte feminina, outra masculina e a única violência que vivi foi uma louca colocar alfinetes na bolsa para "evitar ladrões". Imagine, num local público com tanta criança.... Afora isso, aninamação não faltou e a garantia que para ano a gente se veria de hoje a 8! No Rio Vermelho, os palhaços acabaram cedo, então, não consegui ir atrás da banda, mas chegar em Cira do Acarajé e ficar numa mesa conversando com um monte de palhaços não deixa de ser surreal e engraçado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afora o agito da cidade, as pessoas ficam mais abertas no verão e de quarta em quarta vou encontrando gente interessante, da cidade, do velho oeste da Bahia, de outros estados e a única coisa que posso dizer de tanta diversidade é que estão todos em uma folia só!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4602346619898223436?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4602346619898223436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4602346619898223436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4602346619898223436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4602346619898223436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2012/02/folia.html' title='A Folia'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-aWDYEXEt3fc/TzeWhnj66cI/AAAAAAAAALM/vwkGFXnRNno/s72-c/imagesCADWDOYX.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5831455197613054852</id><published>2012-02-03T07:36:00.001-08:00</published><updated>2012-02-03T07:51:23.919-08:00</updated><title type='text'>A horda</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CboZj2UsSog/TywCdQ-PADI/AAAAAAAAALA/pFXcHrLRMKw/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; DISPLAY: block; HEIGHT: 172px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704937529767034930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-CboZj2UsSog/TywCdQ-PADI/AAAAAAAAALA/pFXcHrLRMKw/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;SSA foi invadida ontem por uma horda de marginais. Foram as ruas portando armas, ameaçaram, bateram, atiraram, abriram os cárceres, autorizaram marginais, espalharam boatos de arrastões, fizeram arrastões, bloquearam vias e causaram pânico e transtorno à população. Essa horda foi as ruas para, a princípio, reinvidicar direitos. Mas será possível fazer isso, quando se rouba o direito do outro, no grito, na ameça, na porrada ou no tiro?! Essas cenas foram incitadas e organziadas pela facção criminosa da polícia que entrou em greve e que não foi ouvida pelo Governo. Se sentindo muda e desrespeitada - como aliás se sentem os brasileiros que precisam ir na delegacia, por exemplo - resolveram partir para esta ação, que no mínimo é covarde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No reino animal, todo grupo tem um líder, que é respeitado e seguido pelo clã. O bicho homem não confia nos líderes que escolhe e por isso, para manter, a ordem criou a polícia. Mas o que fazer quando já não se sabe mais quem faz o papel do bonzinho e do mal? O que fazer quando é a própria polícia que gera a desordem? O que vi ontem em SSA me deixou muito triste, desacreditada na humanidade mínima possível dos oficiais em greve e daqueles que também estavam de plantão trabalhando. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixo, então, a ordem sob o comando dos cidadãos, porque a desordem bruta, fica com certeza sob o comando da polícia que já provou ser extremamente eficiente neste tipo de movimento estúpido e agressivo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5831455197613054852?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5831455197613054852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5831455197613054852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5831455197613054852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5831455197613054852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2012/02/horda.html' title='A horda'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-CboZj2UsSog/TywCdQ-PADI/AAAAAAAAALA/pFXcHrLRMKw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4548967198839143813</id><published>2012-01-08T14:10:00.001-08:00</published><updated>2012-01-08T14:25:17.883-08:00</updated><title type='text'>Quando ele foi embora</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m8gsXRIpjSo/TwoXyTCyjvI/AAAAAAAAAK0/0QhFsAZYxrk/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 192px; DISPLAY: block; HEIGHT: 262px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695390831636287218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-m8gsXRIpjSo/TwoXyTCyjvI/AAAAAAAAAK0/0QhFsAZYxrk/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia que ele foi embora, parecia um sonho. Tinha a sensação de que voltaria mais tarde, como se fosse apenas mais uma saída para o trabalho. Mas, depois de uma semana, me convenci que ele não mais voltaria. É engraçado como mesmo estando fora, ele está aqui presente em toda parte. Nas fotos dos porta retratos, no cheiro no travesseiro, nas camisas na gaveta, nos perfumes no banheiro. No primeiro mês achei que fosse morrer de solidão e não sabia se aquilo significava que era uma nova solteira dentre as tantas na cidade, se era um período de liberdade com algumas fronteiras ou simplesmente uma ausência. No segundo mês, as coisas parecem ter mudado, para mim. Ainda sinto a falta, mas a falta não se traduz em ausência, apenas numa conexão a distância. E pensei na falta de muitas pessoas que daqui saíram e foram morar em outros estados e outros países, mas a falta de um companheiro é diferente, não é mesmo? Ouvi outro dia que o casamento era melhor para o homem, porém, por mais que fosse repetido e que todas as mulheres presentes assentissem, eu não consegui concordar. Acho que casamento é bom para ambos! Nuns dias é melhor para um, noutros para o outro, noutros para ambos. O que acredito é que manter uma relação a distãncia é ruim para os dois, mas pode ser o momento de rever conceitos, acertos, posições. Tempo para repensar a relação. Se ela dura, persiste, é porque assim os dois quiseram, se não, se esvai com o tempo. A minha até então, está durando. Entretanto, já coloquei na cabeça, que só espero até o sétimo mês. Afinal de contas, solitude excessiva deixa a gente maluca, especialmente nos dias de lua cheia, ou se morre de biela ou se é acometido de síndrome do túnel do carpo e eu não desejo para mim nem uma, nem outra! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4548967198839143813?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4548967198839143813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4548967198839143813' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4548967198839143813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4548967198839143813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2012/01/quando-ele-foi-embora.html' title='Quando ele foi embora'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-m8gsXRIpjSo/TwoXyTCyjvI/AAAAAAAAAK0/0QhFsAZYxrk/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1286347990343364357</id><published>2012-01-03T15:11:00.000-08:00</published><updated>2012-01-03T15:30:28.245-08:00</updated><title type='text'>O contador de histórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Yg59fp6i_HI/TwOPd0YsNTI/AAAAAAAAAJI/1rRRM4dGFMs/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 185px; FLOAT: right; HEIGHT: 273px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693552096367621426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Yg59fp6i_HI/TwOPd0YsNTI/AAAAAAAAAJI/1rRRM4dGFMs/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando se fala em filme brasileiro, ainda se tem o estigma de que o assunto será: violência, dor, pobreza, sexo ou tudo isso junto. Mas, um dia desses resolvi arriscar num filme de título sugestivo, o contador de histórias. Gente! Que filme bacana! Ele, claro, aborda a violência, mas com tanto amor, com tanta poesia, que o resultado final só podia ser um transbordar de emoção! No filme, o acolhimento, a compreensão e o amor vêm de fora. E não é assim na vida de todo mundo, abandonados ou não, não estamos todos buscando amor, compreensão e acolhimento no outro?! A melhor parte, a história é real. Retrata a vida de Renato, que, quando menino foi deixado na Febem por sua mãe, que ouviu na televisão que a Febem era o lugar onde a criança entrava crua e saía doutor. As críticas são claras. A primeira, o governo ilude, maqueia, mas se faz convincente para a população. A segunda, o poder da televisão, sua ampla divulgação, sua associação com os políticos dominantes. A terceira, o abismo das classes sociais. A quarta, a realidade devastadora das políticas públicas. Mas, é justo num lugar como este que o menino conhece uma segunda mãe, uma francesa. E me arrepia a pele, as escolhas e os caminhos na vida de cada um. Não é assim, realmente, na vida de todos nós?! Somos felizes, nos magoamos, nos perdemos, não enxergamos, até que tudo fica claro e a pessoa certa chega. Assisti a este filme no dia 02/01/12 e fiquei com a sensação que assim seria 2012 - o ano da lua - um ano onde se poderá encontrar aquilo que nos aninha, que traz aconchego, um ano onde todos nós poderemos contar histórias felizes de nós mesmos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1286347990343364357?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1286347990343364357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1286347990343364357' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1286347990343364357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1286347990343364357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2012/01/o-contador-de-historias.html' title='O contador de histórias'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Yg59fp6i_HI/TwOPd0YsNTI/AAAAAAAAAJI/1rRRM4dGFMs/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1402264765773994372</id><published>2011-12-05T05:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T05:37:41.347-08:00</updated><title type='text'>Filminho bom :)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nb36jR0HIEg/TtzIXQk01aI/AAAAAAAAAI8/LLGheSS-n88/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 160px; FLOAT: right; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682637131746694562" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-nb36jR0HIEg/TtzIXQk01aI/AAAAAAAAAI8/LLGheSS-n88/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro dia assisti um filme que não é tão recente e que já havia assistido antes, só que apenas algumas partes. Ele se chama Ponte para Terabithia. Em plena fase de tecnologia abundante, onde o prazo de validade para cada aparato é de, no máximo, um ano, onde as crianças ficam quietas e quase hipnotizadas na frente da tela de uma tv, laptop, tablet, netbook, celular e o que mais inventarem até este texto sair, com suas imagens coloridas e jogos incríveis; assisto a história de uma nenina, que não tem televisão em casa e que, talvez exatamente por isso, dá asas a sua imaginação. Com os olhos fechados e a mente aberta, como a persoangem principal diz no filme, Leslie Burke conhece Jeese Aarons e juntos, concebem uma cidade cheia de ação, de aventura, de criaturas fantásticas, dignas de uma imaginação fértil e um coração pulsante. Tudo o que se torna cada vez mais raro de se ver nas crianças de hoje em dia. Sem apologias ao passado, acho que a criança tem que seguir a vida assim, com a mente aberta, para que sua imaginação crie asas e ela possa se tornar um adulto mais saudável, não cheio de ler/dorts, por passar horas na frente do computador, apenas, reproduzindo cenários já reeditados. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1402264765773994372?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1402264765773994372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1402264765773994372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1402264765773994372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1402264765773994372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/12/filminho-bom.html' title='Filminho bom :)'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nb36jR0HIEg/TtzIXQk01aI/AAAAAAAAAI8/LLGheSS-n88/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5748653646205459133</id><published>2011-11-30T10:56:00.000-08:00</published><updated>2011-11-30T11:26:04.727-08:00</updated><title type='text'>MSC Opera</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pu5bJM4WU1w/TtaC38PdEPI/AAAAAAAAAIw/zqqgTUDRbto/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 272px; FLOAT: right; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5680871877549822194" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-pu5bJM4WU1w/TtaC38PdEPI/AAAAAAAAAIw/zqqgTUDRbto/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela música, dos Paralamas do Sucesso, "entrei de gaiato no navio, oh, entre, entrei, entrei pelo cano"?! Pois é! Foi exatamente assim que me senti. Ao começar em janeiro a pagar por esse tão "maravilhoso" cruzeiro, de 15 dias, que aconteceria no final do ano, achei um sonho romântico viajar acompanhada pelos mares europeus até o Brasil. Pensei que seria uma fomra mais divertida e econômica de conhecer várias cidades européias, de modo mais tranquilo. Mas, como já deve estar claro não foi nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A imagem parece bonita, né, mas não se enganem, não me engano amis, é totalmente ordinário!&lt;/p&gt;Primeiro, o navio era território dos fumantes, havia cheiro de cigarro e bituca de cigarros em todos os cantos. Imagine andar em corredores longos, fechados, com aquele cheiro de cigarro impregnado! Sentir o cheiro do cigarro da cabine vizinha invadindo a sua e você não ter pa´ra onde ir. Fazer o que? Se jogar no mar?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, a sujeira estava, como o cigarro em todas as partes, pelos corredores, pelos halls, na beira da piscina, ao aldo de cada uma das cadeiras. O chão grudava! Nos corredes do meu pavimento, o que não faltavam eram bamdeijas com restos de comida que ficavam ali, fermentando até a noite cair. E imagine você, o navio balançava mais que bambu em vendaval. E a quantidade de idosos era enorme, eu mesa tropecei numa bandeija com comida deixada no chão, imagine os senhorzinhos e senhorinhas, tods se tremendo, sendo jogados de um lado a outro do corredor. Além da sujeira por todo o navio, tinha asujeira da cozinha. Encontrar garfos, facas, pratos, copos e xícaras limpos era como tirar na mega sena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, o navio parecia a avenida sete no carnaval, tremia, gemia, balançava tanto, que o estômago embrulhava, os gases subiam. Num dos dias do navio, me dobrei no chão, de gases e enjôo. Não sabia se vomitava ou se pedia um penico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto, a televisão. Visualize a cena. O navio com 3000 passageiros , em sua maioria argentinos e brasileiros e ao ligar a Tv os canais são todos em línguas extrangeiras: francês, alemão, italiano e quando se dava sorte, inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinto, a comida. 15 dias e a variação do cardápio era digna de um restaurante a kilo na Carlos Gomes. Vários itens estragados, especialmente carnes e frutas. E, assim passei 15 dias comendo sopa e massas. Quando a gente ia ao restaurante, para ver se o cardápio variava, demorava tanto, que jantava o pão que serviam antes e já sem fome, constavava que os pratos haviam vindo errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexto, os preços. Confinados no navio, tudo ali eram os olhos da cara. TEntei não gastar quase nada, mas fui assaltada com uma taxa de serviço, que não vai para os funcionários, sei porquê perguntei a mais de 7 funcionários diferentes, de 6 euros por dia, por pessoa na cabine. No contrato deles diz que se você não está satisfeito, você não é obrigado a pagar,a realidade, como me confirmou o guest relation manager, Sr. Pavel, não é essa. Quebra de contrato e um sorisso, com todas as minhas queixas devidamente anotadas, indo diretamente para o lixo, após minha saída. Depois da conversa nada amistosa, com o representante supra-citado, fui tomar uma cerveja a beira da piscina, tava economizando tanto que não tinha comprado nada no navio. Tava no inferno, abracei o capeta. E foi literal. Sob o sol escaldante do Atlântico, deixando a cidade de Recife recebo um chopp quente pela bagatela de cinco euros. E, pensei, vou trocar, aí, claro, como tudo no navio, o outro também, veio quente! O capeta foi quem me abraçou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sétimo, a piscina. Vídeo cassetada total, era entrar, achar ótimo, sair escorregar e cair no brilhante chão que cercava toda a piscina. Imagine o equilíbrio para os idosos....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitavo, informações. Um funcionário diz uma coisa, outro diz outra. Claríssimo que ali ninguém sabia nada! E ninguém se comunicava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nono, a animação. Eu, super animada, para não dizer o contrário. Me sentia uma prisioneira do anvio. Fui pegar jogos. Pergunto eu, para que ter jogos, se as peças estão faltando! Cobrando seis euros por dia de cada uma das cabines dos 12 pisos do navio, eles não tiverem dinheiro para comprar jogos novos?! Não os deixasse para o público pegar e descobrir, depois do jogo todo montado, que tudo foi tempo perdido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, só para concluir, preciso reafirmar que este MSC OPERA e todas as suas outras linhas não passam de uma fomra muito bem elaborada de vender gato por lebre. Nunca mais entro de gaiata num navio!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5748653646205459133?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5748653646205459133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5748653646205459133' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5748653646205459133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5748653646205459133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/11/msc-opera.html' title='MSC Opera'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-pu5bJM4WU1w/TtaC38PdEPI/AAAAAAAAAIw/zqqgTUDRbto/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-6654954695568252450</id><published>2011-08-29T05:26:00.000-07:00</published><updated>2011-08-29T05:48:59.522-07:00</updated><title type='text'>A Travessia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6-loshSwWZ0/TluKtLpaQqI/AAAAAAAAAIo/QVQrlBXEmMI/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 272px; FLOAT: right; HEIGHT: 185px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5646259066664272546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-6-loshSwWZ0/TluKtLpaQqI/AAAAAAAAAIo/QVQrlBXEmMI/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tinha todas as razões para ficar no mesmo lugar. Mas a aparente imobilidade da condição lhe gerava cansaço nas pernas, na coluna e nos braços. Entre ela e o outro lado, um rio largo, marrom, exuberante. Sentou-se ponderando se atravessar seria realmente melhor do que ficar ali sentada na relva. Ao mesmo tempo que aquele pedaço de terra verde lhe parecia bonito, era do outro lado que estava o gado e a terra fértil. Tudo bem que ela teria que primeiro conseguir atravessar ela própria, atravessar o gado, e ainda, plantar frutas, verduras e hortaliças. E vá lá, cada uma dessas coisas tinha um tempo diferente de crescimento. Sentiu as formigas lhe beliscarem os pés, como se lhe empurrando ao movimento. Mexeu-se um pouco, saiu do local onde estava, mas ainda não estava muito animada. E se o rio lhe engulisse? E se os bois morressem na travessia? E se o que ela plantasse não desse frutos? Sentiu o sol lhe queimar forte as costas. É! Parecia a ela que aquele era o momento certo para cruzar o rio. O sol, as formigas, seu próprio corpo lhe pediam movimento. Quando ergueu-se novamente, um pouco trêmula, mas decidida, viu como se por mágica, as águas do rio baixarem. E colocou um pé na água. Sentiu o frio subir-lhe até a espinha e o tirou rapidamente da água para a terra firme. No que ela estava pensando? Abandonar a terra firme por aquele aguaceiro todo, que tinha nada de solidez?! Voltou a sentar-se. Espantou os pensamentos e ficou contemplando o outro lado. Desde que compreendera que era do outro lado do rio que encontraria vida fértil e deixaria de lutar contra a aridez da terra que passou a sonhar em chegar lá! Mas, o que a impedia?! O rio! Respondeu alto a pergunta imaginada. Mas, sabia que seu maior impedimento era seu medo. E tinha tantos, medo de morrer, de perder-se, de afundar ... medo de ser feliz.... E achando irracional ser ela própria a causadora de seu infortúnio, ergueu-se corajosa. Colocou o mesmo pé que há poucos minutos tirara da água de volta a ela. Esperou ambientar-se, depois o outro. Apertou os olhos e quando os abriu, viu a água baixar novamente. Começou a recitar para si mesma, "Atravesse! Atravesse!" - seria tão mais fácil se tivese um fio, ou qualquer coisa que lhe desse mais firmeza para caminhar sobre aquelas pedras com a força da água lhe chacoalhando os ossos. E resolveu imaginar um fio grosso, dourado, que ela segurava forte nas mãos e que ajudava seu corpo a ficar mais firme. Só então abriu os olhos e deu-se conta que estava quase chegando. Quando tocou no outro lado da margem, deixou-se cair no chão, trêmula. Havia desafiado o rio, seus medos e havia vencido. E dançou feliz a conquista, gritando aos setes cantos, Atravessei! Atravessei! e soube naquele mesmo instante, que apesar do medo, era muito mais corajosa do que pensava. Virou de costas, viu aquele mundaréu de terra. Tirou do peito algumas sementes e saiu semeando a terra com o novo. Quando terminou, tinha certeza de que colheria os melhores frutos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-6654954695568252450?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/6654954695568252450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=6654954695568252450' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6654954695568252450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6654954695568252450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/08/travessia.html' title='A Travessia'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-6-loshSwWZ0/TluKtLpaQqI/AAAAAAAAAIo/QVQrlBXEmMI/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-8064128507750378795</id><published>2011-08-18T06:37:00.000-07:00</published><updated>2011-08-19T06:35:05.863-07:00</updated><title type='text'>As aventuras de Morena</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-k67xHTl-J8U/Tk5mRK5s2fI/AAAAAAAAAIg/mO-YkA678Do/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 96px; FLOAT: right; HEIGHT: 128px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642559828311988722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-k67xHTl-J8U/Tk5mRK5s2fI/AAAAAAAAAIg/mO-YkA678Do/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; Com uma trouxa de roupa na cabeça, os joelhos gastos, as juntas duras, olhou para cima para contar quanto ainda lhe faltava para chegar no topo do morro e alcañçar, finalmente, o seu bairro. A visão daquela escadaria imensa, que aprecia não ter fim, lhe desanimou e ela preferiu seguir cabisbaixa. Não havia sentindo em parar. Para onde quer que olhasse só via escada, lixo e céu azul. Seu bico de papagaio havia paralisado seu quadril e cada passo lhe custava um esforço enorme. Mas resolveu seguir, não era isso que fazia há cinquenta anos, seguia a vida? Fechou os olhos por um momento e as lembranças dos tempos em que a vida a seguiam lhe encharcaram as faces de lágrimas. Já não podia mais aguentar e sentou um pouco para descansar. E começou a se lembrar de todas as estórias que ouviu sobre si mesma e as que ela própria havia guardado no coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela nasceu num dia de céu azul e nuvens bem brancas de um verão qualquer, em pleno carnaval. Seu nascimento se confundiu então com a festa de rua e todo aniversário parecia que o bairro todo comemorava a sua chegada. Não era nem branca, nem negra, sua pele era de cor de avelã e por isso lhe batizaram de Morena. Não tendo tempo de chegar até o hospital pela confusão do carnaval, a mãe lhe teve no meio da sala, sob o olhar vigilante do avô e as mãos cuidadosas da avó. Daí em diante sua vida parecia ser uma eterna aventura. Corria o tempo todo de um lado para o outro. Seu bairro, pequeno e cercado de escadas tortas, se localizava no alto do morro e lhe parecia enorme, grande o suficiente para abrigar o mundo. Seu Clark do mercado era americano, Seu Olivier da quintanda era francês, Seu Manuel da padaria, português, Seu Juan do açougue, espanhol e Seu Zé do bar, brasileiríssimo.E era justo no bar que todos se reuniam nas sextas feiras à noite, para beber e relembrar histórias de outra vida. E foi assim que aprendeu sobre o mundo, seus costumes e línguas. Aprendeu ainda palavras soltas de outras línguas. Quando se cansava, deixava a mãe e o namorado daquele dia e saía montada em sua bicicleta e em compainha dos amigos para explorar e encontrar aventuras. E toda sua meninice foi assim, sua vida se resumia as pessoas e coisas que compunham seu bairro. Na sua adolescência as coisas começaram a mudar por ali, ela própria havia começado a mudar. Seus companheiros de aventura a haviam abandonado para caçar fora dos limites do bairro e trouxeram para lá coisas que, pela reação deles, não parecia ser bom. Seu avô batizou a novidade de droga e a proibiu de andar com esses rapazes ou usar a tal droga. Mesmo que não a tivesse proibido, não usaria, para ficar abestalhada como eles? O que eles viam na idiotice? Um ano mais tarde, quase todos os seus amigos haviam se rendido às drogas. Apenas um não usava, mas convidava a todos para provarem, de graça, se fosse a primeira vez. Seu avô, o chamou de traficante e, na escola, perguntou a professora o que aquilo significava. Assustada, achou que era a pior profissão do mundo e foi ter com Geninho, para lhe abrir os olhos da besteira que estava fazendo. Quando chegou na casa de Geninho, ele estava sozinho. A mãe o havia abandonado quando tinha seis anos, para seguir um espanhol, de nome Estebán, por quem havia se apaixonado. Seus avós se encarregaram de criá-lo, mas faleceram no ano passado; o avô, que trabalhava na mina, foi engolido por uma máquina de moer pedra para achar tesouros e a avó, morreu quando soube da notícia, seu coração partiu. Desde então Geninho havia ficado sozinho e não gostando de trabalhar para não morrer como seu avô, optou por um trabalho mais leve, entretanto, bem mais perigoso e vergonhoso, tornou-se traficante. Geninho lhe olhou com olhos de cachorro quando vê cadela no cio. Ela se manteve a uma certa distância para conseguir se fazer ouvir. Sentia medo, mas não ousava baixar os olhos, nem se desgrudar das palvras que saltavam de sua cabeça para sua boca. Seu suór frio ia ficando pegajoso quanto mais respirava aquele ar contaminado daquele odor acre de droga. Quando terminou de abrir os olhos sobre a bobagem que estava cometendo, Geninho foi duro e seco, como sua aparência, lhe disse apenas que ela não era a mãe dele, que se tivesse a ousadia de ir apra sua casa proferir desaforos, seria encontrada morta numa vala, e suspendeu a camisa para lhe provar que não estava de brincadeira. Morena viu pela primeira vez na vida, uma arma, que Geninho chamou de três oitão. Saiu com as pernas bambas andando em passos compassados, até que quando estava longe do olhar ameaçador do traficante, saiu correndo, até que sentiu seu medo se desfazer em cansaço e parou. Decidiu que não se meteria mais na vida de quem quer que fosse, por melhor ou pior que conhecesse a pessoa. Durante uma semana se escondeu em casa, receosa de ruzar novamente com Geninho. Mas, como não se pode fugir do destino, ainda mais num bairro tão pequeno.... Um tempo depois, quando já não se lembrava mais da estória, saiu para dar um passeio a pé pelo bairro, quando viu uma figura trôpega vir em sua direção. Era Geninho, muito bêbado. Disse-lhe que ela estava certa, que aquilo não era vida para ele, que aquilo era a própria morte. Acrescentou que havia matado o primeiro rival, que era a primeira vez que havia usado a arma, por sorte, havia se lembrado de carregá-la. Mas depois que se mata um, que se toma o ponto de outro, a estória vira uma questão de honra, vida e morte. Que seu porre era fruto da consciência que Morena lhe havia implantado e que estava indo buscá-la, porque havia decidido, precisava de uma mulher como ela ao lado. E a partir daí, Morena já não o escutava, correu o quanto pode, mas de tanto medo, saiu tropeçando nas pedras, nas calçadas irregulares, até que sentiu o peso do corpo do home cair sobre o dela. Era uma luta mesclada de sangue de um morto qualquer, dor, lágrimas, murros e pontapés. Até que seu sangue começou a escorrer primeiro da face, depois de suas partes íntimas, sentiu uma dor lascinante lhe furando o ventre e transformou a dor em mordidas, arranhões e novos pontapés. Quando conseguiu se desvencilhar do homem, voltou a correr com o vestido aos trapos. Ouvindo sua voz ao fundo gritando ente sorrisos, que ela era linda, a mulher mais maravihosa que já conhecera, era bela e forte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos dias seguintes foi sentindo um calor lhe subir por ente as pernas cada vez que pensava no traficante. Mas não era mulher de malandro, não iria atrás dele. Mas não precisou fazê-lo, Geninho veio até sua porta, pedir aos avós que lhe permitissem namorar a neta - já que sua mãe também havia partido para São Paulo, para tentar melhor sorte na cidade grande. Incrédula, Morena esperou a negativa, porém essa nunca chegou. E começaram a namorar. De tanto namorar, Morena engravidou em menos de um mês. Geninho lhe pediu que abortasse, traficante não podia ser pai de família. Entretanto, Morena não lhe deu ouvidos. Sonhava em ser mãe e seguiu com a gravidez. Quando já estava com oito meses, Geninho não viu outra alternativa a não ser partir para um trabalho formal e deixar a bandidagem. E assim o fez. Loureno nasceu marrom claro. Tinha as feições do pai e o temperamento da mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seguiu a infância exatamente como a mãe. Correndo atrás de aventuras pelo bairro. A mãe o acompanhava ao longe, como fizera sua própria mãe. No dia 02 de fevereiro, dia da festa de Yemanjá organizada pelos moradores do bairro, quando as famílias iam juntas reunir-se para orar e deixar os presentes para a Rainha do Mar, Morena se arrumava e arrumava o menino para a festa quando ouviu batidas na porta, que se tornavam cada vez mais violentas. Antes que pudesse segurá-lo Lourenço avançou apra a porta e bateu nela também, achou que alguém brincava com ele, até que a porta veio abaixo, Lourenço correu para os braços do pai, que ao ver os homens o jogou no chão violentamente, antes de cair ele mesmo, violentamente, no chão. Geninho morreu no ato, após receber treze tiros de homens, que Morena só pode descrever para a polícia que chegou apenas após o enterro, como jovens drogados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Morena então se viu mãe solteira. E teve que deixar os limites antes tão seguros do bairro para rumar para a cidade em busca de emprego. Quando viu aquelas escadas tortas, as ladeiras remendadas, a infinidade de nuvens no céu, enxugou com as lágrimas as lembranças de estar num vale perdido, fincado na paz roubada. Optou por descer a ladeira e se divertiu com o próprio rebolado. A cidade era uma lástima. Gente correndo, se atropelando, sem se olhar nos olhos. Ninguém dava atenção à ninguém. Todos no ônibus faziam contato apenas com um aparelho que lhe tapava os ouviso, como se assim pudessem silenciar os sons externos. Os muitos carros buzinavam tanto, que pareciam, guisos estridentes de impaciência. Se segurou nas pernas para não se deixar levar por aquele tormento frenético e sentindo que as forças lhe faltavam tirou os sapatos que lhe apertavam os dedos e lhe desequilibravam para buscar a firme sustentação do chão. MAs este também termia com o passar os ônibus e caminhões. Apertou forte os olhos e se convenceu de que partia para uma nova aventura. E foi assim, imbuida do espírito de caçadora que encontrou um supermercado e decidiu entrar. Conseguiu empregar-se como caixa, nesse mesmo hipermercado. Depois de alguns meses, as aventuras cederam espaço para o marasmo. A cidade não lhe causava mais espanto ou surpresa. Trabalhava muito, ganhava pouco. Teve que conter-se para não entrar na insatisfação permanente (e justificadas) de suas colegas de trabalho. Estava claro porquê seu ex companheiro havia optado pela bandidagem. Porém cada vez que saía não tinha desejo de voltar ali, nem mesmo pelo seu filho e fazia cada vez mais hora extra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um dia, numa de suas idas e vindas pelas ladeiras e escadas do bairro, conheceu Roberto. O rapaz lhe pareceu muito mais novo que ela, mas àquela altura já fazia dez anos que o pai do seu filho havia partido e pensou que não lhe faria mal ofertar-se esse consolo. Roberto era caminhoneiro e fazia entregas para a quintanda, para o açougue e para o supermercado. O francês, o americano e o português haviam fechado um acordo, que eles batizaram de euroamérica e, por isso, contrataram os serviços de Roberto. Os estrangeiros já estavam tão senis que não tinham mais disposição de subir e descer as ladeiras e escadas do bairro e desonfiavam que os próprios filhos lhe surrupiavam. Então, uniram-se em prol do bem comum. Roberto era um touro na cama, mas tinha um fraco pelo álcool. Quando bebia, quebrava a casa quase toda, os poucos móveis e louça. Morena não ligou muito para isso, até que o homem começou a lhe pegar também. Foi aceitando os golpes, como fardo do destino, até que ele quis pegar seu filho. Nesse dia descobriu-se grávida de outro rebento e cega de vingança. Lourenço, muito mais fraco e mirrado que Roberto havia desmaiado com o primeiro soco, mas o caminhoneiro insistia em lhe dar chutes, como para ter certeza de que estava desmaiado. Morena, com precisão cirúrgica lhe cravou a faca de cortar carnes nas costas e o homem tombou no chão. Tentou erguer-0se, a mulher lhe tirou a faca, lhe cravou no peito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Morena disse mais tarde a todos que Roberto havia se matado. Ninguém lhe fez perguntas, apenas aceitaram a estória. Afinal, a paz reinava novamente no bairro, sem os gritos horripilantes que vinham da cas dela toda sexta feira. Lourenço partiu para a vida, nãos em antes, jogar na cara da mãe que jamais a perdoaria por elvar para casa tal brutamontes e por não ter previsto as consequências. Morena ouviu calada, cabisbaixa. Chorou por uma semana inteira e quando o novo rebento chegou já estava com 44 anos e o rebento chegou meio vivo, meio morto. Mas tornou-se uma mulher muita bonita, que ela batizou de Esther. A filha se mudou para outro bairro. Dizia não aguentar aquele mundo pequeno em que a mãe vivia e detestava a pobreza, faria dinheiro não importava como. A menina havia nascido para os luxos, para as regalias, não para o comedimento. Tampouco ahvia nascido para os homens, só gostava de mulheres. E Morena aceitou isso, sem questionar ou se irritar. Pela filha soube que Lourenço se mudou da Bahia para morar no interior, no coração das Minas, foi buscar novas aventuras. Esther, por sua vez, abriu um salão de beleza, que ela chamou de Estrela. Frente a condição da mãe, a filha era realmente rica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Morena não aceitava ajuda de ninguém. Havia criado os dois filhos sozinha, com o dinheiro que ganhava e, mesmo agora, que havia sido afastada por uma doença crônica incurável, que a tornava imprestável até para as habilidades domésticas, que os médicos batizaram de LER/DORT, provavelmente pela dor que gerava nos iletrados. Mesmo agora, não queria esmolas, manteria a dignidade. Começou então a passar roupa nas casas de Madame. Como preferia trabalhar em casa, levava as roupas na cabeça para casa, para devolvê-las no dia seguinte. Tinha suas razões para deixar o bairro, mas nenhuma para retornar a ele. As pessoas que amara já não pertenciam a esse mundo. Os filhos eram donos de outros mundos, agora. A Ler/DORT lhe havia tirado parte do movimento dos braços, dos joelhos e secado para sempre sua lombar. Preferia morrer só, do que aventurar-se com um outro homem. Os que passaram em sua vida foram o suficiente para lhe partir o coração. Quando esse pensamento lhe chegou a cabeça, o vento balançous eu corpo, como se o embalasse e desatou o nó de sua trouxa. Morena levou uma de suas mãos à trouxa e a outra para o coração. Sentiu ele partir-se. Havia aguentado o que podia. E seu rosto se deformou num sorriso, no mesmo instante que as roupas coloridas se ergueram em valsa à maestria do vento e bailaram sobre ela e em volta dela. Quando seu corpo caiu para trás, ainda teve tempo de ver o céu rosa - amarelado. Partia para mais uma aventura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-8064128507750378795?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/8064128507750378795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=8064128507750378795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8064128507750378795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8064128507750378795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/08/as-aventuras-de-morena.html' title='As aventuras de Morena'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-k67xHTl-J8U/Tk5mRK5s2fI/AAAAAAAAAIg/mO-YkA678Do/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-6889903558266314675</id><published>2011-07-26T10:22:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T10:33:36.775-07:00</updated><title type='text'>Paz e Amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wNEd7Kn8mC4/Ti76UM4K2JI/AAAAAAAAAIY/zdHrWRCc9qA/s1600/imagesCAXZXON6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 199px; FLOAT: right; HEIGHT: 254px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5633715408848214162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wNEd7Kn8mC4/Ti76UM4K2JI/AAAAAAAAAIY/zdHrWRCc9qA/s320/imagesCAXZXON6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje assistia ao noticiário na TV, quando saiu uma reportagem sobre uma manifestação pública e pacífica de todos os noruegueses que foram as ruas com flores nas mãos para declarar seu repúdio ao insano que saiu matando todo mundo a troco de nada e para dizer para o mundo que o amor não tem fronteiras. Mesmo que tudo hoje em dia tenha se tornado clichê ou bem próximo disso, mesmo quando tudo e nada faz sentido, ainda me emociono quando vejo uma manifestação pública de amor, seja ele(a) o próximo mais próximo ou o próximo mais distante. Creio que só pelo amor, só pelo bem é que podemos encontrar o paraíso em vida, em nossa vida. Que siga havendo no mundo a paz e o amor, como diriam os que nunca deixaram de crer nisso e até os que já deixaram, mas ainda assim disseminaram ambos no woodstock!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-6889903558266314675?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/6889903558266314675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=6889903558266314675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6889903558266314675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6889903558266314675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/07/da-uniao.html' title='Paz e Amor'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wNEd7Kn8mC4/Ti76UM4K2JI/AAAAAAAAAIY/zdHrWRCc9qA/s72-c/imagesCAXZXON6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-7536835917757080190</id><published>2011-07-11T05:34:00.001-07:00</published><updated>2011-07-11T06:05:59.218-07:00</updated><title type='text'>Amor louco</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WVXcMhz9Aek/Thr1Lye5N3I/AAAAAAAAAIQ/MxMSc7bpZq0/s1600/imagesCAJOQJ41.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 263px; FLOAT: right; HEIGHT: 192px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628080267231573874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WVXcMhz9Aek/Thr1Lye5N3I/AAAAAAAAAIQ/MxMSc7bpZq0/s320/imagesCAJOQJ41.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro dia estava na praia, tomando um banho de mar gostoso, com um sol bonito, e aquele céu azulão pintado de nuvens brancas, quando entra um casal na água. Ela alta, negra, cabelos cortados bem rente e magra pelo uso excessivo de crack. Ele da mesma altura que ela, branco, cabelos compridos, olhos verdes e magro, pela mesma razão que ela. Nossa! A moça era só alegria. Tudo para ela era lindo! Ela olhava para ele com olhos orgulhosos e gulosos e se jogava no mar, fingindo se afundar em amor. E ele, respondia aos risos, a resgatando, cauteloso. Mais tarde na praça, olha eles lá, despreocupados, andando abraçados, agarrados, parando sob um teto protegido só para acender um cigarro de crack e fumar a sós. Achei aquilo tudo tão poético! Um amor de loucos um pelo outro e pela droga, cola de ligação entre ambos. Num mundo onde o amor tornou-se estilizado, o romance virou clichê. Mais ainda, numa Bahia, onde os homens são tão descarados que as mulheres já entram na relação com medo, cheia de precauções, esperando o momento da traição, desconfiando dos passos, dos olhares, das saídas (e na maioria das vezes, com razão!), o que por si só, diminui a capacidade de entregar-se para o escuro que é esse outro que inspira amor; ver aqueles dois se entregando um ao outro umas vezes sem demora, noutras com urgência, sem se importar com o público, apenas com a paisagem, foi tão inspirador, que desejei eu viver um amor louco, sem o crack, é claro! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-7536835917757080190?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/7536835917757080190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=7536835917757080190' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7536835917757080190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7536835917757080190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/07/amor-louco.html' title='Amor louco'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WVXcMhz9Aek/Thr1Lye5N3I/AAAAAAAAAIQ/MxMSc7bpZq0/s72-c/imagesCAJOQJ41.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5580805794825215071</id><published>2011-06-28T12:38:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T13:26:34.853-07:00</updated><title type='text'>Apartamentos e Sapatos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Y1XudkDC-ag/Tgo2oDxpe4I/AAAAAAAAAII/KOVSThEOV4I/s1600/imagesCAXZXON6.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 192px; FLOAT: right; HEIGHT: 101px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623367146561698690" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Y1XudkDC-ag/Tgo2oDxpe4I/AAAAAAAAAII/KOVSThEOV4I/s320/imagesCAXZXON6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g6b-O1k3PZE/Tgo2ksWdIII/AAAAAAAAAIA/_S61PMFTkDg/s1600/untitled%2B2.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 207px; FLOAT: left; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5623367088734019714" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-g6b-O1k3PZE/Tgo2ksWdIII/AAAAAAAAAIA/_S61PMFTkDg/s320/untitled%2B2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Salvador passa por um bum imobiliário. Prédios de 20, 30 andares são erguidos em áreas distintas da cidade num piscar de olhos. E com aspecto cada vez mais modernoso, esses edifícios vão enchendo e poluindo a vista da cidade. Entretanto, a despeito da criatividade dos arquitetos, a descrição sumária de qualquer imóvel considerado novo, comprado ou não na planta é: caixa de fósforos. Essa prerrogativa parece ser tão preponderante que até os programas de TV já dedicam minutos de suas edições para orientar o cidadão a melhor decorar seu pequeno espaço e fazê-lo parecer maior. São usados espelhos, peças flutuantes, TVs que se fixam às paredes, prateleiras, camas com gavetas etc. Aí, você entra no prédio: piscina, salão de jogos, sala de esportes, churrasqueira, sauna, quadra etc. Se encaminha para o apartamento e abre a porta para aquele pretenso luxo vestido de branco, adesivos de parede, sofás-camas retráteis, beliches, mini mesas de centro, mesas de jantar redondas com tampo de vidro móvel - tudo, tudo feito visando a economia de espaço e uma aparência elegante apesar dos poucos metros quadrados. E eu me pergunto: Vale a pena? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vendo a reportagem sobre como melhor utilisar o pouco espaço da sua nova casa que você passou trinta anos pagando, fiquei me questionando se essa moda não se assemelhava à moda dos sapatos. Desde que me entendo por gente, chique é salto e (pior) fino. Se você vai no shopping, plataforma, se vai no mercado sapatilha, se vai numa festa, salto 15, se vai ao motel, 30. E os dedos dos pés ficam lá, escondidos, espremidos, montados uns sobre os outros, confinados a uma total falta de espaço em troca de uma aparência mais pomposa. Dor, calos, vermelhidão, nada parece findar o ânimo de milhares de mulheres (e também homens) que se cercam de mais sapatos apertados do que seus pés e sua coluna podem suportar, mais sapatos que dias da semana! Antes com a predominância do preto e marrom, basicamente, hoje com o ofuscante (e quase cegante!) rosa choque, azul, verde e amarelo, acompanhados de shorts ou mini saias, tudo muito chique a depender da moda vigente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Me impressiona a mídia e seu poder. Que convencionou como normal (leia-se normótico - salve Pierre Weil) espremer-se em pequenos espaços ao invés de refestelar-se em grandes áreas abertas. Vá lá que grandes áreas abertas são mais difícies de encontrar e consideravelmente mais caras. Mas prefiro ficar economizando por 30 anos por uma casa espaçosa com área ampla para móveis, circulação de gente, de bichos, de ar, a um restrito catre. Assim como creio que ter os pés livres torna nosso corpo mais livre, mais aberto, para a circulação de ar, de sangue, de emoções e o que mais vier. Um apartamento na Pituba de 120 metros pode parecer chique de longe. Mas um de 300 nos Barris, por exemplo, tem mais pompa, mais classe, mais robustez. Assim como sapatos que permitam o movimento levam o corpo a re-encontrar sua graça natural, sua finesse interior.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seja um apartamento ou um sapato, acredito que espaço é necessário à vida e defender sua necessidade de área livre faz parte da natureza animal do ser humano e só assim, permitindo-se ampliar os próprios terrenos é que é possível se sentir tão confortável e livre para fazer os próprios olhos e os olhos dos outros brilhar de admiração.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5580805794825215071?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5580805794825215071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5580805794825215071' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5580805794825215071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5580805794825215071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/06/apartamentos-e-sapatos.html' title='Apartamentos e Sapatos'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Y1XudkDC-ag/Tgo2oDxpe4I/AAAAAAAAAII/KOVSThEOV4I/s72-c/imagesCAXZXON6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-342296651857331572</id><published>2011-03-09T06:45:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T06:59:33.747-08:00</updated><title type='text'>Muitos Carnavais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--HtnXwNMMn4/TXeVt62ZKHI/AAAAAAAAAH0/jux4MB7IdPw/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 259px; DISPLAY: block; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582094879273068658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--HtnXwNMMn4/TXeVt62ZKHI/AAAAAAAAAH0/jux4MB7IdPw/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-size:20;" &gt;&lt;span style="color:#5a5a5a;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Ah, o carnaval! Já fui tantas vezes, já pulei atrás de muitos trios, já tomei muita cerveja, cheirei lança – foi inclusive no carnaval que ela me foi apresentada, num murro na minha boca, seguido de um beijo e uma ordem, aspire. Aí, veio uma sirene muito alta que saía de dentro da minha cabeça, uma tontura, mesclada com euforia, a música, qualquer fosse, parecia maravilhosa, novo beijo e mais carnaval. E carnaval, para mim, tinha que ser com muita cerveja, assim, dopada, não via as brigas, os roubos, as milhares de infrações de leis de direitos humanos, cometidos por todos os camarotes, blocos, cidadãos mais abastados, pelos menos abastados, pela polícia... Embebida em álcool, a festa parecia supimpa! As milhares de mãos, que insistiam em me apalpar, puxar, roubar beijo, me derrubar no chão, me imobilizar, me forçar um beijo e me dar a mão para levantar, tudo bobagem, eu não sentia nada! Não que eu fosse um sucesso no carnaval, mas que sempre estava tão bêbada que, notoriamente, parecia ser um alvo fácil. Sóbria mesmo, só babei nos filhos de Gandhi, quando o bloco ainda era composto apenas por negros altos, fortes, lindos, que espirravam água de cheiro no nosso corpo, protegiam as desamparadas e se despediam com um beijo mais terno que sexual. Memórias boas também, quando Carlinhos Brown inventou um corre todo mundo para trás e depois corre todo mundo para frente, quando vi uma senhora bem larga, cair no chão e derramar milhares de latinhas no chão, pedi a Deus para conseguir ajudá-la, mas quando vi, uma roda enorme de pipoqueiros já havia sido aberta para resgatar todas as latinhas da senhora e devolvê-las para o seu gigantesco saco. O mesmo quando perdi e achei minha lente de contato! (quer dizer, acharam. Eu, embriagada, lógico, coloquei a lente na boca e de lá no olho, ganhei uma infecção ocular pós carnaval, mas não fiquei gripada risos). Me apaixonei, pelo menos três vezes durante o carnaval, mas nunca surgiram namoros destes amores carnavalescos, só ficadas mais cumpridas. Mas, hoje, ouvindo e vendo as pessoas passando bem embaixo da minha janela, o cheiro de mijo mesclado com cerveja e suór, o enorme montante de gente que passa com camisas de blocos, camarotes, sem camisa, às vezes, até sem roupa! me dão um desânimo. Acho que nem mesmo bebássa me divertiria. Talvez, tome coragem e vá na rua, pipocar. Mas, por enquanto, vou ficando alcoolizada em casa mesmo e indo dormir. Descobri a fórmula perfeita para dormir bem, com o barulho infernal que insiste em invadir minha casa. Duas latas de cerveja e aí, nossa, durmo tão bem, que esqueço tudo, não escuto nada. Então, escrevendo isto, meu rosto esboça um sorriso. Foram muitas as minhas mudanças ao longo dos carnavais (foram muitas, também, as mudanças do carnaval, na forma, na quantidade de gente etc), mas, quando fico em Salvador, morando na Barra, a única coisa que não parece ter mudado, é o fato de passar todos os carnavais, bebássa! (gargalhadas). Saudades imensas de todos aqueles que participaram comigo das milhares de aventuras carnavalescas, Malara, Violet, Iara, Raquel, Mylena, Majó, Dan, Anaê, e tantos outros, memórias de outros tempos, outra vida. E daqueles, que com certeza, dividiram um cigarro comigo, neste momento casulo como Cris e Lua. A todos, vai meu desejo sincero de bom carnaval. Mas, agora, tenho que ir, estão batendo na minha porta. Mais uma vez, lá vou eu, pipocar. Só pra garantir, vou pegar uma piriguete* kkkkkkkk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-size:20;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;color:#5a5a5a;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNoSpacing"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR;font-size:20;" &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;color:#5a5a5a;"&gt;* Piriguete, nome dado as mulheres mais fáceis, que todo mundo passa a mão. Os baianos, eita povo criativo, não só lançaram este nome no mercado de relacionamentos, como batizaram a cerveja Skol de 250 ml, pequeninha e mais barata com o mesmo nome. Segundo descobri, todo mundo prefere a piriguete, é chegar, passar a mão e levar, e ainda garantir pagar menos por isso! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-342296651857331572?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/342296651857331572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=342296651857331572' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/342296651857331572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/342296651857331572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2011/03/muitos-carnavais.html' title='Muitos Carnavais'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/--HtnXwNMMn4/TXeVt62ZKHI/AAAAAAAAAH0/jux4MB7IdPw/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-8882228056036643070</id><published>2010-12-05T19:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T06:07:45.550-08:00</updated><title type='text'>O Caminho das Flores</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TT2Hqf7lDLI/AAAAAAAAAHk/6CtjtAJfNT4/s1600/flores.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 206px; DISPLAY: block; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565753878695447730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TT2Hqf7lDLI/AAAAAAAAAHk/6CtjtAJfNT4/s320/flores.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Laura era uma mulher como poucas. Aos sessenta anos já havia passado por todas as agruras da vida sem desmoronar. Vira seu pai ir para o céu ainda menina. Aos cinqüenta, foi a vez de sua mãe ir embora e aos cinqüenta e cinco, seu marido entrara em colapso nervoso, ruindo diante da perda de seus pais, num acidente de carro. Viu-se, então, na perspectiva de cuidadora, dedicando-se ao esposo quase que todos os momentos de seu dia. Mas, Laura, insatisfeita com a possibilidade de passar o resto da vida sem ser reconhecida, resolveu investir em si mesma. Era jovem, bonita, inteligente e saudável. Foi com tamanha determinação agarrar o tão sonhado reconhecimento, que cinco anos mais tarde ele chegou. Tornara-se gerente geral de sua empresa. Trabalhava dez horas por dia, e, quando chegava em casa cuidava do marido, da casa, e ainda, quando tinha tempo, dava assistência a filha. Sentia-se no topo do mundo, ela havia logrado ser boa em todos os aspectos de sua vida. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Quanto mais problemas tinha a resolver, mais se sentia energizada. E passou a acordar às quatro da manhã para continuar freqüentando a academia e, com isto, ter mais energia para enfrentar a tudo e a todos. Mas depois de um ano de maratonas, seu comportamento fora alterado. O sucesso viera acompanhado de um imprevisível estresse. Logo ela, tão resistente, ficara estressada! – pensava ela, relutante. Mas seus gritos, cada vez mais freqüentes, a denunciavam. Negou o cansaço, o estresse, as gripes; negou toda sorte de dor ou desconforto até onde pode, até que, permitiu-se uma folga e tirou férias. Vinte dias, labutava ela, seriam mais que suficientes para descansar e se recuperar. O seu próprio estresse havia se tornado desconfortável, até para ela mesma. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Agendou sua própria viagem, arrumou suas malas e a do marido. E quando fez a lista de contas a pagar para a filha sentiu algo que não havia se permitido sentir nos últimos dez anos. Sentiu cansaço. Resolveu deitar um pouco, quem sabe, vinte minutos de sono, façam-no desaparecer. Mas, vinte minutos de sono, tornaram-se vinte horas de sono. Seu esposo, preocupado, e um pouco desorientado, pela falta de seus medicamentos, a acordou. Ela, impaciente, levantou-se, mas viu o mundo girar e tombou na cama, novamente. Sua respiração estava abreviada e sentia-se como se estivesse se afogando sobre a cama. O marido, desesperado, ligou para sua filha, que chegou às pressas para levar a mãe na emergência.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Laura relutou até onde pode, mas sua relutância foi tão breve, quanto sua respiração. Passou a tarde sentada na maca, aguardando os médicos plantonistas, que não consideraram seu caso grave. Mas no final da tarde, não conseguia mais manter-se sentada, e deitou. O médico chegou minutos mais tarde para informar o diagnóstico. Ela sentou-se, novamente, pronta para tomar o medicamento e voltar para casa, viajaria no dia seguinte, por que aquele infeliz a segurava ali? Entretanto, o médico não trouxe nenhum remédio, trouxe, sim, más notícias, que pareciam bombas a explodir na cabeça de Laura. A senhora tem um derrame pleural secundário a uma pneumonia não tratada (PUM), terá que ficar internada (PUM), na UTI (PUM). Ela tentou falar, mas não lhe restava muito ar, conteve o choro. Havia perdido sua viagem de descanso, continuaria estressada. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Foi só quando viu seu marido e sua filha se distanciarem, que se deu conta do ocorrido. Ela, Laura Magalhães, taurina, sessenta anos, que sempre fez atividade física, que sempre teve uma saúde de ferro, que nunca ficou de cama, estava sendo internada por tempo indeterminado. Começou a rezar quando ouviu o barulho ensurdecedor da UTI com seus respiradores, seus gemidos de convalescentes, médicos, enfermeiras, técnicos. Sua primeira noite no hospital lhe pareceu um estupro. Os sons lhe invadiam e não havia maneira de contê-los. Ao seu lado, um paciente delirante falava para quem quisesse ouvir suas senhas, seus códigos de banco, seus montantes de dinheiro, seu testamento. Quando Laura viu a filha, só teve um pensamento, dizer-lhe que era tudo um grande engano, que ela era mais saudável que a própria cria, que ela demandava que a tirasse dali, imediatamente. Porém, quando tentou falar, nem ela mesma ouviu sua voz. E adormeceu.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;A partir dali, sua vida parecia ter se transformado no inferno de Dante. De hora em hora, entravam pessoas, que olhavam a placa afixada na parede que dizia:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;LAURA MAGALHÃES&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;60 anos&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Alérgica à AS&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Pigarreavam e forçavam um sorriso, para lhe perguntar como estava, se havia dormido, como se sentia. Laura tinha vontade de gritar as respostas àquelas perguntas tontas. Claro que não estava bem, afinal de contas estava num hospital, internada em uma UTI, como podia estar bem? Claro que não conseguia dormir, o paciente ao lado não calava a boca e os funcionários não paravam de entrar em seu leito! E como se sentia frágil. A fragilidade não lhe era bem vinda, sempre se esforçara para não demonstrar qualquer tipo de fragilidade, mas agora estava ali, com a fragilidade que escondera por anos, totalmente, a mostra. Como resposta, Laura apenas sorria e acenava com a cabeça. Ninguém parecia se importar.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;No dia seguinte, sentia-se mais ativa, mas os médicos pareciam não concordar com ela. Passava o tempo inteiro esperando ver os rostos da filha e do esposo. Todavia, já tinha certeza de que teria que passar algum tempo ali. Começou a rezar para sair dali logo. Perguntou pelo paciente ao lado, as auxiliares lhe disseram que fora a óbito. Seu coração disparou. Havia chegado seu momento de ir? Não! Não, Não! Gritava a voz dentro de sua cabeça. E começou a rever tudo que teria que passar para filha caso algo lhe ocorresse. E continha as lágrimas de tristeza. Entrou no lugar do paciente que foi a óbito, um outro, que passou a noite inteira chamando uma tal de Maria e mandando lembranças para Josy e Cristina, as filhas? Até que, depois do que pareceu uma eternidade para Laura, ele se calou. Mas o silêncio dele acendeu o barulho das máquinas e Laura pode ouvir toda a correria dos médicos para reanimá-lo. Mas, já era tarde. Laura pode ouvir o som do “pin”, que, até então, só ouvira em séries médicas.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Laura se sentia no corredor da morte. Juntou todas as suas forças para orar e pedir clemência a Deus. O que quer que tivesse feito de tão ruim, já estava pago! Ouviu do médico que seu derrame havia aumentado. Não deu muita bola até ver a cara da filha. Pressentiu, então, que algo pior estava por vir. E veio. Colocaram nela uma máscara dizendo que, com ela, respiraria melhor. Mas quem quer que tenha inventado esta máscara, não entedia lhufas do conceito “melhor”. A máscara parecia um instrumento de tortura. Sentia que afogava a cada vez que inspirava, logo ela, que sempre teve medo de mar e de morrer afogada, agora, morria. Passou o dia inteiro se afogando e só não enlouqueceu, porque algo dentro dela, lhe dizia, com raiva, que quando saísse dali iria ser feliz. Rezou o dia inteiro para que aquilo fosse verdade, enquanto se afogava na máscara. Quando estava a ponto de perder totalmente as forças e a lucidez, sua filha intercedeu e os médicos concordaram em suspender seu sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Se recusou a estender suas dores no hospital e decidiu que aquele era o ponto final de seu sofrimento. Mas teve os pensamentos interrompidos. Era hora da coleta de sangue. Fechou os olhos, como que para negar a cena, quando viu um técnico inexperiente lhe furar o braço três vezes, não encontrar sua veia e partir para novas tentativas no outro braço. Seu braços com três perfurações inchou imediatamente, ficou quase do tamanho de sua perna. E como se isto não fosse o suficiente, começaram a lhe furar, além dos braços, a barriga. “Ser feliz, ser feliz, ser feliz...” A frase lhe ecoava na cabeça. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;Ao amanhecer do terceiro dia, já não suportava mais a idéia de ter duas mulheres que jamais vira lhe dando banho, lhe esfregando as partes, tendo que anunciar a hora de seus dejetos. Mas, tudo isto pareceu menor, quando viu sua filha sorrir pela primeira vez desde que dera entrada. Respirou fundo, e o sorriso lhe devolveu a gana de agarrar o mundo e ser feliz. Sua fisioterapia evolui para a caminhada. Mas, constatou que seu corpo, tão atlético havia perdido massa e a marcha lhe saía trôpega, insegura. Logo ela, meu Deus, tão segura, que sempre caminhara com passos firmes, largos e rápidos, não conseguia sequer manter a postura ou largar o braço forte do profissional. Foi durante a caminhada que criou seu segundo mantra, sairia dali logo e, quando voltasse, tudo iria mudar!&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;No quarto dia foi transferida para a semi UTI. O local era praticamente o mesmo e Laura tinha a sensação que havia mudado apenas para um espaço mais frio e mais apertado. O que tentavam fazer com ela naquele hospital? Deixá-la louca, ou matá-la de frio? A semi UTI era tão fria, que tornava sua respiração difícil. Parecia que o ar congelava antes de poder entrar em suas narinas. Pediu ajuda as auxiliares de enfermagem, que lhe trouxeram três cobertores. A assistência não lhe satisfez, se sentia no Pólo Norte, e parecia que todos os que trabalhavam ali haviam congelado junto com o ambiente. A única pessoa receptiva era um auxiliar, que sempre chegava ofertando um sorriso amável e um tratamento caloroso. Os médicos que iam e vinham em seus plantões olhavam para sua ficha, um pouco cansados e temerosos de não se confundir no diagnóstico, davam esperanças a ela de que aquela tortura estava chegando no fim. E, para ela, o fim daquela agonia parecia nunca chegar. A única pessoa negativa e que insistia em mantê-la ali era uma pneumologista que dizia que seu caso era grave e parecia querer acorrentá-la ali. Para ela, era fácil, fria, branca como a dama da neve, ela ia e vinha tranqüilamente no hospital, que aprecia ser sua segunda casa. Para ela o gelo polar, as agulhadas, o barulho das máquinas hospitalares eram sons musicais distantes e torturas necessárias. Claro, aquela sádica idiota não era a paciente! – pensava Laura. Todo torturador adora ver o torturado sofrer, mas ela, Laura Magalhães não seria mais uma de suas vítimas! Desde quando os médicos se tornaram tão perverso?, indagava a convalescente. Então, encheu-se de força e quando ouviu da suposta doutora que tinha de ficar em observação na semi UTI por mais alguns dias, ela replicou autoritária que ali não iria permanecer por nem mais um dia. Ainda reforçou a frase dizendo que se morresse, não a processaria, sequer ao hospital, por ela não poderia lhe causar dano maior do que mantê-la acorrentada ao iglu que estava. A médica, adivinhando a dor de cabeça que teria se a mantivesse ali cedeu aos desejos de Laura. Sua alta para o quarto foi concedida no dia seguinte. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 6.0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Na tarde do sexto dia Laura foi levada para o quarto. Tamanha foi sua surpresa ao chegar ao quarto e se deparar com duas mulheres, uma na cama, a outra na poltrona. Não ficaria sozinha?! Não tinha direito a isto?! Não havia pago por isto?! Mas, Laura estava fraca demais para protestar, havia usado toda sua reserva de energia para confrontar a pneumologista. Buscou o abrigo de olhos conhecidos e encontrou os olhos do marido. Seus olhos condescendentes observavam o esposo. Como viveria ele sem ela? Será que ele conseguiria viver sem ela? A filha, com certeza, mas seu esposo. O que faria? Ligou para sua filha, que, para variar levou muito tempo para chegar. “Que ótimo” – pensou, ainda terei que conviver com mais estranhos! A paciente da cama ao lado parecia estar na casa dos oitenta e sua acompanhante muito mais jovem, parecia ser sua filha. Quando sua filha chegou pediu para que ela lhe auxiliasse no banho, mas este acabou sendo um desastre. A filha não sabia manusear o chuveiro e água acabou caindo gelada em todo seu corpo, nos curativos, nos drenos e Laura sentiu-se desmoronar e se partir em gotas. E com os olhos marejados, não disse nada, só continuou o seu banho, ouvindo os lamentos trêmulos da filha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 6.0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Quando saiu do banho, encarou as duas figuras, que lhe olhavam detidamente. Ah! Pelo menos são apenas duas e não há mais o barulho das máquinas. E deitou em sua cama sem dar atenção ou se incomodar com as outras. Sua filha não quis dormir no hospital naquela noite e seu marido insistiu em permanecer ali, não queria sair do seu lado. A senhora, Dona Júlia ficou encantada com o homem, e diante de seus apelos para que seu marido fosse embora, ela só disse: “Amor assim, minha filha, não existe mais! Deixe ele ficar. Só esta noite.”. Laura, tocada, como há tempos não se sentia, acatou o conselho da velha. No decorrer da noite, cada vez que precisava da ajuda de seu esposo, ele entrava em tal ansiedade que, ao invés de ajudá-la, acabava lha atrapalhando. Não queria brigar com o esposo, mas será que ele não percebia que não conseguia ajudá-la e que ela não estava em condições de se ajudar, imagine ajudar ele e ela para fazer todas as coisas. Seu marido insistia em cuidar dela. Mas como podia ele cuidar dela? Ele que sempre fora cuidado, nunca cuidador. Rezou para que a noite passasse logo e que a filha tomasse o lugar do marido. Mas, quanto mais rezava mais o marido a aturdia, até que o esposo caiu da cadeira e ela perdeu o fio que lhe restava de paciência e disse ao marido que era ela quem estava doente e que ele só a atrapalhava. Assim que fechou a boca, viu a dor nos olhos do marido. E fechou os olhos, sem forças. Foi neste momento, que sentiu um calor sobre seus olhos, o calor parecia estar levando as nuvens que embotavam seus pensamentos e sentimentos e ficou ali de olhos fechados. Quando os abriu, viu que a filha da senhora, Iara, havia ajudado seu companheiro a reerguer-se e que ainda mantinha suas mãos sobre sua testa. Iara lhe explicou que era médium, espírita, que ela lhe havia chamado a atenção desde a UTI e que vinha lhe aplicando passes desde lá. Sabia que a encontraria novamente, porque Laura, ela sentia, precisava de seus passes. Laura, pode sentir toda sua proteção e cuidado e lhe agradeceu sem palavras, apenas com seus olhos, do fundo de seu coração. No fim, Iara cuidou de todos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Foram dois dias dividindo o mesmo quarto e Dona Júlia mostrou-se uma pessoa cheia de garra, muito determinada em viver plenamente, apesar das patologias que sofria nos rins, fígado e, principalmente, coração, aquela, definitivamente era uma mulher que amava demais. Suas conversas simples e cheias de amor, sua visão tão diferente do mundo, tudo nela levava a ternura. E sua filha, Iara, mesmo dormindo numa cadeira reclinável por duas noites, parecia não perder a disposição para o cuidado. Sensitiva, prestativa e atenciosa, quando não havia nada que ela pudesse fazer para acolher Laura, o esposo e Dona Júlia, ela, espírita e médium, aplicava passes em todos. Laura, tocada, decidiu que iria passar o bem adiante e que ela própria ajudaria alguém que ela sabia que precisava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.45pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; tab-stops: 6.0cm" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Após dois dias, o hospital percebeu que havia unido as duas por pura confusão das fichas dos planos de saúde. Com medo de sofrer processos jurídicos, remediou o erro, separando as duas. De incômodo, a princípio, Dona Júlia e Iara, acabaram sendo anjos, figuras divinas, a certeza de sua recuperação voltou forte nela. Laura foi transferida para um quarto maior, que dispunha de um sofá e uma cadeira para maior comodidade dela e do acompanhante. Dona Júlia vinha visitá-la todos os dias. Quando recebeu alta, Laura fez uma oração em agradecimento, mas, uma parte dela ficou muito triste em perder a companhia. Já havia conhecido toda a família de Dona Júlia. Entretanto, apenas Iara e Dona Júlia haviam lhe tocado o coração. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Continuou no quarto da UTI por mais sete dias. Rezava todos os dias para que seu suplício tivesse fim. Já não agüentava mais a comida, a cama, as medicações, a falta de privacidade. Com a partida de Dona Júlia e Iara, percebeu que precisava de cuidados maiores para o banho e outros e contratou uma auxiliar particular, assim poderia dar folga a filha e ao marido, que passavam longas horas no hospital ao seu lado. Só percebeu sua força voltar quando caminhou sem sentir falta de ar, sem ter as pernas bambas. E então, ela se viu renascer. Toda sua força, toda sua determinação pareciam voltar a cada dia, como num conta gotas, aos poucos, com cuidado ela foi ficando mais e mais independente, caminhava todos os dias, por todos os corredores do hospital, sempre se destinando à saída, era este seu foco. No sétimo dia no quarto particular, o pneumologista da UTI que lhe livrara da cirurgia pulmonar enquanto ainda estava na ala de cuidados intensivos, veio visitá-la. Ele, sempre portador de boas notícias, recitava ela, como um mantra pessoal. Mas, não podia deixar de tremer, com a perspectiva de ter de voltar as portas do inferno que era a UTI. Ele olhou atentamente seus exames e depois de um tempo que lhe pareceu interminável lhe deu um veredicto que encheu seus olhos de lágrimas. Ela estava de alta! Alta! Alta! Alta! Ela ouvia a voz do médico se repetir como um eco em sua cabeça. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Saiu do hospital determinada a passar a ajuda que obteve ali com Dona Júlia e Iara adiante. Ligou para Teresa, uma cozinheira, que se tornou sua babá e mais tarde sua amiga, que até hoje lhe visitava com empadas, bolos e pães, seus preferidos. Pagou todas as despesas médicas de Teresa, inclusive os remédios. Para sua surpresa Teresa estava saudável, mais forte que ela! Riu de satisfação. Sua primeira promessa estava cumprida, agora, era para ela. Se deu uma semana para voltar ao trabalho. Cortou os cabelos bem curtos, num corte mais estiloso, diferente de tudo que já havia feito, pintou os cabelos, fez as unhas, doou uma grande parte de seu guarda roupa, comprou roupas novas. Quando voltou ao trabalho diminuiu o ritmo de suas atividades e a quantidade de hora que dedicava a elas. Foi ao cardiologista, nutricionista, pneumologista. Um mês foi o tempo necessário para voltar a academia, para que sua pressão se normalizasse e para que o líquido de seus pulmões que ainda estava extravasado voltasse para seu devido lugar. Ela era uma nova mulher!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Resolveu recomeçar sua vida, voltar aos seus planos de viagem, dedicar-se a sua vida e a si mesma. Havia lhe custado sessenta anos e um passeio de quinze dias no barco de Caronte*, mas havia logrado chegar ao Paraíso. Laura finalmente voltava para seu corpo, Laura voltava para si mesma, voltava para ela. Esta foi sua decisão final e dela, nunca mais, abriu mão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="mso-ascii-font-family: Calibri; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-hansi-font-family: Calibri; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;FIM &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:9;" &gt;*Caronte é o &lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PTfont-size:9;" lang="PT" &gt;barqueiro que faz a travessia das almas para o Inferno no poema &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Divina Comédia&lt;/i&gt; de Dante Alighieri.&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-size:9;" lang="PT" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-8882228056036643070?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/8882228056036643070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=8882228056036643070' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8882228056036643070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8882228056036643070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/12/o-caminho-das-flores.html' title='O Caminho das Flores'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TT2Hqf7lDLI/AAAAAAAAAHk/6CtjtAJfNT4/s72-c/flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1901023731622077767</id><published>2010-10-31T05:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:40:35.859-07:00</updated><title type='text'>A Pequena Fábula da Princesa</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;E&lt;/span&gt;ra uma vez uma princesa, que vivia num lindo castelo, grande e florido. Para qualquer lado que a princesa olhasse, ela só via natureza. Ela não compreendia muito bem como o castelo funcionava, mas ela sabia que as coisas no castelo funcionavam muito bem. Ela ouvia sua mãe dando as ordens ao longe, mas aquilo não importava, o que a interessava era que no castelo tudo parecia mágico. A princesa tinha amigos, eram outros príncipes e princesas que moravam nos castelos próximos aos seus. E a vida da princesa se resumia a isto. Respeitar os horários das refeições e dos estudos e brincar com seus amigos nos jardins no meio das flores. Até que um dia apareceu no castelo um plebeu, com as vestes esfarrapadas e cabelos desgrenhados. A princesa ficou tão surpresa com aquele estranho, que trazia consigo diferentes cheiros e visões, que resolveu segui-lo, para descobrir que outro mundo era aquele, que não era a vida que corria em seu próprio castelo. Então, depois de tê-lo seguido por dois dias, ela chegou a um vilarejo, era um local jamais sonhado pela princesa e ela, de tão surpresa, de ver o inédito, de tudo ser tão novo, decidiu ficar. A princesa percebeu que fora do seu castelo também havia vida e ela notou que as coisas não funcionavam como em seu castelo. Era uma organização totalmente diferente e, justo por isto, resolveu morar na casa do plebeu. Compreendeu, com certo choque, que a família do plebeu havia se acostumado com a falta. Nunca havia nada na mesa e quando havia comida, as refeições nunca eram servidas nos horários programados. Mas ela continuou a viver com o plebeu, até porque precisava descobrir quais eram as possibilidades dela mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;A&lt;/span&gt;té que um dia passou um circo na cidade. Ela dançava atrás do caminhão do circo, quando foi convidada a juntar-se a ele, para compor o espetáculo como bailarina. A princesa aceitou o convite, encantada que estava com o Circo. Primeiro resolveu assistir ao show para depois partir com eles. E foi como espectadora que se impressionou com o malabarista. Ele usava duas meninas como &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;malabares&lt;/i&gt; e ficava jogando-as para cima, equilibrando as duas em suas mãos. A princesa impressionada questionava-se como era possível manter duas crianças no ar por tanto tempo? Como podiam ficar tanto tempo impedidas de tocar o chão? Como era possível estar sempre as mandando para cima, aos chacoalhos? E, olhando para as meninas, não sabia se riam ou se choravam, tampouco, ninguém ligava. Os risos e as lágrimas se misturavam. E a princesa nunca sabia se as crianças eram felizes ou miseráveis.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;A&lt;/span&gt; princesa partiu com o circo e foi dividir o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;trailler&lt;/i&gt; com o malabarista. E lá, ela viu que o malabarista pendurava as crianças em fios e, assim, seus pés nunca tocavam a terra. Percebeu também que o chacoalhar que as crianças viviam nunca passava, porque ficavam sempre balançando de acordo com os desníveis das estradas de cada uma das cidades do interior por onde o circo passava. E a princesa, chocada, perguntava-se como podiam as crianças estar sempre balançando de um lado para o outro? Como podiam nunca tocar o chão?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;E&lt;/span&gt;ntão, um dia, a princesa viu uma discussão entre o malabarista e um dragão. O dragão era a parte do show, a parte mais emocionante dele, pois o dragão cuspia fogo na platéia, que corria aos gritos de emoção. Mas na discussão entre o malabarista e o dragão, ele, enfurecido, soltava fogo pelas ventas e parecia cada vez mais irritado e o fogo ora queimava as meninas, ora o malabarista, que ficava jogando-as para cima, para tentar livrar-lhes do fogo direto. Mas, no fundo, o malabarista parecia não ligar para o fogo, assim como as crianças, elas pareciam já estar acostumadas a serem queimadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;Q&lt;/span&gt;uando voltaram para o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;trailler,&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a princesa piedosa resolveu colocar panos frios nos machucados e curativos nas queimaduras. Foi aí que a princesa percebeu que as meninas tinham os pés e as mãos queimadas e, por isto, não tocavam o chão. A cada noite, de semana em semana, a discussão se repetia e as queimaduras se proliferavam. Por isto jogar as crianças para cima aliviava a dor das queimaduras. Assim, a princesa compadecida, passou a fazer mais curativos e também sapatos e luvas para cobrir os pés e as mãos das crianças queimados. Mas o malabarista os retirava assim que as via. Ele dizia que se as crianças pudessem tocar o chão, elas não mais poderiam estar flutuando no ar e, com isto, não haveria mais espetáculo para ele. Então, os esforços da princesa eram em vão. Cada um dos curativos, dos calçados, luvas ou roupas que confeccionava para as crianças eram jogados fora, ou às vezes, eram queimados pelo dragão. E, chocada, indagou-se como o malabarista podia deixar as crianças serem constantemente queimadas? Como podia se deixar queimar? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;A&lt;/span&gt; princesa descobriu que as crianças eram filhas do dragão com o malabarista, que um dia acreditou que o dragão era uma princesa, que fora enfeitiçada por uma bruxa a permanecer presa no corpo daquela criatura. Acreditou que seu beijo quebraria o feitiço. Mas aquilo não aconteceu. O que ocorreu foi que o dragão foi ficando cada vez maior e o malabarista foi ficando e sentindo-se cada vez menor. Mas o espetáculo precisava continuar. Entretanto, a princesa já não tinha mais inspiração para dançar e encantar a platéia. Assim foi que ela decidiu abandonar o circo e retornar para seu castelo. Já havia aprendido muito mais do que jamais sonhara quando partiu do castelo em busca do novo. Voltou para o local onde tudo parecia mágico e seguro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;H&lt;/span&gt;oje dizem que a princesa desde que retornou, jamais voltou a deixar o castelo e que seu refúgio tornou-se o jardim, onde confecciona roupas para as diversas crianças perdidas, abandonadas ou esquecidas de todos os vilarejos das redondezas, sem se importar se elas serão usadas ou jogadas fora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 18pt"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;FIM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1901023731622077767?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1901023731622077767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1901023731622077767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1901023731622077767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1901023731622077767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/10/pequena-fabula-da-princesa.html' title='A Pequena Fábula da Princesa'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1601086515474928764</id><published>2010-08-05T19:13:00.000-07:00</published><updated>2010-12-16T07:44:22.073-08:00</updated><title type='text'>Olhos de foca</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TFt3bvsifgI/AAAAAAAAAHQ/9MiUtksG8pk/s1600/foca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502122688306642434" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TFt3bvsifgI/AAAAAAAAAHQ/9MiUtksG8pk/s320/foca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Cambria', 'serif'font-family:Arial;font-size:11;color:#6f6f6f;"   &gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(a minha mãe e seus olhos de foca)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Cambria', 'serif'font-family:Arial;font-size:11;color:#6f6f6f;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Cambria', 'serif'font-family:Arial;font-size:11;color:#6f6f6f;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Cambria', 'serif'font-family:Arial;font-size:11;color:#6f6f6f;"   &gt;“(...) as focas haviam um dia sido seres humanos e como o único remanescente daqueles tempos estava nos seus olhos, que eram capazes de retratar expressões, aquelas expressões sábias, selvagens e amorosas (...)” (PINKOLA, 1994)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Cambria', 'serif'font-family:Arial;font-size:11;color:#6f6f6f;"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olhos de Foca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a minha mãe e seus olhos de foca)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) as focas haviam um dia sido seres humanos e como o único remanescente daqueles tempos estava nos seus olhos, que eram capazes de retratar expressões, aquelas expressões sábias, selvagens e amorosas (...)” (PINKOLA, 1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha olhos de foca. Por detrás de seus óculos de lentes grossas, com os quais tentava esconder sua ternura, via tudo, sentia tudo, mas pigarreava e deixava que as lágrimas lhe escorressem uma outra hora. Lágrimas eram sempre inoportunas, pensava ela, enquanto ajeitava seus óculos. Sua vaidade não lhe permitia portar óculos em público, por isto, disfarçava as mensagens que seus olhos emanavam com muita maquiagem e treino. Treino, sim, porque havia lhe custado muito olhar para alguém e lhe transmitir autoridade. Logo ela que fora criada e educada sempre sob a rigidez do olhar da mãe - aquela ditadora, ora ausente, ora, impertinentemente, presente em sua vida. A mãe havia se agarrado a ela de um modo insuportável. Ditava todas as regras da própria casa e, também, da casa da filha. E ela, cabisbaixa concordava com um grunido de insatisfação. Olhar a mãe nos olhos e dar-lhe limite, custou-lhe trinta anos, mas ela acreditava que sem a insistência e força do marido seria impossível. Chorara trancada no banheiro baixinho por três noites seguidas, por acreditar que, com a sua atitude, estaria magoando demais a mãe, que não lhe voltaria a amar (a mãe que só não lhe controlava os pensamentos! E olhe lá!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre com a cabeça erguida, ia tornando seu olhar mais e mais penetrante, até que um dia, conseguiu o que sempre sonhou, olhar o outro e lhe impor respeito. O poder lhe encheu os olhos de lágrimas, mas as disfarçou com um sorriso. Agora, bastava olhar para o outro que, quase que imediatamente, o outro baixava a cabeça em sinal de aquiescência. Com o tempo, o poder lhe subiu a cabeça e tomou proporções jamais sonhadas. Colocou sob seu cabresto as filhas, o marido, as empregadas, os colegas de trabalho. Havia dominado, inteiramente, seu mundo. só a mãe a irritava. Não se abatia, a velha, qualquer que fosse a intenção do seu olhar, a matriarca lhe parecia imune. Foi só quando seu próprio olhar voltou-se para ela, que ela percebeu que havia assumido o que mais lhe incomodava na mãe, o poder dos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando os olhos da mãe se cerraram inteiramente é que ela pode relaxar. Mas a esta altura, já não sabia muito bem, qual era o oposto de prontidão. Mas, em algum ponto dos seus olhos, pode-se ver um brilho distante, quase esquecido, o brilho da criança que fora, ágil, alegre, cheia de vida e seus olhos emitiram um brilho, que se assemelhava a luz dos faróis. E, assim, ao invés de impor submissão, passou a impor cuidado. A mensagem dos seus olhos havia se modificado. E, todos, ao seu redor, notavam. Alguns, assustados, outros enternecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi com olhos de faróis que aprendeu a perdoar. Perdoou primeiro as filhas, por terem se rebelado no momento justo e não quarenta anos depois, como ela, que deixou caducar a coragem, para tomar uma atitude, quando a mãe já se encontrava um pouco debilitada. Depois, perdoou o marido, por todas as mentiras, e, principalmente, por todas as enrascadas em que metera o casal. Afinal, havia sido ele, que ela havia escolhido, como amor e como fardo. Depois, tratou de perdoar a mãe, muito mais por culpa, que por vontade. Mas, esqueceu de perdoar a si mesma e seu corpo explodiu em pequenos gritos, em respiração entrecortada, às vezes, inteiramente cortada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, viu as pessoas a sua volta mudando. Sua teimosia lhe impedia de executar mudanças muito intensas ou bruscas. Perder o controle, era como a morte e a morte era algo para o qual não estava preparada. Mas achou bonitas algumas mudanças que viu nos outros e resolveu experimentar. Mas o fez como aprendeu a comer na França, um pouco a cada passo. E de passo em passo, viu seu corpo mudando. Aí, também, já era demasiado. Que ela mude por dentro, vá lá, mas que perca a juventude ou a beleza, isto, nunca! Mas não havia como combater o tempo. Segurou-se como pode, de mãos dadas com a beleza que Deus lhe havia ofertado e em todos os produtos de estética disponíveis no mercado. Entretanto, nada lhe ressaía mais que seus olhos, olhos de foca, que foram ficando mais ternos, mais suaves à medida que o tempo passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram eles que utilizava para abraçar as pessoas que amava, já que o toque não lhe era algo fácil. E com seus olhos, ela abraçou o mundo, viu de tudo, viu até o invisível, até que seus olhos se fecharam. E, quando se abriram, eram olhos que tinham uma ternura selvagem, daqueles cheios de amor, repletos de sabedorias e verdades. Hoje, dizem, que quem a conhece, teve a vida mudada, inundada por seus olhos e que eles são tão fortes e poderosos, que iluminam os setes cantos da Bahia e cada um dos seus detalhes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1601086515474928764?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1601086515474928764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1601086515474928764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1601086515474928764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1601086515474928764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/08/olhos-de-foca.html' title='Olhos de foca'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TFt3bvsifgI/AAAAAAAAAHQ/9MiUtksG8pk/s72-c/foca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-6008192916135957584</id><published>2010-07-05T05:53:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T05:55:21.228-07:00</updated><title type='text'>Tangentes</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;(Á Teofilândia, que me fez ver e contar tantas estórias.)&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 9pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Chega um momento na vida que a gente se encontra numa tangente. Era assim que Manoel se encontrava, numa tangente e olha que ele nem sabia o que era isto.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Manoel vivia no interior da Bahia, numa cidadezinha à 175 km da capital. Morava ali desde sua tenra infância. É certo que havia viajado bastante, conhecido algumas cidades, algumas até internacionais, como Ciudad Del Este no Paraguai, no dia que foi fazer uma entrega de muambas roubadas. O rapaz se sentia um aventureiro e sua vida como vendedor só precipitava mais aventuras. Sua casa era seu carro, que o levava a terras distantes, por estradas diversas. Manoel só não compreendia o porquê acabava sempre voltando para Lamarão, aquele buraco escavado no chão, que não era em nada diferente de todas as outras cidades do interior da Bahia. Contava apenas com algumas casas, um posto de saúde, a Prefeitura, 3 ou 4 comércios&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;e a praça. Era explorador desde pequeno, quando pegava sua bicicleta e ia explorar a própria cidade e as vizinhas. Aventuras e amigos habitavam sua imaginação, porque de concreto não tinha nada, nem aventuras, nem amigos, mas dentro da sua cabeça, era só sentir o vento no rosto e ele já sabia qual seria sua próxima aventura. Mas, no final do dia, lá estava ele de volta à Lamarão. E fora assim sua vida inteira. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Não importava para onde ia ou quanto tempo ficaria, ele acabava, invariavelmente, voltando para sua cidade natal. Agora, aos trinta e cinco anos, ele retornava mais uma vez, depois de ter passado seis meses em Salvador. Regressar sempre lhe trazia memórias, dos companheiros de bar e de prosa, muitos deles, a maioria, na verdade, já havia se afogado no copo de pinga, única atração da cidade. Os que ainda estavam vivos ou eram os avarentos donos dos poucos estabelecimentos comerciais, que não morriam por pura mesquinhez, ou eram aqueles que haviam casado com mulheres fortes, daquelas bem chatas e intransigentes que pegavam nos pés dos maridos e os vigiavam, indo resgatá-los nos bares ou na única casa de Luz Vermelha da cidade. Ela iam para porta do puteiro e ficavam gritando de lá os nomes de seus homens. Não se achavam dignas do local, então jamais entravam, mas faziam cada escândalo. O mais famosos foi de Lucilene (todas as mulheres da cidade, sabia-se lá porquê carregavam o nome com a terminação “lene”) que não só foi para porta da casa de Dona Vitorilene (dona do bordel) e, não só levou o marido debaixo do rolo de bolo, como também levou a dama que o marido havia levado para o quarto. A pobre dama que havia acabado de se empregar no estabelecimento e era a nova coqueluche do local repleto de mulheres já velhas, desgastadas, cansadas e por demais conhecidas, tomou uma sova tão grande, que partiu no dia seguinte coberta de machucados para Teofilândia. E a confusão só não foi pior, porque Dona Vitorilene esbravejou o mais próximo que pode de Lucilene, que a dama ali era ela...&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Chegar à cidade trazia também memórias de todas as suas namoradas, moças casadoiras que foram defloradas por ele, com juras de amor eterno que terminavam sempre na semana seguinte, devido a uma viagem sua de “urgência” para outra localidade, que, inevitavelmente, durava meses. E durante a viagem, o destino acabava por guiar a um novo amor, que era quase que imediatamente seguido de novas juras, novos defloramentos, novas partidas. Se apaixonava todos os dias, mas amar, amar mesmo, só amou Deiselene e Marilene. Estas foram as duas únicas mulheres que não pode deflorar. A primeira, sua mãe, costureira de primeira, que faleceu de morte morrida, enquanto dormia, numa das suas viagens, segundo o Doutor da cidade. A segunda, a única jovem que o ignorou, que não se derreteu por seus versos, seus poemas, suas juras de amor.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Manoel acreditava que a vida era curta e única. Afinal, sua mãezinha adorada foi para o Paraíso quando ele tinha acabado de completar dezoito anos e nunca mais voltou para vê-lo nem acordado, nem dormindo, nem para desejar Feliz Aniversário. A partida da sua mãe carregou consigo os últimos fios que o prendiam àquele lugar e, desde então, fazia viagens cada vez mais longas, tinha relações cada vez mais curtas com as mulheres, partia antes que houvesse possibilidade delas o deixarem e trabalhava com qualquer coisa que pudesse pagar sua estadia, refeições e prazeres por curtos períodos. Havia perdido as contas do número de namoradas que teve e, também do número de empregos assinados ou não em carteira. Seu lema era “só leve consigo o que pode carregar sozinho”, por isto, consigo só havia um pente, uma escova de dente, uma pasta, uma gilete e sua carteira.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Voltava agora à Lamarão porque foi a vez do seu pai se despedir. Morreu, segundo o Doutor, do coração. Não agüentou o rojão de Jucilene, garota de dezesseis anos, a nova contratada da Luz Vermelha e nova sensação da cidade. “Se matou meu pai, deve ser boa mesmo, tenho que experimentar” – pensou ele.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;O Doutor lhe contava os detalhes do óbito no boteco de Seu Gil e o fazia com pausas para gargalhadas. Disse que o resgate do homem foi realizado no bordel mesmo, da cintura para cima, parecia um soldado, peito estufado, olhos mirando o teto, a mão apoiada no peito, da cintura para baixo, aprecia um touro, com o membro em riste que não havia baixado nem mesmo com o ataque cardíaco fulminante. “Eita Viagra retado! – acrescentou ele piscando o olho para Manoel entre sorrisos e batendo no bolso da camisa. “Tomara que nunca precise disto” – pensou Manoel, vangloriando-se secretamente da sua capacidade como amante. Depois do episódio, a menina teve seu preço dobrado e Vitorilene colocou um cartaz na porta dizendo: “ Aqui se mata o homi amor. Entre, se tiver coragi!” E, ninguém sabe se pela propaganda, pela novidade, pelo respeito a Seu Roque, que sempre fora forte como um leão, quando derrubava uma, a mulher saía esbaforida, quase sem sentidos, o que se sabe é que o puteiro teve a freguesia aumentada desde o falecimento do Seu Roque.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Manoel cumpriu todos os longos ritos da morte. Só veio descansar no terceiro dia. Ficou ali no meio da sala da casa do seu pai, naquele lugar que sempre e nunca fora sua casa, onde, apesar de conhecer cada detalhe, nunca se sentiu muito confortável, nunca a sentiu como sendo sua. Sentou-se no sofá e sentiu algo estranho atravessar seu peito. Sentiu, pela primeira vez, um vazio e sua visão escureceu. Havia perdido a vontade de tocar a ripa e saltar dali para outro pouso. Sumiu o desejo, que o consumiu a vida toda, de pular de galho em galho, de cidade em cidade. Mas, se havido sido isto que sempre havia feito a vida todinha! O que faria agora? Encontrava-se no fim da linha, numa tangente. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Achou que havia chegado a sua vez. A morte já havia carregado seus pais, e agora era ele quem ela vinha buscar. E teve medo. Logo ele que nunca temera nada na vida, ia temer justo o fim?! Mas era muito novo para morrer. O que havia feito na vida? O que havia construído? Nada! Nadinha de nada! Não podia morrer agora. Mas sentia tanto medo, que resolveu não sair de casa para reduzir os riscos de se bater com a bicha de frente e dela levá-lo para os confins do além. Temendo a morte, evitou também usar a gilete, o gás e qualquer coisa que pudesse lhe causar dano como facas, garfos etc. Ao fim de quatro semanas estava fraco, magro, imundo, de cabelos longos, desgrenhados e barba de que parecia um misto de papai Noel com um bode. A casa inteira fedia. Tinha as portas e janelas fechadas, parecia um mausoléu abandonado. Na sua tentativa de fugir do fim, de conter aquele negócio no seu peito que ele não sabia o que era, ele se congelou, morreu de certa forma para o mundo. Só aí, seu peito, então, se calou.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Os vizinhos, preocupados, reuniram-se e foram lá bater na sua porta. Bateram palmas, gritaram seu nome, assobiaram e nada. Ponderaram que se atendesse, o deixariam em paz, com sua depressão, afinal de contas, após estava tantas mortes ocorridas naquela casa era natural que se encontrasse um tanto derrubado. Mas, se não atendesse, derrubariam a porta e enterrariam o corpo. Era um desgosto que a cidade tivesse tantos óbitos, mas, pelo menos, Manoel, teria um sepultamento digno e não morreria como um cão sem dono. Manoel fez ouvidos mocos às palmas, aos gritos, aos assobios, às batidas, mas os vizinhos foram tão insistentes, que ele acabou percebendo o que iria acontecer se ele não abrisse a porta. Com certa dificuldade, conseguiu erguer-se e abriu a porta no momento exato que os vizinhos se preparavam para colocá-la abaixo. A população ao vê-lo parou de súbito. Para eles, Manoel aprecia uma assombração, era a imagem da própria morte, uma caveira ambulante em decomposição acima da terra e fedia tanto como se estivesse com birigui. Assustados, todos correram de volta para suas casas, a exceção de Marilene, que chegou bem perto da porta, cobriu o nariz com um lenço e perguntou um tanto de coisas para ele, que ele respondeu prontamente, sem pensar.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Pronto! -&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;ela disse – Não maluqueceu, só se largou.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Respirou fundo na frente da casa, tapou o nariz novamente e entrou na casa. Abriu portas, janelas, ligou o chuveiro e foi empurrando o homem para debaixo dele, com roupa e tudo. Manoel, confuso e fraco, foi obedecendo sem resistir aos comandos da moça.Já debaixo d´água, ele recebe uma barra de sabão e, em seguida, um tapa na cara, com a ordem:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Acorda, homem e vai viver a vida, que você não morreu ainda! &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Madelene saiu esbaforida, quase sem ar. Havia prendido o ar por tanto tempo, que saiu da casa lívida, como se tivesse se afogado. Não respiraria aquela “nhaca”, por mais que amasse aquela figura que um dia havia tido asas nos pés e coração andante, que uma vez se enrabichou pelo seu, mas que, como sempre voou para longe e ganhou a estrada, mas que sempre voltava. E quando o cabra para na cidade era para morrer! Morrer sem ela ter&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;tido a oportunidade de sentir-lhe o cheiro, não o cheiro daquela imundice que ele estava hoje, mas o cheiro de alfazema já tão impregnado em suas camisas que já parecia sair da pele. Não ela não o deixaria morrer, mesmo que fosse para ele se arrancar de novo da cidade, para voltar muito tempo depois. Um dia, ela sabia, ele voltaria por ela e para ela.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;No dia seguinte, bem cedo, o Doutor bateu na porta de Manoel. Trazia consigo uma menina, que já entrou na casa munida de toda sorte de equipamentos de limpeza disponíveis na cidade e, nas mãos, três quentinhas, para servir de refeições naquele dia. Manoel abriu a porta ainda perdido em devaneios. O Doutor entrou mesmo sem ter sido convidado e foi o ordenando a sentar e tirar a camisa. Manoel foi seguindo as ordens e antes de questionar a que se devia a visita, ele sentiu o forte odor que vinha da quentinha e seu estômago roncou. Mas o Doutor só o deixou comer após o exame e Manoel só queria que aquele exame terminasse logo, para que ele pudesse se deleitar com aquela galinha ao molho pardo, que exalava um cheiro tão delicioso, que afagava Manoel como uma carícia.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Na primeira semana de isolamento, Manoel refletia sobre tudo. Seus pensamentos fluíam como um rio, e ele, os ia parando devagar,&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;um a um, como se fosse uma grande pedra incrustada no meio da correnteza. Repassou toda a sua vida. Fez descobertas assombrosas sobre si mesmo que ia escrevendo em pedaços de papéis e os rasgando em seguida. Na segunda semana, sua mente havia se fixado nas descobertas a cerca de si mesmo e as repetia incessantemente, como um LP arranhado. Na terceira semana, sua cabeça havia se esvaziado e só via o escuro do nada. Só escutava besouros, galos, grilos e cigarras. Na quarta semana, era como se tivesse desencarnado, até que ouviu vozes, ruídos, mas eles lhe pareciam vir de tão longe. Era como se alguém estivesse batendo na porta do purgatório e ele tivesse lá embaixo no inferno. Em seguida, veio um grito. Era seu nome que diziam? Ele já não conseguia distinguir. Será que alguém lá do Paraíso veio me salvar da danação? – considerou ele. E ficou feliz com o próprio pensamento, alegre por ser especial o suficiente para alguém lá de cima, vindo do Paraíso descer para o inferno para resgatá-lo. E resolveu seguir o grito. Até que se deu conta que não era um único grito, eram muitos e se assustou. Hesitou um pouco, ma como os gritos, batidas e assobios não paravam, ele fechou os olhos e abriu a porta de olhos fechados, cheio de medo, esperando o pior. Em sua imaginação, do outro lado da porta estavam todos os pais das filhas que deflorou munidos de facões e espingardas para acertar com eles as contas e lhe prover uma morte lenta, dolorosa e certeira. Quando recebeu o primeiro tapa, não caiu, mas ficou ali parado esperando dores maiores. Mas o que veio foi uma chuva de perguntas. Abriu os olhos e viu Madalene, mais bonita do que se lembrava. Antes de conseguir acordar para o que estava acontecendo, foi derrubado por uma enxurrada de luzes, odores que invadia, de repente, a casa.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;De súbito teve noção que aquele cheiro terrivelmente fétido que sentia partia não só dele, mas da casa como um todo. Baixou a cabeça enrubescido por Madalene vê-lo naquele estado, mas foi agarrado pelo braço, antes mesmo de ter tempo de formular uma desculpa. Era levado com tanta violência pelo braço, que se bateu em algo, que não conseguiu identificar, só sentiu mesmo foi o choque da água gelada em seu corpo, colando nele os farrapos que o embrulhavam. Ela gritou algo sobre ele acordar, depositou em suas mãos algo macio, deslizante e cheiroso e partiu. Ficou ali, muito tempo, num misto de desejo, esperando que a mulher o despisse e se despisse junto e vergonha, por seu estado deplorável. Como nada ocorreu, despiu-se sozinho e tomou banho. Não sabia se o banho, o tapa ou o cheiro de Madelene o haviam despertado. Mas, foi sentindo novamente uma ânsia de vida, de criação, uma ânsia de possuir Madalene. Fez a barba e enquanto a fazia, sua cabeça encheu-se de planos, de planos de vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Depois de um longo período de sono, parecia-lhe que sua cabeça havia acordado com grande disposição, pois suas idéias fervilhavam. Faria a Requião uma proposta irrecusável até mesmo para aquele mão de vaca. Compraria seu negócio pelo dobro do preço e montaria ali um Hipermercado, com produtos locais e estrangeiros. Compraria tudo pela metade do preço no Paraguai e venderia aqui com certa margem de lucro. Com o dinheiro excedente pagaria as dívidas do pai, inclusive com a casa da Luz Vermelha, reformaria a casa, atrairia investidores da Bahia que visassem implantação de Indústrias que proveriam toda a região, inclusive seu próprio negócio e, então, cortejaria Madelene. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;O galanteio começaria hoje mesmo. Daria-lhe uma flor, uma Margarida, para simbolizar a inocência que Madalene lhe inspirava! Tendo decidido, rumou para porta da casa, quando a abriu, encontrou o Doutor, com uma quentinha na mão e uma moça muda de equipamentos de limpeza. Ambos entraram prontamente na casa. Ele foi obrigado a entrar também. O Doutor não lhe deixou sair e executar seus planos, antes de lhe fazer um exame detalhado. O diagnóstico foi o esperado: desnutrição, desidratação e vermes. Receitou-lhe umas ervas em solução para os vermes, água e suco para a desidratação e a comida de Dona Leilene – proprietária do único restaurante da cidade, o Aconchego, que resolveu tocar em frente após a morte do marido. O administrava com mãos de ferro, garantindo para si&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;um lucro jamais obtido enquanto o marido ainda era vivo e a comida era preciosa - para curar sua desnutrição. Comeu duas quentinhas acompanhadas de quatro copos d´água e, em seguida, tomou uma colherada das ervas em solução. Fez uma careta, guardou a terceira quentinha para almoçar mais tarde e ganhou a rua. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Primeiro, deixou a margarida na porta da casa de Madelene, com um poema atado em seu ramo, que dizia:&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;“Da escuridão&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;Trouxeste a luz&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;Do amor&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;Tiraste a cruz&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;Da fome&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;Proveste o cuzcuz&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 2"&gt;                        &lt;/span&gt;A sua beleza, em flor,&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 3"&gt;                                   &lt;/span&gt;Como sempre, me seduz”.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Depois foi tratar com Requião. A discussão durou três dias, ao fim destes, conseguiu inspirar tanto o avarento que seus olhos brilharam já vislumbrando as barras de ouro advindas do negócio e só arredou o pé, quando se tornaram sócios. A construção do Hipermercado durou trinta dias, mas o negócio estaria fadado ao fracasso se o próprio Manoel não tivesse atraído para a região duas indústrias da capital, que garantindo o aumento de circulação monetária e populacional ao local. A escolha das indústrias foi o maior chute que havia dado na vida, se tivesse jogado na Loto este dia, tiraria o primeiro prêmio. Durante as obras para implantação das indústrias na região, foi descoberto petróleo. Assim, uma petrolífera brasileira foi chamada e iniciou a exploração do produto. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Manoel pensou: “Eu aqui sentado sobre ouro o tempo inteiro, sem saber! A riqueza aqui o tempo todo! É, creio que a riqueza está e estará sempre em nós, em locais que não desconfiamos. A riqueza somos nós!” Anotou este último pensamento, talvez pudesse criar um poema para Madalene com ele, ou um slogan para a cidade ou para o hipermercado.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;As coisas estavam indo conforme o previsto. O negócio ia de vento em polpa, apesar das interferências de Requião. Havia conseguido quitar as dívidas do pai e já havia iniciado a reforma da casa. A única coisa que não ia bem era a sua inexistente relação com Madalene. Enquanto todas as outras mulheres da cidade, praticamente, se ofereciam a ele, ela jogava fora, na vista de quem quisesse ver, cada um de seus presentes, entregues, semanalmente, em sua porta. A única coisa que não jogava fora eram os poemas que acompanhavam os presentes. Ele já não agüentava mais a abstinência sexual forçada e para não se precipitar e arruinar tudo com Madalene, viajava cada vez com mais freqüência para os bordéis das cidades mais ao norte de Lamarão, para evitar que a mulher ouvisse ou visse algo que não fosse do seu interesse. Quando era abordado por alguma mulher da cidade, a descartava prontamente, para evitar o falatório. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Mas um dia, viu-se preso ao decote, aos quadris sensuais e aos olhos azuis de Suselene. Estava no auge dos seus dezoito anos. Tinha os cabelos castanhos, que lhe caíam liso no meio das costas e cada vez que vinha ter com ele, vinha balançando os quadris, jogando os cabelos, com os seios saltando de dentro do decote. “Ah, essa menina é de tirar o juízo de um” – ponderava ele, enquanto fechava a porta antes que ela pudesse entrar em seu escritório e atendia a um telefonema imaginário. Sempre fazia isto quando notava a menina despontando do outro lado da calçada. Sabia que se ele vacilasse Suselene entraria em ação e, assim, todo o esforço feito na conquista de Madalene seria em vão. Resolveu terminar seu próprio drama, apressando as coisas com Madalene. Partiu em disparada para sua casa, tentando formular o que diria a ela e a seus pais. Batei na porta de mãos vazias. De nada adiantava gastar dinheiro com presentes que seriam jogados fora. Foi a mãe quem atendeu. Manoel pediu para falar com Seu Tobias e em menos de cinco minutos, o senhor havia lhe concedido a mão da filha em casamento. A mãe foi até o quarto onde estava Madalene, sorrindo de contentamente, para levar-lhe as boas novas. A filha ouviu, calada. A filha desceu e encontrou Manoel ao pé da escada, a aguardando. Olhou no fundo dos olhos de Madalene, buscando compartilhar com ela a felicidade que sentia. Mas os olhos da moça expressaram ira, não alegria. Aos berros, a mulher proferiu impropriedades a ele, acusando-o de tê-la comprado e seu pai de ter aceito a negociata. Manoel leva a mão ao peito, para evitar que seu coração se partisse em pedaços tão ínfimos, que o remendo se fizesse impossível. A mãe leva as mãos a boca e apóia-se na mesa, percebendo que perderia os sentidos. O pai indignado diz que a filha deveria ter ficado feliz, de alguém querer uma mulher de segunda mão como ela, sem cabaço e sem mais condições de fazer filho, que já tinha namorado mais de dez e não havia se casado com nenhum, porque ninguém a queria. Completou a frase, dizendo que ela deveria se ajoelhar aos pés daquele moço, que era ou estúpido ou um anjo para querê-la, já que Manoel, ao contrário da família tinha bens e era distinto. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;- Se oferecesse dinheiro – disse o pai – aí que eu venderia mesmo! E você, finalmente, desencalharia! &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;A filha cai no chão, aos prantos. O pai proferira tudo o que ela sentia a respeito dela mesma, em voz alta, na vista de Manoel, aquele desgraçado, que veio comprá-la, que acreditou que ela iria com ele, pelo dinheiro. Dinheiro era a única coisa que não queria, queria que ao invés de presentes, ele se fizesse presente, que ao invés de ir tratar diretamente com o pai, ele fosse ter com ela. Três coisas ficaram claras para Madelene. A primeira era que Manoel não queria nada com ela, que nunca a amou e nunca a Maria. A segunda, é que agora ele sabia quem era Madalene, uma velha solitária, descabaçada, infeliz. A terceira, é que teria que sair da cidade, não mais viveria sob o mesmo teto do pai e, por vergonha, não queria mais olhar nos olhos piedosos de Manoel, porque ela já não suportava mais a comiseração alaheia.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Manoel a olhou incrédulo. Não podia acreditar! O que havia, então, significado o resgate? O banho? A comida? Será que Madelene estava se vingando de suas cortes mal intencionadas no passado? Resolveu voltar para casa, de cabeça quente não conseguiria dizer-lhe nada além de palavrões e obscenidades. Em casa, um pouco mais tarde, resolveu voltar e cobrar explicações, ao invés de resignar-se.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Findaria aquela estória de uma vez por todas, para que, com o coração leve, pudesse partir para a próxima, se assim fosse necessário, ou nela pudesse descansar sua cabeça. E era com esta última opção que Manoel contava secretamente.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;No dia seguinte, ao sair do trabalho, dirigiu-se a casa dela. O dia havia sido imprestável para o laboro. Perdera o dia tentando criar um diálogo, ou pelo menos, um roteiro com os tópicos que gostaria de discutir com aquela mulher insana. Mas, nada conseguiu criar, suas preocupações só aumentavam quando lembrava dela, aos gritos, acusando-o de querer comprá-la. Não se importava com seu passado, contanto que ela tampouco implicasse com o seu próprio. Não ser seu primeiro homem e, sim, seu décimo ou vigésimo, o feria&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;um pouco, mas consolava-se pensando que com ele, ela descobriria o amor e seus segredos. Neste momento, lhe ocorre que talvez fosse justo o contrário, talvez ela o ensinasse sobre o amor e seus segredos e ele lhe ensinaria os mistérios de uma boa cama. A descoberta do tipo de sentimento que nutria por Madalene o amedrontou tanto que teve que tomar três copos de café puro e, de quebra, um pedaço de bolo. Como nem isto o acalmou, ele consolou-se pensando que se a coisa ficasse realmente muito ruim, ele optaria pela saída mais rápida da situação, ou seja, ficaria com outra mulher, mais nova, mais gostosa, menos importante para ele. Relembrou as palavras duras do pai de Madelene e concluiu a divagação dizendo para si mesmo em voz alta: ”E quem é virgem nos dias de hoje, afinal?!” &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;E foi assim, com o coração embotado, a cabeça fervilhando de idéias e na defensiva que ele foi atrás de Madelene. Quando bateu na porta, a própria atendeu. Tomado pela surpresa, ele ficou mudo por alguns instantes, enquanto a fitava. Foi ela que iniciou o diálogo:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Errou de casa? – questionou ela de um modo que o pareceu indiferente&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Não. – respondeu ele firme – Vim falar com você.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- O que? – balbuciou ela um pouco nervosa.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Posso entrar? – pediu ele, tentando pensar na próxima frase.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Ela hesitou um pouco até que abriu a porta e o deixou passar. Abrir a porta de sua casa, era para Madalene, como escancarar as portas de seu coração que, quando se tratava de Manoel, lhe dava um trabalho danado para não ficar com as portas cardíacas escancaradas. Não conseguia acreditar que abriria tão sinceramente seu coração novamente para ele. Mas será que ele um dia saiu de lá? A mulher não sabia se seu pobre tambor que carregava no peito, agüentaria outra corte e outra partida. Tomada pelo medo, que aquele homem que sentado aprecia inocente, mas que falando era o Diabo, entrasse em seu coração e avacalhasse, bagunçando tudo de novo. Baixou os olhos para criar coragem de encará-lo novamente sem parecer tão obviamente apaixonada por ele. Ponderou que entre o vazio e alguma emoção, mesmo que fosse passageira, valeria a pena. Seria a sua despedida, se tudo desse errado.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Manoel respirou fundo assim que a moça sentou e atirou:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Por que você não quis se casar comigo?&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Porque você nunca quis se casar comigo, porque você nunca me quis de verdade. Você nem sequer insistiu para me levar para cama, quando teve oportunidade. Agora você volta dez anos depois, como se estivesse aqui o tempo inteiro, querendo casar comigo, você nem sabe quem eu sou, o que gosto, o que faço, o que como, e loucamente, porque está se sentindo velho, mal amado, sei lá! Você decide que tem que casar e eu sou a mercadoria da cidade?! O que mudou? Por que você quer casar comigo agora?&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Calou-se, se proferisse mais uma palavra, sabia que cairia em prantos. Odiou-se pelo seu excesso de sinceridade. Manoel ouviu tudo fascinado. Era verdade, tudo. O que havia mudado? Ele tampouco sabia. Certo era que agora ela dominava seus pensamentos. Continuou a conversa:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- É verdade. Não sei o que mudou. Não tive coragem de te levar para cama na época, como hoje, sua sinceridade, me impede de proferir mentiras. Mas, o que sei, é que hoje, desde que voltei e você foi na minha casa, só penso em você.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Ah, Manoel, você acha que me deve algo só porque fui lá?! Você não me deve nada. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Sei que não te devo nada, devo só o que você me inspirou a fazer.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- O que, homem, eu te inspirei a fazer?!&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- O Hipermercado, os investimentos na cidade, sair de casa, reviver. Você foi minha inspiração, você me acordou para vida.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Manoel, quando eu tinha vinte anos, eu sonhei que casava contigo, na Igreja, de véu e grinalda e que tinha três filhos, e que era feliz. Mas hoje, eu olho e&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;penso que eu jamais teria paz. Você está quieto agora, mas daqui um tempo, você como todos os homens desta maldita cidade, irá se deitar com toda coisa que usar saia, enquanto a gente vai ficando em casa, morrendo por dentro. Não quero isto para minha vida. Não quero ser perseguida por fantasmas de mulheres que se encantaram por você, que são dez anos mais novas que eu, como Suselene...&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A mulher era uma bruxa, como ela sabia da Suselene? Amanhã o pau ia cantar no hipermercado! Ela continuou:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Um dia já quis que você se apaixonasse loucamente por mim. Mas, hoje, não quero paixão, quero amar e ser amada. Quero alguém que me ame pelo que eu sou!&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Falou esta última frase com lágrimas nos olhos e como odiava a cara de compaixão alheia diante de suas lágrimas, completou:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Odeio ter te desejado primeiro. Odeio ter sido eu que fui no seu encalço. Odeio ter feito tudo para te conquistar. Como poderei me relacionar com alguém que me ama tão pouco, que nunca fez um esforço sequer para me conhecer. Não entrarei numa relação para sustentar o amor pelos dois. Passarinho só não faz verão. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Tendo dito isto, levantou-se e quase voou escada acima. Em seu quarto suas malas já prontas, aguardavam sua partida, que naquele dia, não ocorreu. Enquanto isto, Manoel, parado, na mesma posição na sala de estar, não sabia o que o havia atingido. Nunca encontrara alguém tão sincera, tão sem medo de proferir a verdade que fosse para outro alguém. Ao mesmo tempo, nunca havia se sentido tão incompreendido por alguém. Baixou a cabeça, enrubescido, ao perceber-se emocionado e, assim, cabisbaixo e com os olhos mareados, foi embora. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;No dia seguinte, fez as malas e pariu em busca de novos negócios. Custou-lhe um mês de viagem a locais diversos, para perceber que havia retornado a velha rotina e, com isto, anulado a decidida mudança. Não quis mais pensar no assunto. Seguiu viagem. Após mais um mês retornou a Lamarão. Bastou chegar à cidade, para seu coração se apertar. Não era homem de ficar sozinho, Madalene tinha razão. Colecionava mulheres, uma em cada pouso, mas desde o dia que a mulher o disse que deveria acordar, na sua terra natal ou em qualquer outra, seu coração parecia palpitar apenas por Madalene.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Chegou à cidade e descobriu que Madalene havia se tornado funcionária do seu Hipermercado. Com o dinheiro, havia saído da casa dos pais e alugava a casa do falecido Andrelino. A encontrava todos os dias. Ela destacava-se rapidamente, tendo um tino comercial e organizacional que a destacam. Mas, para Manoel, ela se destacava por muito mais. Encontrá-la era uma delícia e, ao mesmo tempo, uma tortura. Manoel viu-se medroso, justo ele, que conseguia chegar, abordar e deitar com qualquer mulher, em qualquer lugar, em qualquer hora, se via frouxo quando Madelene estava por perto.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O coração de Madalene dava saltinhos quando Manoel estava por perto. Adorava o trabalho que executava, e esforçava-se ainda mais para ser notada pelo dono do empreendimento. Mas seus esforços pareciam ser em vão. Ele já deve ter se apaixonado por outra – pensava ela, com tristeza – Eu estava certa, o amor dele nunca existiu... – e baixava a cabeça conformada e desconsolada. “Também, eu fui uma besta em me declarar. Bastou isto, para ele fugir da cidade para ficar longe de mim e quando chega, nem me olha nos olhos! Mas era eu quem devia estar com vergonha!” – seus pensamentos disparavam incessantes cada vez que Manoel passava por ela e nada dizia. Madalene começou a se sentir a mais feia, velha e gorda das mulheres, a menos desejada da cidade, do mundo inteiro. E tomada de uma raiva imensa que crescia dentro dela, quanto menos desejada se sentia.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;No final da tarde de uma sexta-feira, Manoel a viu saindo do Hipermercado. Passou por ela e acabou andando ao seu lado. Sem jeito, Manoel, não soube o que dizer. Mas, quando pensou em dizer algo, ouviu Madalene o convidando para um sorvete. Ele assentiu com a cabeça, ela se odiou por ter sido ela a ter feito o convite. Por que ela sempre se repetia? – questionou-se enfurecida. Enquanto ele permanecia mudo, ela contava estórias variadas sobre coisas do trabalho, da cidade e do que havia acontecido com ela. E, ele, por outro lado, só as escutava. A olhava fascinado. Gostava de penetrar no mar daqueles olhos azuis, ligeiramente estrábicos. Ela não era sensual como a Susilene, nem era a mulher mais bonita que havia conhecido, mas era dona de uma beleza singular, só dela. Manoel aproveita as estórias para apreciá-la. Madelene torceu para que ele a convidasse para fazer algo após o sorvete, mas nada aconteceu. E ela, lívida de tristeza, esboçou um sorriso amarelo voltou para casa, cabisbaixa.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;E então, começaram a se encontrar com mais freqüência, sempre por acaso. Talvez não se encontrassem antes, porque Madalene mal saia de casa. E a cada encontro, uma nova proposta de encontro era feita, todas por Madalene. Manoel não recusava nenhuma delas, aquiescia sorridente, com a cabeça. Entretanto, o fim de cada encontro era trágico para a moça. O rapaz tão famoso na cidade por sua habilidade com as mulheres, com ela, nada demonstrava. Pelo contrário, ela era quem se mostrava hábil e sutil marcando cada um dos encontros. Madalene decidiu não mais convidá-lo para nada, esperaria que ele, finalmente, tomava a iniciativa. Sentia-se diminuída e pouco desejada por fazer todo o tempo as vezes do homem, tomando as iniciativas,. Porém, de natureza impulsiva, Madalene não conseguia controlar-se, morria de medo de que, se não o fizesse, estaria levando a relação ao término. Manoel, por outro lado, encantava-se e intrigava-se com o jeito da garota, tão independente e determinada, tão única, diferente de todas as mulheres que já havia conhecido e, olhe, que não foram poucas. Ficava feliz com os convites da menina, mas temia convidá-la para algo que ela fosse achar estúpido ou clichê da parte dele. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Assim, passaram seis meses saindo juntos. Cada volta para casa era uma nova noite Ed choro e insônia para Madalene, enquanto que, para Manoel, as noites pareciam divertidas e relaxantes, ele dormia como um anjo, quando saíam. Madalene já sentia o fogo subindo e lhe consumindo as faces, mas como nada partia de Manoel, ela passou a sentir-se a última das mulheres, já que Manoel não tomava qualquer iniciativa, não a olhava como os outros homens, nem fazia menção de levá-la para cama. Cansada de viver o mesmo drama todas as noites e admitindo que aquela relação tão desejada só existia por sua causa, Madalene “chuta o pau da barraca” e tomou a iniciativa de levá-lo para cama. O resultado foi lastimável para Madalene, o homem além de não ter sentindo prazer com ela, ainda lhe informa que havia realizado uma vasectomia na última viagem à capital, depois de perceber o número excessivo de filhos que havia feito em seus diversos pousos. Madalene viu a barraca cair pedaço a pedaço sobre ela. E anestesiou-se como pode. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Manoel a desejava, mas havia algo nela que lhe causava medo. Sentia temor de perder-se nela e ser abandonado, como sua própria mãe havia feito. Achou-a tão desinibida na noite que passaram juntos, que sequer conseguiu ejacular, parecia que assistia a um espetáculo privado, só dele. Sentiu que a havia desapontado com a infertilidade, mas ainda havia jeito a ser dado à questão. Ela o havia deixado tão excitado, que de vê-la no mercado, ele sentia uma ereção e corria para o banheiro para se aliviar. A fitava de longe, sorrindo feliz e um tanto abestalhado. Então, descobrira, por intermédio de Lourival, que finalmente alguém o havia fisgado, compreendeu o sentimento já tão gasto de tão falado. Manoel a amava.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Um mês após a primeira noite deles juntos, Madalene presenciou um cortejo das ex-mulheres de Manoel passar na cidade. Com a notícia de que havia enricado, todas correram para pegar uma parte do que lhes era devido. A cada mês uma chegava. Algumas se instalavam provisoriamente, outras, permanentemente, na cidade. Presenciava, calada, uma a uma, gritar, dar ordens, exigir e demandar&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;coisas diversas a seu namorado e ele, resignado, fazia o papel de conciliador, atendendo um a um o que lhe era ordenado. Só Madalene não gritava, só ela não exigia, não demandava, não lhe dava ordens. Se fosse fazê-lo, a sua única demanda seria amá-la. Mas, ela sabia que o amor não podia ser obrigado, que ele não vinha de caso pensado. E ela, mesmo anestesiada, limpa suas lágrimas. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;A vida sexual de Madelene estava começando a melhorar. Para um homem que já havia tido tantas amantes, ele não lhe pareceu grande coisa. Ou será que ele não era grande coisa com ela? Pois a julgar pelo número de mulheres que haviam se instalado na cidade e requisitado dinheiro e atenção &lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;       &lt;/span&gt;de Manoel, ele deveria ser um fenômeno com as demais. Estava claro para Madalene que o problema todo era ela.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Com isto, sentia-se renegada, relegada a segundo plano. Mas, se recusava a repetir o padrão de suas ex-mulheres, não era como um daqueles “fast-foods” que Manoel queria implantar em Lamarão, igual em tudo, nas queixas constantes, no grito como forma de manipulação. Ele devia ter vontade própria e ela não ia interferir nisto e controlar cada passo da relação. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Tanto tempo já havia passado que todos na cidade já sabiam do seu caso com o dono do hipermercado e, também da falta de seriedade da coisa. Como forma de tornar seu caso numa relação, ela mudou-se para casa de Manoel, que&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;viu, impassível, instalar-se em sua casa. Morar com ele, ao invés de fazê-la se sentir validada, trouxe-lhe mais infelicidade. Porque a cada dia ficava mais óbvio que Manoel era um bunda mole, que jamais se desprenderia de suas ex-mulheres, que jamais lhe faria um filho e que jamais a pediria em casamento novamente. Deu seu grito de guerra, já não agüentando mais guardar tanta angústia no peito. Manoel não compreendeu porque sua esposa, porque era assim que ele a via, tinha gritado daquela maneira com ele, mas acostumado que estava, baixou a cabeça resignado e e esperou o momento que toda aquela gritaria acabaria e a vida deles juntos pudesse, finalmente, voltar ao normal. Mas, não voltou. Passados trinta dias da gritaria, Madalena ainda não queria tocá-lo, nem sequer o olhava nos olhos. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Madalene esperou que algo mudasse desde o dia em que soltou sua fúria sobre o namorado, mas nada mudou. Isto a consumiu tanto, que foi como se algo nela houvesse morrido. Morreu uma parte dela, junto com uma parte da relação. Seu luto levou trinta dias. Tempo este em que pode, finalmente, olhar para aquela criatura que tanto amava como homem novamente. Custou-lhe mais trinta para conseguir tratá-lo de modo carinhoso. E só noventa dias depois, seu coração voltou a bater. E quando finalmente acordou, seu coração só lhe dizia que era hora de ir embora. Olhava para Manoel e chorava solitária com a possibilidade de deixá-lo, enquanto lavava roupas no tanque. Afinal, Manoel havia sido o único homem para quem se entregara de corpo e alma, havia sido o único amor de sua vida e um amor deste tamanho é difícil de deixar para trás.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Manoel viu a vinda de Madalene para sua casa de bom grado. Finalmente o casamento esperado, de modo muito mais prático que o previsto. Não era um destes homens que gostava de viver solitário, agradava-lhe o pensamento de ter alguém com quem compartilhar o lar. Mas, jamais faria esta oferta para Madalene, quem sabe o que pensaria se o fizesse, mas já que ela tomou a iniciativa, tudo se resolveu de modo mais rápido. Com a sua&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;prosperidade, viu suas ex-mulheres chegarem , saírem ou se instalarem na cidade, com certa indiferença. Sentia-se um pouco culpado, pelos filhos que fez, pela forma como todas aquelas relações ocorreram e, por isto, sustentava a todas, sem incomodar-se com isto. A única coisa que lhe perturbava bastante era o malabarismo constante que tinha que fazer para não desagradar nenhuma delas e, com isto, evitar brigas, dores de cabeça e escândalos desnecessários. Fazendo tanto esforço para agradar a todas, não compreendeu quando foi Madalene quem&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;gritou. Executava malabarismos notáveis, para não desagradá-la. Reagiu, primeiro, levantando a voz para ela – sentia-se tão confortável com ela, que podia ser ele mesmo, sem exceções – mas, como nunca a tinha visto gritar daquela maneira, baixou a cabeça resignado e ouviu entalado tudo o que ela acreditava ser verdade sobre ele. Ficou confuso e desapontado, quando ela o puniu com uma aridez de trinta dias, mas ao invés de traí-la, jogou-se de cabeça na implantação de um fast –food na cidade. Definitivamente, não compreendia Madalene. Achou que tudo fosse passar rápido, a mulher não era de guardar mágoas, entretanto, não passou. Sentia-se aviltado pela severa punição que sofria. Para ele, a relação estava ótima, era a melhor que já tivera. Confiava nela, se sentia seguro com ela e era a única mulher que não o deixava tenso, até então. Porém, para ela, tudo aprecia ser uma grande mágoa. Ao final dos trinta dias, sentia-se como um cachorro buscando aconchego, se aproximava com o rabo entre as pernas, aguardando sua reação, mas era repudiado. Quando a relação, finalmente, voltou ao normal, viu algo nos olhos dela que o fizeram tremer, mas como não compreendeu, decidiu seguir adiante e esperar que passasse logo.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Madalene levou muito tempo para conseguir encher-se de coragem suficiente para partir. Já fazia anos que estavam juntos e quase nada havia mudado. Continuava aturando as ex-mulheres dele, viu a tão sonhada maternidade ir definhando junto com seu próprio corpo, continuou se sentindo relegada a segundo plano. Desde o episódio do grito, algo não havia voltado para o lugar, era como se alguma peça tivesse rachado e ela sabia que a peça, era ela. Manoel percebia que algo na relação não ia bem e que não havia passado. Não costumava pensar muito sobre sua vida amorosa, preferia o terreno mais sólido dos negócios, mas, quando seu incômodo era muito grande, ligava um pouco trêmulo para Madalene, para certificar-se de que tudo estava bem. Só aí, conseguia relaxar e voltar aos negócios. Sua idéia de trazer um fast food para cidade havia sido bem recebida e a coisa estava tão boa, que conseguiu um sócio em Serrinha. A construção, implantação e funcionamento da lanchonete na cidade vizinha levou quase um ano e Manoel acabava passando mais tempo em Serrinha que em casa. Depois de quase dois meses sem voltar para casa, sentiu uma urgência em retornar e assim o fez. Quando chegou, encontrou sobre a mesa da cozinha, uma rosa cor-de-rosa, com um poema enrolado em seu ramo:&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;“Meu amor por você é imenso&lt;span style="mso-tab-count: 9"&gt;                                                                                                       &lt;/span&gt;E ao longo dos anos só se tornou mais intenso&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;                                                                           &lt;/span&gt;Mas as agruras da vida tornaram&lt;span style="mso-tab-count: 8"&gt;                                                                                          &lt;/span&gt;Nossa relação mal vivida&lt;span style="mso-tab-count: 3"&gt;                              &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                                       &lt;/span&gt;E uma relação mal vivida&lt;span style="mso-tab-count: 6"&gt;                                                                 &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 3"&gt;                                   &lt;/span&gt;É como uma rosa cor-de-rosa sem água&lt;span style="mso-tab-count: 7"&gt;                                                                            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Resiste, insiste, mas despetala&lt;span style="mso-tab-count: 9"&gt;                                                                                                        &lt;/span&gt;Sem vida, sem fibra, sem poesia”&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Madalene partiu numa tarde de inverno, encolhida, triste, mas decidida. Chegou a São Paulo três dias depois. Assim que chegou foi pedir informações no metrô, a um senhor de terno e gravata que passou por ela sobre uma Pastelaria, de uma amiga da mãe, onde começaria a trabalhar naquele dia mesmo. O senhor era um advogado bem sucedido, que se encantou com a mulher no momento em que foi por ela interceptado. Casaram-se seis meses depois, numa pequena Igreja da capital. Desta vez, Madalene não teve medo, nem ânsia de vômito. Seu coração confiante não sentiu que se quebraria, nem entrou em sobressaltos, isto só foi ocorrer no dia em que descobriu que estava grávida de uma menina. Seu amor pelo advogado foi de vida. Com ele foi feliz para todo sempre.&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Manoel leu o poema dez vezes. Seu corpo inteiro tremia. Não podia acreditar que perdia o amor de sua vida. Quase enlouqueceu. Perdeu as estribeiras com todas as suas ex-mulheres e foi tirando uma a uma da cidade, como uma vingança cega por aquelas que destruíram seu casamento. Ligou para todos os amigos que tinham em comum, inclusive para os pais da moça e, quando descobriu seu paradeiro, viajou para Sâo Paulo, imediatamente.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Chegou à Pastelaria e encontrou Madalene, mais bonita do que nunca. Disse que havia se livrado das ex-mulheres, que se ela o aceitasse de volta, iria reverter naquele momento sua vasectomia. Jurou casamento. Mas, para Madalene, as promessas chegavam com anos de atraso e, por mais que o olhasse com amor e com pena, elas não adiantavam mais, mesmo que Manoel as repetisse um milhão de vezes, como parecia disposto a fazer. Madalene, simplesmente, já não o queria. Ele buscava uma razão e, ela, impaciente, lhe dizia que ele sabia quais eram as razões do término. Todavia, tudo era tão doloroso e confuso para Manoel, que ele, realmente, não sabia. Parado a uma quadra da Pastelaria, numa esquina entre a Vinte e Cinco de Março e a Rua Ladeira Porto Geral, Manoel, mais uma vez se viu numa tangente, mas, desta vez, ele sabia, Madalene já não o salvaria. Levou a mão ao peito, porém não conseguiu impedir que seu coração se partisse em muitos pedaços. Morreu ali mesmo, vítima de um infarto fulminante. No bolso, o poema de Madalene e uma foto de ambos, do tempo em que eram felizes, quando ambos ainda sorriam. Morreu sem alegria. Havia perdido para São Paulo, para a Pastelaria e para um homem qualquer que, com certeza, chegaria, sua razão, seu amor, sua mulher, a razão da sua existência. Viu passar pelos seus olhos os momentos em que estiveram juntos, quando podia ser inteiro, quando se sentia livre estando com alguém. Caiu dizendo o nome de Madalene, com o coração aos pedaços. Nenhum remendo mais seria possível. A tangente atingiu-lhe o peito como um raio e neste momento, descobriu porquê ela já não o queria. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 14pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;FIM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-6008192916135957584?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/6008192916135957584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=6008192916135957584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6008192916135957584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6008192916135957584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/07/tangentes.html' title='Tangentes'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3214003419946729782</id><published>2010-06-11T07:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T07:35:34.430-07:00</updated><title type='text'>South Africa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TBJJmL2269I/AAAAAAAAAHA/NSg7fXISr7I/s1600/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; FLOAT: left; HEIGHT: 78px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5481524616830053330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TBJJmL2269I/AAAAAAAAAHA/NSg7fXISr7I/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TBJJXlgX27I/AAAAAAAAAG4/T3dv2HLWYpA/s1600/images.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Engraçado como a África de forma geral nunca fez parte do mapa, à exceção da época da escravatura, quando esta região tornou-se interessante, a África nunca passou de exemplo do tripé da discrimanação: negra, pobre, selvagem. Nem mesmo com a globalização, a bichinha conseguiu emplacar: O mundo está em crise - a África sempre esteve! - o mundo está em guerra - a mãe negra nunca soube o que era paz, mesmo sem o uso de mísseis e de toda tecnologia americana - o mundo globalizou-se - o continente africano nunca sequer pareceu fazer parte dele, nem como subdesenvolvido, que dirá como pqaís em desenvolvimento. Então, chegou a Copa e a África logrou sediar o evento. E o que vi na TV me deixou pasma! A África do Sul conseguiu esfregar na cara de todos, o que ninguém queria ver: a discriminação explícita, dentro e fora do local, a desumanidade, as condições subhumanas, as doenças, a fome, a guerra, a violência, a pobreza, a falta de paz. Mas, estas coisas todas não seriam o retrato do mundo, tudo o que o mundo gostaria de esconder (e esconde até onde pode?). Mas, acostumada que estou com tudo isto, afinal, esta imagem é comum na Europa e nas Américas, a realidade não me tocou tanto, quanto ver a capacidade de superação da criatividade. Minha gente, este é um povo que não pára de sorrir (como na BA!), é um povo sofrido, tão plural e tão diverso, que se sentarmos uma tarde em volta da fogueira, teremos um banho de estórias, de danças, de cantos, de músicas, de instrumentos, de pessoas. Que bonito ver a variedade, que bonito ver a imensidão cultural que é a África e para isto, eu dou um SALVE! Porque esta, para mim, é outra lição da África do Sul, ela é tudo o que não se deseja e, apesar disto, é tudo o que todos desejam ser e ter! Minha reverência à África e a toda a sua grandeza! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3214003419946729782?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3214003419946729782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3214003419946729782' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3214003419946729782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3214003419946729782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/06/south-africa.html' title='South Africa'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TBJJmL2269I/AAAAAAAAAHA/NSg7fXISr7I/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-2047200558138303136</id><published>2010-05-21T16:52:00.000-07:00</published><updated>2010-05-22T12:47:36.532-07:00</updated><title type='text'>Dessemelhante</title><content type='html'>Somos todos iguais perante Deus e, creio que só perante ele. Já assisti alguns filmes (dos quais os que mais me marcaram foram Coisas Belas e Sujas, Jean Charles e Hotel Ruanda) onde o outro, imigrante, de outra raça, com outros costumes, ou seja, o diferente é automaticamente classificado, rotulado, pichado e, então, descartado, sem antes, é claro, uma grande carga de sofrimento, que vai além de carregar o fardos já citados, envolve, língua, comportamento etc. Até mesmo quando convivemos com o diferente diretamente, ainda assim e, talvez, principalmente, aí, é que o sujeito dessemelhante sofre com a discriminação. Assim acontece com os negros, com os gordos, com os de cabelos embuchados, e tanto outros pejorativos usados tão distintamente aqui na Bahia. Mas, não é só aqui, pelo que se vê nos filmes, é em todo lugar. No livro O Caçador de Pipas, o tema volta a tona, do mesmo jeitinho que aqui no Brasil, só que, em outra língua... Mas a injutiça não pára aí, porque parece que as ofensas verbais não dilaceram tanto quanto se gostaria. Será? Talvez porque a marca e o grito não sejam visíveis e audíveis, respectivamente. Então, se faz necessário colocar a mão na massa, digo, na arma (seja ela qual for) e, com ela em mãos permirtir-se gozar de prazer e poder com a humilhação do outro e com os gritos de clemência e de dor do outro, que em última análise, não é como nós....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças gostam do diferente, se assustam, se comovem, mas aprendem com seus pais, desde cedo, sem pensar, como devem tratar tudo aquilo que difere.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que as coisas são assim desde que o mundo é mundo, desde que os nômades viraram senhores de terras. Mas hoje estou um pouco escura, cansada, talvez, de assistir de camarote tantas violências, acho triste! Mas, como diria meu pai, "O mundo é cão, mas nós que não somos temos que fazer a nossa parte"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-2047200558138303136?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/2047200558138303136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=2047200558138303136' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2047200558138303136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2047200558138303136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/05/dessemelhante.html' title='Dessemelhante'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1912378729086456264</id><published>2010-05-19T10:43:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T11:31:35.986-07:00</updated><title type='text'>Isto é incrível!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S_Qs1QSSJTI/AAAAAAAAAGo/qfMvmqvTKLQ/s1600/imagesCA43EPY7.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 118px; FLOAT: right; HEIGHT: 81px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473048740578338098" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S_Qs1QSSJTI/AAAAAAAAAGo/qfMvmqvTKLQ/s320/imagesCA43EPY7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem algumas coisas que escutamos que parecem vindas de uma outra realidade, uma bem distante, mas que, infelizmente, são reais, são do que tipo que entrariam para o Isto é Incrível, chamada de um dos programas do Sílvio Santos nos anos 80. Num único dia, escutei três.... Isto só pode entrar para o livro dos recordes!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma senhora retira R$15.000,00 do banco para pagar dívidas (também que estúpida! Tirar todo o dinheiro de vez...) Aí, no caminho para seu segundo pagamento se dá conta que seu celular estava clonado. Resolve, então, dar queixa do fato. Pára na delegacia mais próxima, sempre com a bolsa colada no corpo. E quando está prestando queixa na delegacia, relaxa, desprende-se um pouco da bolsa, afinal, ela estava numa delegacia e aí... Isto é Incrível... é roubada na frente de todos os policiais, que muito bem treinados e/ou muito bem comprados, nada fazem, assistem a cena (comendo pipoca?) da luta corporal (fazendo apostas de quem levaria a melhor?) entre a senhora e o ladrão. Prestem atenção novamente, ela estava dentro da delegacia cheia de armas e cercada de policiais (ladrões?). ISTO É INCRÍVEL!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A segunda:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um padre sai da sua cidade para realizar um casamento em outra. Após o término da celebração, o padre resolve tomar uns cálices de vinho, o sangue de Cristo, só pode fazer bem... Alguns minutos depois, alcoolizado (por ciúmes do noivo, que não casou com ele?), faz um strip (alguém o estava pagando para isto? Será que foi uma aposta?), tira toda a roupa e pega o carro (dirigir alcoolizado é crime e dá cadeia! Será?!) e sai dirigindo pela cidade. Se via um gatinho (de preferência bem jovenzinho, para admirá-lo mais!) parava mostrava os documentos e se não demonstrassem interesse, ele prosseguia. Afinal, com aquele corpicho alguém, com certeza, iria desejá-lo (quantos pecados numa única noite o cara estava cometendo? Católicos, por favor, respondam!). Até que o surreal acontece. O sonho erótico do padre estava se tornando real. Um homem, de 1,80 o pára na rua, fantasiado de policial e tudo! Já saiu com o pinduricalho em riste. Como não era sonho coisa nenhuma, o policial dá voz de prisão para o elemento. O pileque do padre passa na hora e ele, tentando se explicar, oferece uma grojinha para o tipão, que, tipão mesmo (com moral e bons costumes!) recusa e o padre vai preso. Agora, isto é incrível...o cara, coitado, padre, aliciador, nu, alcoolatra,irresponsável, está solto (foi liberado no dia seguinte, na manhã seguinte!!!!), já que o mesmo não representa um risco para a sociedade (quem representa um risco então?! Eu?!). E o advogado do padre ainda foi tentar explicar o ocorrido. Como é que alguém explica isto, minha gente?! É verdade, foi comédia americana no último! Só faltou o advogado dançar com o padre no final. ISTO É INCRÍVEL!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A terceira:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabe aquela máxima de baiano, a vida tá boa? A vida tá uma lástima?, a solução para os problemas é "comer água! Mané remédio?! Meu remédio é cachaça!"Agora, imagine só você, os baianos todos no bar, assistindo o Ba x Vi (que reúne meia Bahia, literalemente) e, pimba, vem os "homi" de arma na mão, se sentindo semi Deuses (porque se não fosse morrer igual a todo mundo que eles conhecem que morreram de tiro, eles, definitivamente, seriam Deus!) e levam tudo, as carteiras, os cigarros, os celulares, as bolsas, os relógios, a TV e o DVD do bar, além de todo o dinheiro do caixa e uma brahma para comemorar! (Porque os bichos são ruins, mas são baianos!). Aconteceu igualzinho no Rio Vermelho, na Pituba, no Horto.... ISTO É INCRÍVEL!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deste jeito a violência deixará de ser a exceção e passará a ser a regra. Os homens deixarão de ser seres humanos para serem animais irracionais e totalmente raivosos. Desse jeito, está muito difícil acreditar no bem em cada uma das pessoas, porque comum mesmo está sendo deixar de olhar no olho das pessoas, mas avaliá-las rapidamente, para saber qual a melhor escapatória. Difícil será continuar sobrevivendo nesta terra que dá sinais de estar virando Terra de Niguém!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1912378729086456264?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1912378729086456264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1912378729086456264' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1912378729086456264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1912378729086456264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/05/isto-e-incrivel.html' title='Isto é incrível!'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S_Qs1QSSJTI/AAAAAAAAAGo/qfMvmqvTKLQ/s72-c/imagesCA43EPY7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3253587894498114284</id><published>2010-05-07T06:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-07T06:39:02.300-07:00</updated><title type='text'>Como nossos pais</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S-QXtzWG5dI/AAAAAAAAAGg/1pSbMFl2OJI/s1600/images2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 130px; FLOAT: right; HEIGHT: 130px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5468521923179111890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S-QXtzWG5dI/AAAAAAAAAGg/1pSbMFl2OJI/s320/images2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PTfont-family:'Trebuchet MS','sans-serif';font-size:10;color:#555555;" lang="PT"   &gt;“Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo o que fizemos. Ainda somos os mesmos e vivemos, como os nossos pais” (Belchior)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PTfont-family:'Trebuchet MS','sans-serif';font-size:10;color:#555555;" lang="PT"   &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="LINE-HEIGHT: 115%;font-family:'Arial','sans-serif';font-size:8;"  &gt;Você me diz que seus pais não lhe entendem, mas você não entende seus pais. Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo. São crianças como você, o que você vai ser quando você crescer?” (Renato Russo)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sei que o tema é antigo, que muitas pessoas já pensaram, comentaram, cantaram e filosofaram a respeito, mas quando é a gente que se dá conta, a coisa muda de cor, de forma, faz mais sentido. Venho pensando neste tema há um tempo, mas hoje, veio o texto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava trocando presentes no Shopping quando encontro a mãe de uma colega de trabalho. Eu a reconheci e fui falr com ela. Me surpreendi o quanto ela e minha colega falavam e gesticulavam da mesma maneira, como as duas pareciam uma cópia um pouco alterada uma da outra. Tal foi minha surpresa ao chegar na nutricionista, mãe de minha prima e me dar conta de que não era apenas a forma de falar e de gesticular que eram similares, até os esquecimentos eram os mesmos! E fiquei ponderando o quanto eu havia copiado de meus pais. Sei que aprendemos por imitação e passamos a vida copiando os gestos alheios de modo consciente ou não. Eu mesma era rainha da cópia, sotaques, gestos, tudo minha antena captava era imediatamente absorvido e copiado. Mas, hoje, após anos de terapia, comecei a perceber minhas mudanças. Deixei de me organizar e organizar a casa como minha mãe, de esquecer as coisas como meu pai, de lidar com o outro, meu companheiro, como minha mãe lida com meu pai e tantas outras coisas, que, com certeza, não são tão conscientes assim e dei um " SALVE" para minha dura e bruta quebra do cordão umbilical que ocorreu tarde, mas que ocorreu. Disse um "ALELUIA" por estar em terapia e me permitir ver as cópias e ter força e apoio para mudá-las. E finalmente, gritei "VIVA" por, num mundo com tantas cópias, onde o slogan "nada se cria, tudo se copia" é extensamente utilizado, onde as cópias originais de produtos importados e extremamente caros são bastante popular (todo mundo quer óculos da Gucci, uma bolsa Louis Vitton, um relógio Cartier...), dei um viva por estar buscando ser a exceção à cópia, um modelo original e realmente novo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3253587894498114284?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3253587894498114284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3253587894498114284' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3253587894498114284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3253587894498114284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/05/como-nossos-pais.html' title='Como nossos pais'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S-QXtzWG5dI/AAAAAAAAAGg/1pSbMFl2OJI/s72-c/images2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3669197052303191714</id><published>2010-04-07T12:55:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T13:08:13.130-07:00</updated><title type='text'>A força das palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S7zmDBRaxwI/AAAAAAAAAGY/-EkKrlt46x0/s1600/images2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; FLOAT: left; HEIGHT: 95px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5457489788021688066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S7zmDBRaxwI/AAAAAAAAAGY/-EkKrlt46x0/s320/images2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As palavras têm uma força difícil de dimensionar. Já li e pensei sobre isto várias vezes, mas nada me afetou amis a vida que ter que remodelar o vocabulário. QUando era adolescente que não usava gírias, nem falava palavrões, me sentia tão inadequada que tive que modificar minha verbórreia. Ela cresceu e tomou proporções inimagináveis. Uma mulher de 32 dizendo, " véio, qué q c manda?" É tão artificial, quanto uma adolescente que não xinga. Outra vez, percebo que a re-modelagem se faz necessária. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sempre medi as plavras e isto não me pareceu me ajudar muito, resolvi parar de medi-las e deixar elas virem, hoje esta técnica também não funciona. ACho que agora é a hora de medir as palavras. Vejo isto na Antiginástica, como na vida. E tudo parece apontar para este caminho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um "tudo bem"? É bem diferente de um "menina, que terrível!", principalmente em momentos de crise, assim como um "poxa, meninos, fiquem tranquilos", é muito melhor, que "porra!"...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3669197052303191714?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3669197052303191714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3669197052303191714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3669197052303191714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3669197052303191714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/04/forca-das-palavras.html' title='A força das palavras'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S7zmDBRaxwI/AAAAAAAAAGY/-EkKrlt46x0/s72-c/images2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-9195788164640679428</id><published>2010-03-25T06:06:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T06:25:08.763-07:00</updated><title type='text'>Sósias - Ou o dia que que Cris veio em outro corpo para o Brasil</title><content type='html'>Faz muito tempo que não saio, mais tempo ainda que não vou ao bar e restaurante Pós Tudo. Vivo e resistindo há mais tempo que qualquer outro bar no Rio Vermelho, este bar tornou-se ponto de encontro dos alternativos e dos roqueiros desde os anos 90, que me lembre.... Ir a este lugar me traz memórias vivas de quem eu era e das pessoas que me compreendiam e comigo andavam apesar dos pesares... Assim que cheguei, parecia estar sendo assaltada pela imagem de velhos conhecidos, como Rogério gordo, figura lendária e muito conhecida no cenário rocker baiano. Mas ele e sua trupe não me causaram surpresa, esta veio mesmo quando na mesa a minha frente estavam sentados Cris, Tati e um amigo comum delas. Gente, fiquei tanto tempo encarando Cris, porque Tati mora na BA, seria possível encontrá-la na noite, mas Cris que mora na Alemanha?! Será que ela tinha vindo ao Brasil? Fiquei na dúvida se era realmente ela e, por sito, a fiquei encarando, se fosse Cris, ela falaria comigo. Mas a longa encarada não surtiu o efeito esperado, ela não se levantou e veio falar comigo, ela ficou desconcertada e teve que mudar de cadeira porque tinha uma lésbica invasiva a encarando. Incrível! O mesmo cabelo, os mesmo óculos, a mesma cor de pele. Tati estava um pouco diferente, levava os cabelos cumpridos e botas pretas com polaina (tão característico do seu estilo há um tempo atrás). Não fiquei satisfeita, e quando levantei para ir lá e ter certeza de que não era Cris, ela se levantou e foi embora. Nossa, voltei para casa, ávida por notícias da verdadeira Cris, mas seu blog estava vazio. Fiquei me perguntando o quanto disto era delírio, o quanto era saudosismo, o quanto era a possibilidade de que, em algum lugar, há alguém que se parece bastante com a gente, para lembrar que somos únicos nas personalidade e não somos únicos nas características. Cris, na Alemanha ou em Salvador, você continua sendo uma das pessoas mais originais que conheci! Aquele abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-9195788164640679428?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/9195788164640679428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=9195788164640679428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/9195788164640679428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/9195788164640679428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/03/sosias-ou-o-dia-que-que-cris-veio-em.html' title='Sósias - Ou o dia que que Cris veio em outro corpo para o Brasil'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4885512936945592360</id><published>2010-03-01T13:03:00.000-08:00</published><updated>2010-03-01T13:37:20.129-08:00</updated><title type='text'>O que minha imaginação me propicia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S4wzgoIkwyI/AAAAAAAAAGQ/uTU9nrIoJFU/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 101px; FLOAT: left; HEIGHT: 140px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443782685206299426" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S4wzgoIkwyI/AAAAAAAAAGQ/uTU9nrIoJFU/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando era pequena, lembro de ter uma imaginação bastante fértil, mas jamais roubaria o posto de criativa e escritora da família de minha irmã. Ela era fera. Criava jogos, textos e estórias quase todos os dias. Eu, por outro lado, imaginava toda sorte de coisas da idade. Tinha amigos imaginários, um namorado imaginário, vivia milhares de aventuras com diversos temas, que me intrigavam e, sempre, sempre me dava bem. Claro que minha vida não era, exatamente, feita de lances perfeitos, meus foras eram homéricos e constantes e, minhas queridas irmã e prima, não os deixavam passar sem maiores constragimentos (além do já sofrido, seja ele qual fosse), mesmo anos após os fatos já terem caducado...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas, minha memória desde que me entendo por gente me prega peças. Lembro de uma vez, ainda na escola que uma professora nos pediu para escrever um texto (não lembro sobre o que, nem em que série estava). Sei que o escrevi, mostrei para minha irmã, meu super ego. Na minha cabeça era assim, eu consegui deixar outra pessoa ler, então, eu gostei, se deixei minha irmã ler, é porque aguardo críticas e o momento em que terei que re-escrevê-lo. Para meu engano, ela adorou o texto e saiu correndo gritando pela casa, querendo mostrá-lo aos meus pais, dizendo, aos berros: "olha o que Paola escreveu!" Sei que não foi por maldade, foi por pura alegria, mas sei que desde dia em diante, senti tanta vergonha, me senti tão exposta, que só me dispus a escrever depois dos trinta. Aos 17 anos me vi bloqueada e tive que fazer classes extras de redação para ver se algo saía, mas, nada. Olhava para o papel, ouvia os gritos de minha irmã, ficava nervosa e pimba, página vazia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pensei que quanto mais velha ficasse ou quanto mais anos de terapia fizesse, melhor ficaria...Mas isto não ocorreu, sempre que algo é importante para mim e meu valor está em jogo, me esvazio. Se tenho que provar algo ao outro, provo que sou péssima. Se não tenho que provar nada, sou ótima. Assistia aos jogos de inverno e pensava, nossa, se fosse eu para patinar para este público todo, já teria caído e ficado frustrada anos a fio.... Acho que ainda preciso de muita terapia!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, aqui, com meu quadro de horários, bem aberto, trabalhando do jeito que gosto, com tempo para criar e respirar, me veio a cabeça que teria sido uma boa idéia se tivesse me tornado escritora. Comecei a me imaginar, assim, uma Martha Medeiros (uma das minha autoras favoritas), e fui me vendo com os mesmos horários de hoje, mas com obrigações distintas. A tarefa de escrever o que me viesse à cabeça como tema. E pronto, comecei a imaginar um texto e, antes mesmo de chegar ao final, já me sentia escritora. Para não me limitar à minha imaginação como fazia quando criança, resolvi colocar a mão na massa. E... pimba! Veio este texto. Talvez para provar a mim mesma que se quisesse seria capaz de realizar tudo o que minha imaginação me propicia e ir além.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4885512936945592360?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4885512936945592360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4885512936945592360' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4885512936945592360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4885512936945592360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/03/o-que-minha-imaginacao-me-propicia.html' title='O que minha imaginação me propicia'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S4wzgoIkwyI/AAAAAAAAAGQ/uTU9nrIoJFU/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-83344418991493887</id><published>2010-02-10T07:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T08:16:08.955-08:00</updated><title type='text'>Já é carnaval na cidade, acorda para ver!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S3LbvVAkDDI/AAAAAAAAAF4/nPTY6jfRxEQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 118px; FLOAT: left; HEIGHT: 118px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436649306329451570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S3LbvVAkDDI/AAAAAAAAAF4/nPTY6jfRxEQ/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Morando na Barra, e assistindo de camarote a cidade lotar de turistas malcheirosos, alcoolizados e coloridos, agregando mais fedor e mais poluição visual, física e sonora para a cidade. As ruas vão transformando-se em cercos montados sejam de camarotes, de módulos policiais ou postos de ajuda ao público. A música da gente baiana (arrocha, pagode, axé e outras que não podem ser enquadradas nas categorias anteriores, por pior que sejam, como o chiclete e asa de águia e o tomate...) vai se espalhando em carros de som, em passagens de som nos trios elétricos, nos carros dos braus da cidade, que parecem ter se multiplicado e se espalhado por todos os postos de gasolina da cidade. A cerveja já é sentida a kilômetros de distância seja no bafo alheio, seja nos becos e nas ruas, assim, como o cheiro de urina, que parece acompanhar, não sem propósito, o caminho do álcool. As pessoas usam roupas mais curtas, mais vivas e coloridas. A moda agora são shorts que parecem abrigar fraldas, mas o mini shorts, que escodem muito pouco, parecem jamais sair de moda, para os homens, bermudas xadrez, sandálias de couro e, o que também parece nunca sair de moda, os bonés. Além de tudo isto, as pessoas estão mais abertas, mais sorridentes, mais foguentas e mais agressivas. Todo mundo parece estar a procura de alguém e olhares de soslaio, que miram, seguem, acompanham, checam estão por todas as partes quase deixando todos vesgos de tanto movimento. Os ensaios gerais estão por toda parte, timbalada, chiclete, araketu, jau e tantos outros, andam sempre lotados, apesar dos valores exorbitantes cobrados. E a população ainda reclama da falta de dinheiro. Como, minha gente, este poovo que inicia e termina o verão bebendo, indo para praia, para os shows, para os ensaios, e tudo o mais, ainda reclama da falta de dinheiro. Só se for da falência pós carnaval! Os problemas da cidade parecem gritar, mas todos parecem estar falando mais altos pelo simples desejo de não serem incomodados, apenas, notados. Todos os anos é a mesma coisa. Mas este ano, talvez pelo clima mais quente, pelo maior número de turistas na cidade, pelo crescimento da miséria, talvez por tudo isto junto, a cidade está insuportável. Voltar para casa sem engarrafamentos, sem parecer que acabou de voltar do spinning, ou que acabou de sair do banho e esqueceu de se enxugar (sim, o ar condicionado em Salvador deveria ser item obrigatório no veículos e nos transportes públicos). Enfim, voltar para casa sem se estressar revela-se como uma obra zen criada por um escritor que vive isolado numa Índia distante, ou como consequência de uma sessão pesada de maconha ou massagem. E o prefeito delicadíssimo ainda se expõe num programa de rádio, comandado por um ex prefeito da cidade ladrão, corrupto e cara de pau, pois hoje dirige o referido programa, deferindo impropérios para o público que liga, para seus colegas de trabalho e para os governantes da cidade. O prefeito, revoltado com as críticas responde a altura do programa e da população baiana que o elegeu, dizendo que a culpa da poluição e dos engarrafamentos era dos baianos, que eram mal educados e que a prefeitura nada a tinha a ver com isto. Acho que o comentário infeliz serve como exemplo típico de como é o povo baiano, a culpa é sempre do outro, e não se fala mais nisto, porque, afinal de contas, já é carnaval e a gente só começa a repensar a vida, depois de desfrutar todos os podres, todos os pecados, todos os amores, todos os desgostos, todos os oderes, todos os podres e rigores do carnaval. E já é carnaval na cidade, acorda para ver!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-83344418991493887?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/83344418991493887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=83344418991493887' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/83344418991493887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/83344418991493887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/02/ja-e-carnaval-na-cidade-acorda-para-ver.html' title='Já é carnaval na cidade, acorda para ver!'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S3LbvVAkDDI/AAAAAAAAAF4/nPTY6jfRxEQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5679260468766544568</id><published>2010-01-29T17:18:00.000-08:00</published><updated>2010-01-29T17:29:02.930-08:00</updated><title type='text'>Eu tava aqui pensando...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S2OLUSKD_II/AAAAAAAAAFo/bsMzVO5AEKY/s1600-h/imagesCAMGKG4Y.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 77px; DISPLAY: block; HEIGHT: 118px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432338756126637186" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S2OLUSKD_II/AAAAAAAAAFo/bsMzVO5AEKY/s320/imagesCAMGKG4Y.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu estava aqui pensando e algumas questões simplesmente me parecem inexplicáveis...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;1- Por que o EUA estão sempre achando que podem primeiro invadir, depois destruir e por fim reconstruir, pousando aí de heróis?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;2 - Por que são eles que espalham doenças que afligem populações inteiras, viram pandemias e depois, são eles mesmos que se incumbem de encontrar o antídoto, novamente, pousando de heróis?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3 - Por que este país se acha todo de toda a Terra?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;4 - Por que ele crê que todos são uma ameça, se só ele é uma ameaça apra o mudno, já que é ele que detém quase todo o armamento do planeta e é ele mesmo que o vende?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;5 - Por que ele chama outros países e outros cidadãos de terroristas, se são eles que criam o terror?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;6 - Por que são eles que tem recursos suficiente para ajudar o Haiti, mas para lá eles só enviam soldados, que oprimem a população com suas ferozes armas em punho?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;7 - Por que criam a imagem de inimigo de tudo aquilo que desconhecem?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;8 - Como conseguiram poluir não só o céu como a órbita da Terra?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É, eu acho que vou pensar em outra coisa...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5679260468766544568?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5679260468766544568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5679260468766544568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5679260468766544568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5679260468766544568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/01/eu-tava-aqui-pensando.html' title='Eu tava aqui pensando...'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S2OLUSKD_II/AAAAAAAAAFo/bsMzVO5AEKY/s72-c/imagesCAMGKG4Y.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-7315387325563454739</id><published>2010-01-16T11:02:00.000-08:00</published><updated>2010-06-05T12:26:29.687-07:00</updated><title type='text'>O Escritor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S1IPGCF1zDI/AAAAAAAAAFg/9q60Be646Ag/s1600-h/AQ38U3LCAQWPVL5CAC3A2RWCATQUWKRCAUHD8OPCALRZFDECABSA99NCAZK6ERJCAAG46KHCAX61SEQCA8F9LLVCAY7M7I8CAY40J4VCACP9887CA5YYWP3CASIWU55CALBWGU7CAPZS0X5CAGHR9I9.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 111px; DISPLAY: block; HEIGHT: 104px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427417097249868850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S1IPGCF1zDI/AAAAAAAAAFg/9q60Be646Ag/s320/AQ38U3LCAQWPVL5CAC3A2RWCATQUWKRCAUHD8OPCALRZFDECABSA99NCAZK6ERJCAAG46KHCAX61SEQCA8F9LLVCAY7M7I8CAY40J4VCACP9887CA5YYWP3CASIWU55CALBWGU7CAPZS0X5CAGHR9I9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;(Dedico este conto a meu pai, que escolheu seu caminho para ser feliz&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;)&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Era uma vez um homem. Um destes homens comuns. Na verdade ele era menos comum do que se julgava, mas, também, não tinha nada demais. Quando jovem se prometeu que teria muito mais do que sua modesta família poderia lhe prover e logrou. Fez tudo o que pode para abrir as arestas de sua alma, mas, só mais tarde se deu conta que tudo o que queria descobrir era a natureza e a natureza das mulheres. Acabou casando-se com a mais fechada de todas, porque o mistério lhe agradava. Trabalhava todos os dias, em todos os seus três empregos, sem que isto lhe parecesse um grande fardo, apenas algo a ser feito. Nenhum dos seus três empregos, no entanto, lhe parecia assim uma Brastemp - geladeira formidável que havia acabado de adquirir, só para descobrir o que queria dizer a propaganda... Seu maior prazer mesmo era voltar para casa e levar a família inteira para praia, tomar umas cervejas, bater um baba e ver as mulheres desfilando a sua frente de biquínis. Se pudesse ter companhia para um bom papo, tanto melhor. Teve duas filhas, elas não eram nada parecido com o que havia sonhado e eram exatamente tudo o que havia sonhado, muito diferentes&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;dele e, ao seu modo muito parecidas.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Foi só aos quarenta que descobriu o prazer da escrita, depois de ter sido elogiado inúmeras vezes pelos discursos que escrevia para os prefeitos e governadores da cidade. Aí, começou a achar que poderia ter jeito para coisa e era uma maneira de aquietar sua mente tão frutífera em sonhos e delírios imaginativos e ainda poderia colocar no papel suas inquietações. Como sempre muito planejado e rígido consigo mesmo, não deixou seu prazer interferir nos demais prazeres, nem nas suas obrigações de vida diária, como o supermercado, a praia, o baba e os três trabalhos, a fora o cinema, o teatro e o parque com as filhas – aí abro um parênteses, se ele soubesse que as filhas iriam seguir carreiras tão pouco rentáveis nesta área teria dedicado menos tempo ao ofício cultural e mais ao laboral.... Escrevia páginas inteiras e depois as rasgava por pequenos erros de ortografia (nunca fora assim tão bom no português), para, por puro desfrute, reescrevê-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Escrevia, absolutamente tudo o que passava por sua cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Um dia, tudo o que conseguia escrever era sobre a tristeza da morte, sua irmã havia ido embora e seus irmãos haviam-no encarregado de lidar com todas as árduas tarefas que acompanham a morte. Ele nunca conseguiu realmente se recuperar de ter encontrado o corpo da sua irmã já azul, no chão do necrotério do hospital. Deste fato nasceram os contos, “A Mulher Azul” e “A Santa vestia Azul”. Ele sabia que sua irmã não era santa coisa nenhuma, mas depois da morte, parece que todo o passado vira pó e a pessoa só é lembrada por tudo o que fez de bom, por todos os toques positivos. Sentia uma falta enorme de seu pai, que o havia deixado vítima de um câncer generalizado. Rígido e correto, seu pai havia lhe ensinado tudo, inclusive que na vida se leva pouco, mas se carrega um peso danado de se levar os outros, entes nem sempre tão queridos, mas entes, nas costas. Seu pai havia sido seu modelo de homem, de pai, de disciplina. Sua partida, tão inesperada, foi como uma facada em seu peito jovem e o envelheceu uns dez anos. Sem seu pai se sentia órfão e sua partida o cobriu com um sentimento de obrigatoriedade em dar suporte físico, financeiro e psicológico para toda sua família, para alegria geral de seus irmãos e irmã (que prontamente se aproveitaram do fato) e para desgosto e surto de sua esposa, que, simplesmente, não conseguia compreender o porquê dele tornar-se provedor dos irmãos mais velhos, mais ricos e mais espertos que ele. Mas, ainda tinha sua mãe, para conforta-lhe o coração, quando, em determinados momentos da vida, tudo o que queria era o colo dela, por mais que não pedisse e não recebesse afagos, o simples fato de tê-la por perto, já lhe fazia vir a mente a imagem dela preparando o café com pão e manteiga na sua infância. Esta era sua memória favorita e mais revisitada quando o mundo parecia desmoronar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Entretanto, dez anos depois, quando já se encontrava na casa dos 60, foi a vez de sua mãe se despedir. Sua partida foi como se um assassino de sangue frio tivesse afundado uma navalha em seu peito quinhentas vezes, sem piedade. Não recebeu o abraço de ninguém, a única pessoa que lhe abraçou, a médica que lhe trouxe as más novas, fez com que desabasse em lágrimas, fato que não ocorria, desde a morte de sua irmã azul. Vira sua mãe definhar após uma queda boba, aos 91 anos, não conseguia não sentir-se culpado por sua morte, já que a mãe havia lhe implorado para tirá-la do hospital, pois não desejava morrer ali, sozinha. Fato que acabou ocorrendo, já que ele não teve paciência, nem jogo de cintura para negociar com seus três irmãos, que já sentiam o cheiro da herança da costureira e uivavam como lobos. Vendo-a definhar no hospital, implorou a Deus que, em sua benevolência, a levasse. E Deus o fez, duas semanas depois. Achou que aquilo era um milagre e tornou-se católico fervoroso, culpado pela morte de sua mãe e por odiar aquele Deus misericordioso, que um a um lhe roubava a família.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E sua vida foi sendo escrita, memória por memória, sem ele dar-se conta que escrevia suas memórias em suas linhas fantasiosas. Mas, a vida era dura e traiçoeira e lhe roubava ano a ano sua juventude. Já não subia em coqueiros, já não ia todo o final de semana para praia, já não via os amigos – aqueles filhos da puta que lhe disseram que estava velho demais para continuar no time de futebol – já não viajava para lugares exóticos, já não tomava banho de rio, já não era requisitado no trabalho, como antes. E ainda inventaram o computador, esta droga tecnológica, que ao invés de lhe ajudar a facilitar a vida, como diziam todos, só lhe atrapalhava. O que havia de errado com as máquinas de datilografar que lhe havia custado tanto tempo e dinheiro para conseguir lidar? Quando finalmente dominava uma tecnologia, ela já era ultrapassada e foi assim, que ele foi se sentindo também. Já era convidado por senhoras – bruacas, derrubadas - que aparentavam ter o dobro da sua idade para a fila do idoso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;E o mundo foi se tornando um local inóspito. O mundo e todas aquelas pessoas que pareciam querer lhe excluir. Foi buscar refúgio na família, seu porto seguro, mas ninguém parecia compreender seu drama, nem mesmo suas filhas. Foi aí que tomou a decisão de isolar-se. Resolveu aposentar-se e dedicar seus dias a escrita. Passava tantas horas, escrevendo em sua escrivaninha (à mão, porque jamais voltaria a usar aquela porcaria de computador que apagava seus trabalhos e o fazia sentir-se patético e ignorante), que um dia viu-se preso em suas estória. Vivia-as de modo tão intenso, que foi se afastando do mundo real. O mundo real virou seu mundo de contos, onde os gatos falavam, órgãos sexuais voavam e os personagens falavam tanto que não se compreendiam e o confundiam e, por isto, sua vida tornou-se uma seqüência de estórias sem pé nem cabeça, sem começo, nem fim, mas ali, ele sentia-se seguro, sentia-se feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Era uma vez um homem, que entrou em seus contos, perdeu-se e foi feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-7315387325563454739?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/7315387325563454739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=7315387325563454739' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7315387325563454739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7315387325563454739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2010/01/o-escritor.html' title='O Escritor'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/S1IPGCF1zDI/AAAAAAAAAFg/9q60Be646Ag/s72-c/AQ38U3LCAQWPVL5CAC3A2RWCATQUWKRCAUHD8OPCALRZFDECABSA99NCAZK6ERJCAAG46KHCAX61SEQCA8F9LLVCAY7M7I8CAY40J4VCACP9887CA5YYWP3CASIWU55CALBWGU7CAPZS0X5CAGHR9I9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-2879224980698951154</id><published>2009-12-30T04:48:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T04:49:16.233-08:00</updated><title type='text'>Sogras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SztPv6GfQ2I/AAAAAAAAAFY/LX1Q4dRvYEk/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 139px; FLOAT: right; HEIGHT: 114px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421014260939440994" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SztPv6GfQ2I/AAAAAAAAAFY/LX1Q4dRvYEk/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ano atribulado, onde a rotina anestesiante roubou o lugar do bem estar e abriu alas para a falta de qualidade de vida. Eis, que estou eu às voltas em como mudar, a que dar prioridade e foi justo aí, no final de dezembro que ela chegou, loira, de camiseta colada e mini saia, chamando Marcos de filhinho da mamãe, perguntando se ele queria comidinha, que lavasse a roupa dele, cortasse suas unhas... E eu, pensando, "essa velha tem que ir embora imediatamente". Anos de terapia para não infantilizar meu respectivo, para não me tornar sua mãe e, sim, sua esposa e chega a velha para colocar a casa abaixo. Passei a primeira semana, só de olho, observando e pensando comigo que não tinha que ser boazina com ela, nem ficar ouvindo como era boa a ex de Marcos. Na segunda semana - É! porque o filhinho da mamãe a convidou para ficar um mês, enquanto ele ficava trabalhando, eu ficava tarde e noite em casa, porque só trabalho pelas manhãs agora... - chegava morta (com o cansaço do ano inteiro acumulado) e lá vem as filhas dele. Eu, a sogra e as filhas em casa e ele, trabalhando. E eu, só na terapia me convencendo que não era mãe, nem babá de ninguém! Faço um almoço para meus pais e ela diz que minha mãe era visita e eu respondi: " não, ela não é visita, ela é minha mãe!" - Fiquei coçando para não dizer que ELA era a visita... apesar de ter passado a manhã na cozinha. Aí, na terceira semana entreguei os pontos, já estava achando ela ótima! Ela limpa, cozinha, cuida das crianças, dos gatos, da planta. Parou de falar da ex, após certos comentários pouco doces meus... Meu Deus, cheguei a conclusão que essa mulher é uma mão na roda e me dei conta que ela se faz útil, necessária, para se fazer bem quista, para se fazer amada. E logra! Aí, foi que vi que Salvador foi assaltada por uma chuva de sogras (ou será que elas já estavam lá?!), no mercado, todas de mini blusa, mini saia, shortinho (mini tudo! Mas saltos enoooorrmes!) , com corpos sarados (às vezes gordinhas, baixainhas, com um sorrizinho, mas não se enganem, não me engano!), caras de mandonas, donas do lar, dos maridos, dos filhos, das empregadas, de suas bolsas enormes que não largam para nada, esgotadas, já não sorriem facilmente, são o retrato de uma vida suspensa - carregada - de responsabilidades e elas dão conta de tudo, até de pagar pelas benditas plásticas. As sogras do ano 2000 são assim, modernas, mas tão ditadoras e tão controladas e controladoras como eram minhas avós... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-2879224980698951154?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/2879224980698951154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=2879224980698951154' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2879224980698951154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2879224980698951154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/12/sogras.html' title='Sogras'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SztPv6GfQ2I/AAAAAAAAAFY/LX1Q4dRvYEk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5554959144594382475</id><published>2009-09-25T06:13:00.001-07:00</published><updated>2009-09-25T06:14:07.182-07:00</updated><title type='text'>4 Paradas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzCFz4yhLI/AAAAAAAAAFQ/tuEzF7tM14Y/s1600-h/images2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385392659511805106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 84px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzCFz4yhLI/AAAAAAAAAFQ/tuEzF7tM14Y/s320/images2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Peguei um ônibus da Barra em direção ao Campo Grande, bem cedinho, às 07. Quando entrei no ônibus, me deparei com vários homens sentados em bancos próximos, porém distintos. Um todo de vermelho (claro que as estampas não combinavam, mas para ele estava ótimo), outro todo de preto, outro de verde e azul. O rapaz todo de preto, ligou a música do seu celular e o ônibus todo começou a escutar música sertaneja. Na primeira parada, entrou uma senhora, não falava muito alto, mas começou a chorar, contou que havia perdido o marido e o filho num acidente, que havia ficado na miséria junto com a nora e que resolveu pedir no ônibus, por mais que aquilo lhe causasse vergonha, porque sempre fora dona de casa, nunca havia trabalhado,mas não &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;agüentou ver seu neto desmaiar de fome. O choro da senhora comoveu a todos e o homem de preto, gritou de lá:? “toma aí, senhora, não precisa chorar!” E cada um dos homens coloridos foram tirando as “nicas” do bolso e dando para a velha. Na segunda parada, a velha desceu, os homens se reuniram e começaram a falar da velha, o de vermelho alfineta: “pra menino, eu não dou, mas para uma velha chorarando assim, ou vai para Globo ou tá passando necessidade mesmo!” (vocês acreditam que a velha faz isto há anos! Tem que ir para Globo!), ao passar por uma construção, comentaram: “voar baixo não é para mim, não, só gosto das alturas, dos prediões!”. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Os outros concordaram e desceram no terceiro ponto, em frente a uma construção. O quarto nem era ponto, mas o&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;motorista parou para pegar um mingau com uma senhora baixiiiiiinha, gordiiiinha, destas bem rechonchudas! Quando a moça olhou para ele, ele gritou de cá: “ quase que não parava aqui hoje!”. E a outra: “Por que, meu bem?”. O homem grande, gordo e risonho, sem perder o sorriso, “pelas coisas que você falou...”. E ela: “que coisas?”. Ele: “c sabe!”. Pra terminar a conversa com chave de ouro, depois do namoro público: “pois hoje eu volto contigo, meu bem, para você me contar tudo no ouvidinho!”. Depois desta, tive que descer no ponto! Que pena! RS &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5554959144594382475?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5554959144594382475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5554959144594382475' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5554959144594382475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5554959144594382475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/09/4-paradas.html' title='4 Paradas'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzCFz4yhLI/AAAAAAAAAFQ/tuEzF7tM14Y/s72-c/images2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4792765049398834445</id><published>2009-09-25T06:09:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T06:13:08.878-07:00</updated><title type='text'>Absurdos  Americanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzB3Q-ah3I/AAAAAAAAAFI/mCaU_r6nBlg/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385392409621989234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 90px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzB3Q-ah3I/AAAAAAAAAFI/mCaU_r6nBlg/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Foi com grande choque que ouvi a notícia (é! Eles tiveram coragem de anunciar isto) de um grande feito americano. Agora eles estão próximos de descobrir a cura da AIDS, que quase 20 anos depois de ter sido descoberta ainda não tem cura. Não querendo contaminar a própria população, os espertos americanos foram para a Tailândia, como poderiam ter vindo para o Brasil. Ofereceram dinheiro vivo e rápido para o contigente populacional sedento de comida e de uma alternativa de subsistência e infectaram uma percentagem (não mínima e que, nem de longe pode ser desconsiderada) da população, injetando vacinas que já não haviam funcionado antes, só que desta vez combinadas. O resultado? 30% da população infectada, e nem sinal de cura, apesar do criminoso cientista mostrar-se feliz por estarem mais próximos agora de, finalmente, encontrar uma cura. As opções americanas começam a se esgotar. Tailândia, down; Africa, down, Índia, down, Brasil,???? Eles já tomaram a Amazônia (os soldados já estão lá, com suas bandeiras fincadas no solo brasileiro – o que é para eles significa território já conquistado!), já invadiram cada um dos estados brasileiros com suas Mc Donald´s, Subways, Fords etc. Creio que o plano deixou de ser conquistar o mundo e tornou-se destruir o mundo, para re-construí-lo só com americanos. O bom é que gananciosos como são, acabarão por destruir-se uns aos outros. Ops, mas isto já está acontecendo?!... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4792765049398834445?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4792765049398834445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4792765049398834445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4792765049398834445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4792765049398834445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/09/absurdos-americanos.html' title='Absurdos  Americanos'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SrzB3Q-ah3I/AAAAAAAAAFI/mCaU_r6nBlg/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5895248140312538573</id><published>2009-09-20T12:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T12:37:56.053-07:00</updated><title type='text'>Partes esquecidas da cidade, partes esquecidas de mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SraEhg6VQ9I/AAAAAAAAAFA/PylrldFjDsM/s1600-h/Sobrado+da+Lapa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 87px; FLOAT: right; HEIGHT: 116px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383636115873154002" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SraEhg6VQ9I/AAAAAAAAAFA/PylrldFjDsM/s320/Sobrado+da+Lapa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caminhava outro dia pelo centro da cidade. Gosto de andar de ônibus às vezes, creio que é uma boa maneira de ver as coisas de uma outra forma e não passar pelas pessoas, se encontrar com elas! Fui fazer uma prova em Nazaré e caminhando por ali, decidi pegar um ônibus, descer no Campo Grande e ir andando para casa. Nossa, como fazia tempo que não passava por ali, era quase como se aquela parte da cidade não mais existisse no meu mapa da cidade, era como se ela estivesse morta. Foi neste instante que uma idéia me assaltou, era assim também com meu corpo, havia partes em mim, que de tanto não ir, acabei por esquecer. Sei que ela existe, mas já não passeio por ali... Re-visitar o conhecido é quase ver o velho com outros olhos, com novos olhos. E, foi pensando nisto que me senti invadida por uma alegria, que só quem viveu o re-encontro de um velho conhecido que lhe trás boas memórias, pode sentir. E hoje, apesar de sentir uma vontade grande, deixarei o texto assim mesmo, sem estar realmente terminado, porque creio que as explorações de nós mesmos, das cidades, dos tesouros, dos fósseis, sejam mesmo assim, sem fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5895248140312538573?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5895248140312538573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5895248140312538573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5895248140312538573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5895248140312538573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/09/partes-esquecidas-da-cidade-partes.html' title='Partes esquecidas da cidade, partes esquecidas de mim'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SraEhg6VQ9I/AAAAAAAAAFA/PylrldFjDsM/s72-c/Sobrado+da+Lapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1230402258255911329</id><published>2009-09-02T03:14:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T12:57:56.700-07:00</updated><title type='text'>Descobrindo meu valor (porque concordo com Cris :)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sp5JtQY0lCI/AAAAAAAAAEw/g1XV47yuCo8/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376816046968968226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 94px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sp5JtQY0lCI/AAAAAAAAAEw/g1XV47yuCo8/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de anos passeando entre experiências, profissões e diferentes carreiras, acabei parando no inglês. O ccaa foi a única cia em que me mantive por anos, mas ontem, comecei a me questionar por quê? Recebo salários advindos dos cheques dos alunos, que chegam sem fundo, borrachudos etc, minhas horas extras não remuneradas são longas e cansativas e, segundo eles, obrigatórias. Corro de um lado para o outro, me esforço para ser boa, para dar uma boa aula, para não deixar o aluno na mão, já ouvi que sou uma professora que consegue manter os alunos na casa e por isto sou privilegiada com mais turmas, aí vem mais controvérsias... Me demitem, para não ter que pagar os impostos que a empresa deve ao governo, fico sem carteira assinada por todo o primeiro semestre, fico na rua da amargura em julho, sem receber um puto, porque os outros professores que acabaram de começar, mas que, rapidamente, caíram nas graças da diretora, foram privilegiados e estes mesmos professores têm o mesmo número de turmas que eu, que sou privilegiada... Depois de julho, fiquei desesperada, peguei 9 turmas e corro entre a Paralela e Itapuã, para no fial do mês ganhar R$700,00. Ontem, caiu sobre a minha cabeça um grande sino que não pára de estalar me dizendo que sou desvalorizada, que não desejo continuar e que esta escolha em ser desvalorizada foi minha, que me mantive nesta posição e hoje digo NÃ O. Ouvi ontem de Cris, que quando tem que ser, as coisas acontecem, basta a gente confiar. Acho que não estou confiando tanto assim em mim, porque se este fosse o caso a antiginástica já estaria acontecendo, como estou vendo acontecer com algumas colegas que nem eram da área... Ontem, tive uma luz, um raio, que me partiu ao meio, me dizendo que agora é a minha vez e que eu era mais desvalorizada que livros, cds, perfumes, todos eram mais caros que eu, em resumo, eu estou sem valor, para mim e para o outro e que esta é uma posição que já não desejo mais ( não desejo isto nem ao meu pior inimigo...) Chegou a hora de me dar valor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1230402258255911329?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1230402258255911329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1230402258255911329' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1230402258255911329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1230402258255911329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/09/sem-valor.html' title='Descobrindo meu valor (porque concordo com Cris :)'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sp5JtQY0lCI/AAAAAAAAAEw/g1XV47yuCo8/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-8509323321563839663</id><published>2009-08-27T05:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-27T05:41:14.484-07:00</updated><title type='text'>Como nossos pais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SpZ-Pez1KcI/AAAAAAAAAEo/BnmtFfKaCvA/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 118px; DISPLAY: block; HEIGHT: 118px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374622009746860482" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SpZ-Pez1KcI/AAAAAAAAAEo/BnmtFfKaCvA/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Engraçado como mesmo sabendo que o que se aprendeu será repetido, ainda assim, não parecemos ter armas suficiente par lutar contra os fatos e para descobrir o novo, a fórmula acaba sendo repetida e repassada pelas gerações afora. Mesmo com muita psicologia, com muito tato, parece inato, quando nos damos conta, já fizemos. Pesquisando memórias, suas formações e seus aprendizados, descobri que para alterar um aprendizado é necessário que outro seja construído e que só quando está firme o suficiente é que ele tem capacidade de suplantar o velho. Entretato, enquanto isto não ocorre, vamos sendo como nossos pais, não importa o quanto tenhamos tentado fugir do padrão quando éramos mais jovens... Como diria Belchior:"  Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais...".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-8509323321563839663?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/8509323321563839663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=8509323321563839663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8509323321563839663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8509323321563839663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/08/como-nossos-pais.html' title='Como nossos pais'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SpZ-Pez1KcI/AAAAAAAAAEo/BnmtFfKaCvA/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-8206696750546984440</id><published>2009-07-16T06:10:00.001-07:00</published><updated>2009-07-22T06:16:45.435-07:00</updated><title type='text'>My so called life</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8n5hjKO3I/AAAAAAAAAEA/JQVZz_GvtzU/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 96px; DISPLAY: block; HEIGHT: 124px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359045950806047602" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8n5hjKO3I/AAAAAAAAAEA/JQVZz_GvtzU/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Quando eu era mais nova, eu assistia a uma série televisiva chamada “My So Called Life”, esta série me marcou tanto que anos depois do seu término (que ocorreu muito cedo na minha opinião) eu ainda buscava formas de comprá-la em VHS. Mas, graças a internet, eu consegui baixá-la e resolvi assisti-la novamente. Incrível como esta série me toca, por razões diferentes hoje que no passado. Hoje, depois de encontrar uma amiga, com quem já tive muitos altos e baixos e poder dizer para ela tudo o que jamais achei que pudesse, sem a intenção de magoar, mas de deixar clara as minhas ações, pensamentos e sentimentos, fiquei pensando nas relações humanas, nas minhas relações, como as construo, como elas mudam e peguei da série, algo que resume, tudo: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;“ There are so many different ways to be connected to people. &lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt;There are the people you feel this unspoken connection to, even knowing there isn´t a word for it. There are the people whom you´ve known forever who know you in this way that other people can´t, because they´ve seen you change. They let you change.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: EN-US" lang="EN-US"&gt; And I guess this is all part of my so called life…&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-8206696750546984440?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/8206696750546984440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=8206696750546984440' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8206696750546984440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8206696750546984440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/07/my-so-called-life.html' title='My so called life'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8n5hjKO3I/AAAAAAAAAEA/JQVZz_GvtzU/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-7371459761971002185</id><published>2009-07-14T16:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-16T06:23:28.705-07:00</updated><title type='text'>Vizinhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8oanKfGxI/AAAAAAAAAEI/v-XCd1wNw0I/s1600-h/c03jua5.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 240px; FLOAT: right; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359046519248853778" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8oanKfGxI/AAAAAAAAAEI/v-XCd1wNw0I/s320/c03jua5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;Se é o da frente, pára na minha garagem, não quer tirar o carro e ainda acha que está no direito de gritar comigo... Tomou um escândalo na cara. Se é o de baixo, vem com cinismo me dizer que eu não estava disposta a consertar meu encanamento que vazava no Ap. dele, por pura mal criação. Veja só, se eu que fui mal criada! E depois, quando entrei na casa dele, porque a porta estava aberta, depois de ter batido três vezes, pedido licença, até que perdi a paciência e resolvi entrar na casa e tirar as fotos do conserto, porque não se pode confiar em pessoas cínicas, já diria minha amiga psicanalista. Aí, vem a esposa dele me perguntar quem me autorizou a entrar. Pode?! Bom saber do tipo que mora embaixo de mim porque comecei a batucar às sete da manhã, porque desperto de bom humor e espero que eles também! Se é o de cima, vem me dizer que não vai consertar o encanamento que está vazamento no meu teto de gesso, porque consertou o encanamento do andar de cima. Agora me diga, o que eu tenho haver com isto?! Já mostrei tudo para as pessoas que estão trabalhando na casa dele, já mandei as fotos dos canos furados para ele e nada. Falei com o síndico e se isto também não der em nada, vou ser obrigada a ter mais um processo judicial nas costas e vou aproveitar para usar os R$200,00 que este zinho veio me oferecer para trocar todo o encanamento e a mão-de-obra... Vizinhos, bah! É melhor não tê-los, não falo com nenhum deles mesmo desde que cheguei no prédio e quando falei, foi pelas razões expostas acima. Vá pra porra, viu!&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;A pessoa vai morar na Barra, achando que vai encontrar finesse. Já vi que educação é coisa rara e limite é algo que deve se proliferar e ficar escancarado na janela, na porta, na grade, feito cão de guarda. E nem chego perto, porque,a partir de agora, eu mordo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-7371459761971002185?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/7371459761971002185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=7371459761971002185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7371459761971002185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7371459761971002185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/07/vizinhos.html' title='Vizinhos'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sl8oanKfGxI/AAAAAAAAAEI/v-XCd1wNw0I/s72-c/c03jua5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4035866190667194526</id><published>2009-06-10T12:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T04:11:39.316-07:00</updated><title type='text'>Contando estórias</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SjYsYonpZRI/AAAAAAAAADo/Oh_a_6N51tQ/s1600-h/images%5B8%5D.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 120px; FLOAT: right; HEIGHT: 98px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347510409281234194" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SjYsYonpZRI/AAAAAAAAADo/Oh_a_6N51tQ/s320/images%5B8%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo começou quando ainda menina, sentava, atenta, no chão para ouvir as estórias de meu pai. Mais tarde, eram as estórias da minha irmã, que se misturavam as estórias de Ziraldo, Jorge Amado, Clarice Linspector e tantos outros autores. Quando completei 31 anos, ganhei um livro de estórias, chamado Mulheres que correm com os lobos. E, neste mesmo ano, vieram para Bahia os Tapetes Contadores de Histórias com suas técnicas de contação (as estórias eram tão mágicas, que decidi participar do curso). Nunca achei que fosse boa contadora, inclusive porque não sei o que fazer quando olho em volto e vejo olhos atentos em mim, mas, resolvi arriscar. A primeira vez, foi num rompante, numa mistura de revolta e medo, lá mesmo com os tapetes, a segunda, foi para meus alunos e os alunos dos outros grupos, a terceira foi do mesmo jeito e, assim, foi a quarta e a quinta. Nunca me sinto confortável, sempre fico gelada, com o coração aos pulos, mas sempre acabo sendo convidada a contar uma estória e sempre acabao fazendo. Percebi que as crianças aprendem mais quando a aula é uma estória e qua alguns adultos também, sei que eu aprendo mais quando é uma estória e, logo escuto na cabeça, um mote do Castelo Ra tim bum: "senta que lá vem história!" E vou seguindo, contando estórias por aí...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4035866190667194526?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4035866190667194526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4035866190667194526' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4035866190667194526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4035866190667194526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/06/contando-estorias.html' title='Contando estórias'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SjYsYonpZRI/AAAAAAAAADo/Oh_a_6N51tQ/s72-c/images%5B8%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-6452124513463748615</id><published>2009-06-05T10:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T11:10:40.452-07:00</updated><title type='text'>Aonde está o dinheiro?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SilfksAPicI/AAAAAAAAADg/dd3DEu0KCm0/s1600-h/APR3OXPCAF6C2M7CAW5063DCAESARV6CAPD2DBGCA3OP3WKCAG6U1P0CACGYUO0CAYK5747CATKJGD0CA2KV8JACA0EX43ZCAIGHV43CAKA0FBOCANMF2LGCA36XE6UCABZX5IICAYYCOIZCA2JTT29.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343907516743911874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 128px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SilfksAPicI/AAAAAAAAADg/dd3DEu0KCm0/s320/APR3OXPCAF6C2M7CAW5063DCAESARV6CAPD2DBGCA3OP3WKCAG6U1P0CACGYUO0CAYK5747CATKJGD0CA2KV8JACA0EX43ZCAIGHV43CAKA0FBOCANMF2LGCA36XE6UCABZX5IICAYYCOIZCA2JTT29.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje, que vivo numa vida mais que apertada, longe do ideal de conforto que gostaria; com dores de cabeça e falta de ar que tornam-se constantes cada vez que chego no banco para pagar as contas e minha conta, só de me ver, já fica vermelha... Fico pensando quando é que poderei me dar ao luxo de respirar aliviada e poder realmente fazer pequenas coisas que gosto e que não custam assim tão caro, mas que custam dinheiro, tipo, tomar um vinho com as amigas, dar entrada num veículo, ter filhos... sem ter que ficar com o peso da responsabilidade, de estar optando por um prazer que irá me deixar no desprazer mais tarde... (o que, claro, me faz desistir de concretizar cada uma destas idéias!) Penso que a relação com o dinheiro é parecida com a relação com os homens. Quando você tem você fica ótima, não se preocupa muito com os excessos, quando não se tem você fica obcecada, querendo conquistar algo rápido! Já tentei me tranquilizar várias vezes, dizendo para mim mesma, que o dinheiro (como o homem) viria e quanto mais me preocupasse com ele, mais ele tardaria em chegar. Mas, que ele vem, eu não tenho dúvida! Mas, quando minha conta me olha vermelhinha, não consigo fazer piada, nem achar graça disto, deixar a vida me levar (como no filme "Cristina quer casar", "Opaí, ó" , "Estranhos" e tantos outros brazucas que abordam o mesmo tema); aí tudo vai pro água abaixo, somatizo tudo e viro a chata, estressada, sabe, como aquelas matronas, que só criticam e reclamam?! Pois é, estou insatisfeita, sim! Minha relação com o dinheiro está muito mesquinha! Quero mais, para poder deixá-lo livre! Mas, pelo menos, por enquanto, só desejo que ele venha! Investi em tanta coisa (e ainda estou investindo), pensando (e com a esperança de) que, um dia, ele chegue, sorrindo faceiro, me fazendo esquecer que um dia já tive problemas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-6452124513463748615?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/6452124513463748615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=6452124513463748615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6452124513463748615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6452124513463748615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/06/aonde-esta-o-dinheiro.html' title='Aonde está o dinheiro?'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SilfksAPicI/AAAAAAAAADg/dd3DEu0KCm0/s72-c/APR3OXPCAF6C2M7CAW5063DCAESARV6CAPD2DBGCA3OP3WKCAG6U1P0CACGYUO0CAYK5747CATKJGD0CA2KV8JACA0EX43ZCAIGHV43CAKA0FBOCANMF2LGCA36XE6UCABZX5IICAYYCOIZCA2JTT29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3921733583110790475</id><published>2009-06-03T13:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T06:31:20.457-07:00</updated><title type='text'>Família</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SikeHUtYfiI/AAAAAAAAADQ/SM7uqii2mEQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343835544018779682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 110px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SikeHUtYfiI/AAAAAAAAADQ/SM7uqii2mEQ/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Engraçado como são diferentes as familias. Todo mundo exposto as mesmas ondas, mas cada um absorvendo de uma maneira muito diferente. Como diria o filósofo, cada cabeça um mundo! (quem disse isto foi um filósofo mesmo? Se não, era, deveria ser...) Sempre vejo como meu querido amado, faz uma festa danada por ter descoberto algo novo, ou como dá ênfase a algo que descobriu com uma alegria contagiante, que realmente, incita a curiosidade. Fiquei pensando na minha família. Quando se vive numa casa onde todos querem mais. Você acha uma maçã e a reação é, encontrou a macieira? É como se houvesse uma cobrança de ser mais, de querer mais! Hoje já não sei se minha família é realmente assim ou se eu a signifiquei assim. Vindo de uma família de doutores, onde o erro, dá uma grande margem para ser motivo de chacotas e piadinhas, errar, é humano para os outros, porque, quando é você, é terrível! Aí, vi que não celebrava as descobertas, não incitava a curiosidade, porque, sinto como se tivesse a obrigação de ser melhor, de descobrir, de vencer, de chegar mais longe! Todos na minha casa foram aprovados no doutorado ou mestrado com honra ao mérito. E eu, feliz da vida com isto, escuto: é, nega, é melhor você correr, que você só tem o superior completo... Quem mandou perder tempo, fazendo tanta faculdade?" (Foram 3, na verdade, perdi tempo, realmente, mas será que perder tempo, existe mesmo, ou a gente vive o que tem que viver?! Sei, que agora, me esforço para celebrar os bons momentos, curtir o agora, com mais liberdade para errar, pois como cantou Oswaldo Montenegro, hoje é dia de celebrar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3921733583110790475?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3921733583110790475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3921733583110790475' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3921733583110790475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3921733583110790475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/06/familia.html' title='Família'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SikeHUtYfiI/AAAAAAAAADQ/SM7uqii2mEQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4485023500541963873</id><published>2009-05-11T14:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T06:42:06.903-07:00</updated><title type='text'>Descobertas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sikgpki9HdI/AAAAAAAAADY/JZjEkSd2I88/s1600-h/A0GG74XCAVD24QQCAHHDJQJCA21DP0SCA2LLIDWCAXO9B4CCAGCSN9LCAMIGI0BCATQJPZHCA2E4KLECAQ63Q68CA7FUPEOCA7T93UHCA4BYM0GCA4CPC1XCA43046YCAHXLZXSCA5M4MI0CAPV5HOW.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343838331408817618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 133px; CURSOR: hand; HEIGHT: 100px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sikgpki9HdI/AAAAAAAAADY/JZjEkSd2I88/s320/A0GG74XCAVD24QQCAHHDJQJCA21DP0SCA2LLIDWCAXO9B4CCAGCSN9LCAMIGI0BCATQJPZHCA2E4KLECAQ63Q68CA7FUPEOCA7T93UHCA4BYM0GCA4CPC1XCA43046YCAHXLZXSCA5M4MI0CAPV5HOW.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje observava um casal de adolescentes se beijando na porta da escola. Nossa! O rapaz caprichava no beijo, ia passeando com as mãos pelas curvas da mocinha, que ia esgueirando-se pelo pescoço dele. Olhei a cena e pensei que aquele momento era único, porque era aquilo que eles estavam descobrindo; e como curtiam a descoberta. Pensei em mim, na minha adolescente, em como era bom descobrir tudo aquilo, tão excitante! Pensei ainda, imagine, quando eles descobrirem o sexo! O mocinho, nitidamente, já estava louco para isto! A mocinha, estava testando o próprio poder de sedução... Ah! Que delícia! Olhava a cena e pensava, meu Deus, o papo, o comportamento, tudo gira em torno da atual relação ou da próxima. E hoje, aos trinta, não continua sendo a mesma coisa? Talvez as coisas não sejam assim tão novas, mas é uma novidade a cada parceiro! A expectativa, a necessidade de estar com alguém permeia todos em todas as idades. No aeroporto vi uma senhora de 50 mais ou menos, agarrar o namorado com um entusiamo juvenil! Aos 30 vejo minhas amigas entrarem em aventuras também adolescentes, com finais previsíveis, mas, apesar de tudo, vibrarem com isto. Então, o que muda com o tempo? Você vira adulta e muda o tipo de relação? Ganha mais proteções? Fica um pouco mais cética? Ou só repete os mesmos erros? Ouvi de alguém que o adulto que você é hoje é pautado na adolescente (e na criança) que você foi. Fato! (até um pouco óbvio, vamos combinar...) Mas com o passar do tempo, as coisas mudam muito! Achei que aos 30 já havia experimentado de tudo; o que deixaria pouco para a imaginação... Mas, aí, percebi que descobri algo inédito, descobri o amor e estou curtindo muito isto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4485023500541963873?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4485023500541963873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4485023500541963873' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4485023500541963873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4485023500541963873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/05/descobertas.html' title='Descobertas'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Sikgpki9HdI/AAAAAAAAADY/JZjEkSd2I88/s72-c/A0GG74XCAVD24QQCAHHDJQJCA21DP0SCA2LLIDWCAXO9B4CCAGCSN9LCAMIGI0BCATQJPZHCA2E4KLECAQ63Q68CA7FUPEOCA7T93UHCA4BYM0GCA4CPC1XCA43046YCAHXLZXSCA5M4MI0CAPV5HOW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4702019243748248619</id><published>2009-05-10T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-10T06:28:20.737-07:00</updated><title type='text'>Só se vê na Bahia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWNBrSL0I/AAAAAAAAADI/dVzpSlwsrLI/s1600-h/assembl%C3%A9ia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334186327943556930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 116px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWNBrSL0I/AAAAAAAAADI/dVzpSlwsrLI/s320/assembl%C3%A9ia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWICWPvqI/AAAAAAAAADA/ZtmABn_pr9o/s1600-h/restaurante.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334186242224406178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 126px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWICWPvqI/AAAAAAAAADA/ZtmABn_pr9o/s320/restaurante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWCAt1DQI/AAAAAAAAAC4/oFGpNG2DI2w/s1600-h/strip.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334186138707234050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 91px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWCAt1DQI/AAAAAAAAAC4/oFGpNG2DI2w/s320/strip.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqui, bem na orla, no meio da Boca do rio, um grudadinho no outro, parede com parede: um restaurante, um strip tease club e uma Assembléia de Deus! Meu Deus, que combinação perfeita, eu pensei! Você janta, vai ver um strip e depois vai rezar para exorcizar os pecados. Ou, de repente, você exorciza os pecados, vai ver um strip e janta! Ou você vê um strip, exorciza os pecados e janta ou.... será que a ordem dos fatores alterará a soma? É! rs Tem coisas que a gente só vê na Bahia!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4702019243748248619?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4702019243748248619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4702019243748248619' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4702019243748248619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4702019243748248619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/05/so-se-ve-na-bahia.html' title='Só se vê na Bahia'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgbWNBrSL0I/AAAAAAAAADI/dVzpSlwsrLI/s72-c/assembl%C3%A9ia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-8396485921242298716</id><published>2009-05-06T13:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T13:54:33.282-07:00</updated><title type='text'>Este momento é o que me interessa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgH4_et9O9I/AAAAAAAAACw/dMLYpQ8m4Y8/s1600-h/images2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332817203244645330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 97px; CURSOR: hand; HEIGHT: 123px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgH4_et9O9I/AAAAAAAAACw/dMLYpQ8m4Y8/s320/images2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgH44z1keSI/AAAAAAAAACo/s55m128YwTI/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332817088654637346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 88px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgH44z1keSI/AAAAAAAAACo/s55m128YwTI/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Lenine, no lançamento do seu último cd, disse que nunca teve tanta certeza do que queria, que havia chegado no ponto que vinha buscando já fazia um tempo. As lágrimas me saltaram ao olhos quando ouvi isto (que agora não é mais exatamente o que ouvi, é minha interpretação do que foi dito). Venho há tanto tempo dando passo trôpegos na direção do corpo, me perdendo, me achando, experimentando, descobrindo, re-descobrindo; mas hoje, me sinto mais sólida e foi por isto que decidi, finalmente (afinal são quase 10 anos desejando e tentando pegar a estrada, morta de medo, sem realmente encarar a estrada), colocar meu nome no site e começar a trabalhar como estagiária da antiginástica. A vida me empurrou para isto, porque mais uma vez eu estava me esquivando do caminho, que eu mesma escolhi e reclamei para mim. Minha psico me disse, que venho perseguindo há dez anos algo amorfo, que não conseguia compreender e que agora, ele tem um tamanho definido. Enfim, viva! Estou pronta! E espero que tudo dê certo.! Depois de ouvir relatos de amigas, que têm o mundo caindo em suas cabeças, comecei a questionar o que repito e a decisão está aqui, para quem quiser ler! O meus medos continuam aí, mas estão sendo contagiados pelo que acredito e, talvez, por isto, estejam me deixando ir. Então, termino com as palavras do Lenine (eita homem que se expressa bem!)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;Daqui Desse Momento&lt;br /&gt;Do Meu Olhar Pra Fora&lt;br /&gt;O Mundo É Só Miragem&lt;br /&gt;A Sombra Do Futuro&lt;br /&gt;A Sobra Do Passado&lt;br /&gt;Assombram A Paisagem&lt;br /&gt;Quem Vai Virar O Jogo&lt;br /&gt;E Transformar A Perda&lt;br /&gt;Em Nossa Recompensa&lt;br /&gt;Quando Eu Olhar Pro Lado&lt;br /&gt;Eu Quero Estar Cercado&lt;br /&gt;Só De Quem Me Interessa&lt;br /&gt;Às Vezes É O Instante&lt;br /&gt;A Tarde Faz Silêncio&lt;br /&gt;O Vento Sopra A Meu Favor&lt;br /&gt;Às Vezes Eu Pressinto&lt;br /&gt;E É Como Uma Saudade&lt;br /&gt;De Um Tempo Que Ainda Não Passou&lt;br /&gt;Me Traz O Seu Sossego&lt;br /&gt;Atrasa O Meu Relógio&lt;br /&gt;Acalma Minha Pressa&lt;br /&gt;Me Dá Sua Palavra&lt;br /&gt;Sussurra Em Meu Ouvido&lt;br /&gt;Só O Que Me Interessa&lt;br /&gt;A Lógica Do Vento&lt;br /&gt;O Caos Do Pensamento&lt;br /&gt;A Paz Na Solidão&lt;br /&gt;A Órbita Do Tempo&lt;br /&gt;A Pausa Do Retrato&lt;br /&gt;A Voz Da Intuição&lt;br /&gt;A Curva Do Universo&lt;br /&gt;A Fórmula Do Acaso&lt;br /&gt;O Alcance Da Promessa&lt;br /&gt;O Salto Do Desejo&lt;br /&gt;O Agora E O InfinitoSó O Que Me Interessa&lt;/em&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;(Lenine e Dudu Falcão)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-8396485921242298716?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/8396485921242298716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=8396485921242298716' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8396485921242298716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/8396485921242298716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/05/este-momento.html' title='Este momento é o que me interessa'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SgH4_et9O9I/AAAAAAAAACw/dMLYpQ8m4Y8/s72-c/images2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5256392063929623554</id><published>2009-04-27T08:08:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T08:26:14.042-07:00</updated><title type='text'>A física no Templo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SfXOatN2C0I/AAAAAAAAACg/6pznEsFDaYQ/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329392692272433986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SfXOatN2C0I/AAAAAAAAACg/6pznEsFDaYQ/s320/images.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje ouvia uma conversa entre duas senhoras no ônibus, sobre o Templo e já havia ouvido um pastor proclamar de coração aberto (era uma boa alma), que tinha dez reais no bolso, mas sentia que seu irmão precisava mais daqueles dez que ele. Deu, de coração aberto, porque sabia que viria mais para ele, que nada faltaria. A conversa das senhoras no ônibus girava em torno da transformação da "alma"do cidadão que havia se convertido, porque acreditava que poderia ser uma pessoa melhor. E eu, que sempre fui avessa a religião desde que saí da Sacramentinas, colégio de freiras rigorosas e fervorosas, onde os padres eram gays e rígidos, principalmente com as meninas, claro, que mostravam um Deus punitivo, cheio de sofrimento, que só carregava sua cruz pra onde quer que fosse. Da minha adolescência religiosa descobri que nós mesmos escolhemos nossas cruzes e a carregamos junto com nossa mala e nos sentimos pesados, sem termos a clarividência do que carregamos. Filosofia pura, que pode ser revelada e percebida na prática. Dos templos, descobri que usam um dos pilares da física quântica, onde simplistamente, levam o outro a crer que se desejam de coração, aquilo que é só energia, que não se materializou no plano ainda, seu desejo pode tornar-se algo concreto. A física quântica, troço difícil, complicado de entender num mundo tão cartesiano, virou filme, modismo e agora (ou desde a criação dos templos) religião. Bem, de uma forma ou de outra, o povo sempre sabe de todas as verdades, mesmo que não as compreenda conscientemente. E os "padres templários" por pura esperteza ou crença, apostaram no que ninguém via e acertaram na mega sena. Assim é que hoje, já tenho mais respeito por estes templos e fora a teatralidade da coisa, creio que visitarei um algum dia destes, para ver a física quântica pregada na prática...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5256392063929623554?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5256392063929623554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5256392063929623554' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5256392063929623554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5256392063929623554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/04/fisica-no-templo.html' title='A física no Templo'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/SfXOatN2C0I/AAAAAAAAACg/6pznEsFDaYQ/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-7062216664415661399</id><published>2009-04-21T17:14:00.000-07:00</published><updated>2010-06-09T03:55:18.467-07:00</updated><title type='text'>O Casamento de Clara</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se91bRulfaI/AAAAAAAAAA4/ACUw6nbUSwI/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 128px; FLOAT: left; HEIGHT: 110px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327605995678301602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se91bRulfaI/AAAAAAAAAA4/ACUw6nbUSwI/s320/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; FONT-SIZE: 7.5pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Este conto é dedicado a todas as minhas amigas, a uma em especial. Escrevi porque acredito que as mulheres iludem-se facilmente, principalmente quando há tesão no meio e os homens, aproveitam-se disto. Mas há aqueles, que desfrutam da gente inteira e que desejam estar com a gente até que a vida ou a morte nos separe. E são para eles que desejo que todas as minhas amigas migrem e dêem atenção&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara (suspiro)... era realmente clara, ela pensava e se olhava no espelho como se estivesse se vendo pela primeira vez. Não era tão bonita, podia ter menos quadril, ser mais magra. Mas, no geral, não era feia. E por que cargas d’água não havia encontrado seu príncipe encantado ainda? Ela nem sequer sabia se acreditava em príncipes encantados! Da sua realidade, a conclusão que podia tirar era que só existiam sapos. Abandonou seus pensamentos e resolveu ir a praia. Pensar na sua própria solidão só a deprimia mais, ainda mais agora, que todas as suas amigas estavam namorando. Passeava pela beira da praia, sentindo, com prazer, a brisa carregar seus cabelos e levantar sua canga. Quando olhou pro mar, conteve-se para não parar de caminhar. Ele era alto, branco, de cabelos bem negros, que lhe caíam em cachos ao redor da face. Seu corpo era bonito, mas não chegava a ser atlético, sua silhueta era muito agradável, apesar de não ser nenhum Rodrigo Santoro (o modelo de Clara de beleza masculina). Ele passou por ela e nem sequer a notou. Clara afundou-se em melancolia. Será que havia realmente tornado-se transparente? Ficou lá boiando no mar, com algumas lágrimas de tristeza lhe escorrendo entre as bochechas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na saída da praia encontrou umas conhecidas. Clara que falava pelos cotovelos, falou sobre coisas banais, por pelo menos, cinco minutos, e saiu feliz por ter se tornado visível para alguém, mesmo que fosse do mesmo sexo que o seu. No alto dos seus 25 anos, Clara já havia tido algumas experiências sexuais, nenhuma delas resultou em namoro sério, que dirá em casamento, mas este era um tema que Clara preferia não pensar, pois tinha medo de tornar-se solteirona como suas tias e como sua própria mãe. Bloqueou o pensamento, para não perceber que, de tanto medo, estava seguindo o mesmo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda-feira havia chegado e Clara havia feito exatamente a mesma coisa que fazia todos os finais de semana. Leu revistas, o jornal do domingo, foi ao teatro e ao cinema, tomou um café na delicatessen com a mãe e hoje, como sempre, estava saindo com, pelo menos, dez minutos de atraso para o trabalho. Estava cansada daquela rotina, até o atraso era rotineiro Precisava de algo que a tirasse desta pasmaceira de maneira urgente! O que poderia fazer para mudar sua vida?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhava numa empresa de propaganda. Quando entrou na Faculdade achava o máximo aquelas pessoas tão diferentes dela, todas estilosas e descoladas. Mas, lá só aprendeu mesmo a fumar maconha e beber. Como nunca sentiu nada daquilo que os outros sentiam com a erva, abandonou este hábito rapidinho. E a bebida, foi deixando para ocasiões sociais. Seus momentos de embriaguez foram tão embaraçosos, que ela gostaria de ter inventado uma pílula do esquecimento para fazer com que todos esquecessem os choros, as brigas e as coisas más que dizia aos outros. Quase não acreditou quando chegou no trabalho e viu o moreno que havia lhe arrebatado na praia sentado na mesa à frente da sua. Com a minha sorte, deve ser o namorado da Gabriela que veio pegá-la antes da sua partida para Espanha, pensou Clara. Mas o que é que há na Espanha, que tanta gente está indo pra lá?! Eu é que não vou, se fosse para Califórnia, fazer cinema, eu até ia, mas para Espanha?! É, mas para ir à Califórnia, tinha que primeiro mandar minha mãe juntar dinheiro, para não deixar ela aqui sozinha... Clara! Ouviu alguém pronunciar seu nome. Era seu chefe. Clara, quero te apresentar ao Felipe. Ele será nosso novo webdesigner e ocupará o lugar de Gabriela. Ela mal podia acreditar! Vá para Espanha, sua balofa e deixe o gatinho entrar! Aleluia, ela pensava eufórica, mas sua face não espremia absolutamente nada. Para conseguir manter-se neutra, pensou logo que se na praia ele não a havia notado, ali, não seria diferente. Aí seu chefe disse as palavras mágicas que a tirariam do anonimato. Clara, gostaria que você, que é tão falante e tão simpática, o ajudasse nesta fase inicial. A garota acenou com a cabeça e esboçou um leve sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia, quase não se falaram, quer dizer, só trocaram informações sobre processos e essas coisas básicas de empresa. Fato que arrasou Clara e a devolveu à invisibilidade. No segundo dia, ele saiu para pegar um café e voltou com dois, um pra ele e outro pra ela. Ela nem sequer precisou pedir, que maravilha, pensou. No terceiro, ele a convidou para almoçar, no refeitório da empresa, junto com todos os outros funcionários, mas ele a havia convidado! No quarto, ele começou a falar dele, das suas aventuras pelo Brasil. Nós somos tão diferentes, pensou, Clara, ele já conhece quase todo o Brasil, é tão charmoso, fala três línguas! Ah! Suspirou e continuou a escutar e a opinar sobre a vida do rapaz. Será que ele um dia se interessaria por ela que era tão medíocre. Falava inglês, não com muita fluência, só conhecia São Paulo, porque concorreu com um curta na Mostra de Cinema e, só ia para praia quando ficava deprimida. Quando ouviu ele dizer que morava na Barra, seus olhos se animaram. Eu também! Ela exclamou. Que coincidência! Pelo menos temos algo em comum, pensou feliz. No quinto dia, ele perguntou se ela ia para o bar da esquina, tomar algo com os colegas. Ela disse que não sabia, ele insistiu de um modo que foi crucial para o seu sim: “Poxa, se você não for eu vou me sentir tão deslocado. Vamos, me ajude a me socializar!” O pensamento brotou como um grito do peito de Clara: Vai, meu filho, diz logo que é louco por mim, me leva para cama que eu não estou mais agüentando! Enfim, ela, que já havia planejado esta noite, umas mil vezes, sendo que, em nenhuma delas os colegas de trabalho estavam presentes e o bar da esquina era um restaurante romântico a luz de velas, não pode resistir. Afinal, era um convite tão doce! Foram, ele se sentou ao lado dela. Clara começou a beber rápido, para que ninguém percebesse o quanto estava nervosa. A bebida é um bom relaxante muscular, pensava ela, já ficando um pouco trêmula só de imaginar ele a convidando para sair. Talvez pelo efeito do álcool, talvez pelo seu próprio desejo, todos os olhares, gestos e ações de Felipe eram voltados pra ela. Preciso me controlar, ela pensava, já estou ficando histérica, mas está na cara que ele está me dando mole! Sua certeza chegou no êxtase quando ele passou a mão leve e gentilmente por sua coxa, fato que a faz estremecer, e ainda pediu seu telefone para que ele pudesse convidá-la para a praia no final de semana. Meu Deus, Clara afirmava para si mesma, que cavalheiro! Não querendo me convidar na frente de todos e criar fofoca no escritório, ele pegou meu telefone, sem que ninguém tivesse se dado conta para sairmos e começarmos a namorar daí. Ninguém do escritório precisava saber. Que gentleman! Clara mal acabara de concluir seu pensamento, quando se depara com Felipe indo embora acompanhado da criatura do pântano da Nilza! Clara já não sabia se estava alucinando, porque aquilo só podia ser um pesadelo, ou se estava ficando louca de imaginar que o cara passou a noite conversando com ela, dando mole pra ela e acaba levando outra, com quem ele conversou por cinco minutos para casa. Será que falei demais? Que o sufoquei? Indagava-se Clara, já a ponto de chorar. Levantou-se dizendo que ia ao banheiro, o mundo todo rodava, foi para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte acordou com um som que mais parecia que todos os sinos da Igreja batiam em uníssono em sua cabeça. Abriu a porta não havia ninguém, desligou o alarme, mas ele não tocou, atendeu o telefone e, nada. Que inferno de onde vem este som?! Descobriu seu celular e abriu o flip muito mais para livrar-se do som, do que por vontade de falar com alguém. Felipe disse “uau! Que noite boa a sua! Estou te ligando desde as nove horas da manhã e nada!” Clara sentiu a raiva subir pela sua espinha. Como é que o filha da puta tinha coragem de ligar para ela depois do que fez ontem?! O que ele queria? Dizer-lhe como foi a noite dele, trepando com a Nilza até às 08:00 da manhã? Ela limitou-se a responder: Estou de ressaca, na segunda nos falamos. E bateu o telefone na cara do rapaz. A mãe a olhou preocupada. Está tudo bem, meu anjo?! Nunca a vi assim. Clara que sempre fora tão objetiva nas suas relações, a mãe arriscava dizer dominadora e centralizadora, estava agora em frangalhos. Ela nem sequer sabia que ela estava numa relação. Era seu namorado, filha?! Clara, olhou para mãe com os olhos vermelhos de raiva e retrucou “Nunca!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da linha o Felipe estava tentando obstinadamente se livrar da Nilza. Achava que o encontro com a Clara fosse sua salvação, mas a menina, havia batido o telefone na sua cara. Mesmo assim usou o encontro como pretexto para livrar-se da mulher. Deixou-a no ponto de ônibus e foi para a praia. Depois de surfar por algumas horas, foi para casa, tomou uma ducha e ligou para Clara, para almoçarem juntos. Achou estranho ela não ter atendido, resolveu passar na casa dela. Buzinou em todos os andares até que ouviu a voz de uma senhora rosnar “pois não” – pensou, esta deve ser a mãe da Clara! – e como se estivesse sendo esperado disse, A Clara ta aí, é o Felipe. A mãe, que não sabia da missa à metade, ficou radiante da filha finalmente estar namorando. Com isto, não só deixou o rapaz entrar, como o acolheu calorosamente. Felipe se sentiu em casa rapidamente. Quando Clara voltou do mercado e se deparou com Felipe no chão da sala, consertando o ventilador para sua mãe, quase teve um infarto e o evento só não foi uma tragédia porque conteve a queda dos doze ovos que havia comprado. Posso saber o que você está fazendo aqui? – questionou ela ainda em cólera. Vim almoçar com vocês. Vocês, quem? Saiu olhando pros lados tentando encontrar vestígios da Nilza. Com você e a sua mãe. Clara, cadê a educação que te dei? É assim que se recebe as visitas? – indagou a mãe, que ouviu como recíproca: Não, mãe, é do seu jeito, colocando elas pra consertar tudo o que está quebrado na casa! A mãe ficou lívida, o mocinho deu um sorriso amarelo e comentou que ela devia ter dormido pouco e, por isto, estava de mal humor. Foi para cozinha ver a menina. “Sabia que delicadeza na hora do almoço abre meu apetite?!” – ironizou Felipe. “É, então, vá encontrar a sua delicadeza em outro lugar, porque aqui, você não vai encontrá-la. Quem te convidou?! Como é que você vem pra casa dos outros sem ser convidado? Eu por acaso te disse, venha almoçar comigo amanhã, disse?! Então, meu filho, você, é o cúmulo do indelicado, não pode falar de mim! Ponha-se daqui para fora!”- vociferou Clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi neste momento que a mãe interferiu. Clara Dantas, o menino fica! Clara detonou a cara da mãe em pensamento, engoliu a seco e foi para o quarto. Mais uma vez, o Felipe foi atrás dela. “Fala sério, você gosta que eu fique atrás de você, né?!”- disse Felipe com um tom de malandro. “ Não, quero privacidade e espaço, coisa que achei que poderia ter na minha própria casa e na minha vida, até você chegar”- zombou Clara. O rapaz não entendia porquê Clara estava tão nervosa. Lançou a última pedra, para evitar passar um sábado solitário e enfadonho. “Tá, eu almoço aqui e vou embora. Mas, aviso logo que eu tenho ingressos para o pré-lançamento do filme Esmeralda e queria vê-lo com você...” – replicou Felipe. Os olhos de Clara se iluminaram. “Esmeralda?! Nossa, eu estava louca para vê-lo...”- disse Clara já visualizando o lindo trailler da película.”Então, eu fico aqui até umas 5 e a gente vai pro cinema juntos. Topa?”- arriscou Felipe. A tarde decorreu tranqüila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara já quase havia esquecido o incidente “Nilza”. Voltou a sonhar com Felipe lhe fazendo juras de amor. No cinema, Felipe apoiou a cabeça em seu ombro e ficou assim o filme todo. Puxava sua mão para guiá-la. Ela estava namorando! Pensou! No domingo, foram a praia, comeram juntos e se despediram só à noite.Clara já não se agüentava de tesão. Mas, Felipe parecia levar tudo muito bem. A semana passou, ela começou a ir e voltar do trabalho com ele. Chegou a sexta, a turma do trabalho saiu e o Felipe ficou com a Dóris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P U T A Q U E P A R I U! – Desta vez, Clara não pode se conter, exclamou em alto e bom som. Mas, todos acharam que ela era apenas uma entusiasta revoltada com a forma como as lideranças encaravam a crise mundial.Voltou para casa. Trêmula, não mais de tesão, não mais de paixão, mas de pura auto comiseração. Ela estava certa, era invisível, não era mulher de parar o trânsito, não era mulher de parar nem construção! Em meio a estes pensamentos, atravessou a rua e quase foi atropelada, desviaram, não pararam o carro. Nem suicida, ela conseguia parar o trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do sábado, seu celular começou a tocar às nove e meia. Ela adivinhando quem era, ficou na dúvida se atendia ou não. Não atendeu. Felipe acabou aparecendo. Chegou cumprimentando a mãe – que sem saber do inferno que o rapaz fazia na vida de Clara, ficava feliz da filha, finalmente, ter arrumado um namorado. Será que desta vez ela casa? – sonhava sua mãe. Clara se deu conta de que havia alguém na casa, porque Felipe entrou no seu quarto, beijou sua testa e deitou na cama com ela. “É o fim da picada!” – exclamou a menina. Felipe, ignorando o recado, disse que ela cheirava tão bem, que a cama dela era tão macia, propôs que dormissem um pouco e fechou os olhos. Clara, não se conteve, empurrou o menino da cama, derrubando-o no chão. Felipe, assustado, com a reação inesperada, questionou o porquê de uma atitude tão bruta. A garota, que já se sentia com o jogo perdido, ou com delírios esquizofrênicos, responde aos berros que se ele quisesse dormir que ele fosse pra casa de Dóris ou Nilza, que elas são feias e fedorentas, mas que era disso que ele gostava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felipe, se dando conta da situação, sorri de soslaio e diz que volta mais tarde para eles irem ao teatro; porque naquele estado de nervosismo dela, ele não ia ter paz. Clara, aproveitando-se do vocabulário usado, retruca, então para que ele a deixasse em paz. E acrescentou: “Não volte aqui nunca mais!” O garoto foi embora, não ligou, nem voltou a aparecer na casa de Clara por todo o final de semana. O peito de Clara parecia que ia explodir de saudade. Um lado dela exclamava que ela havia desejado tudo aquilo, sem ele na sua vida, ela teria paz; prosseguia informando-lhe que ele era um cafajeste e que ela não queria um cafajeste ao seu lado, que, com certeza lhe trairia a qualquer momento. O outro, (o diabo, com certeza!), respondia – “Você quer voltar aquela pasmaceira de vida, sem emoção! Com Felipe é um novo frisson a cada dia!. Quando foi a última vez que você se apaixonou, quando você tinha 15 anos?! E nem foi correspondida!” Confusa e quase surda de ouvir seus dois lados dialogarem as gritos, Clara resolveu ir ao cinema, para se calar, definitivamente. Escolheu um filme de amor, onde os personagens ficavam juntos no final. Clara levou 15 minutos para sair do cinema, estava aos prantos, desejando que Leonardo de Caprio (Felipe) também a escolhesse e se declarasse para ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira, ela nervosa, contendo-se ao máximo para não demonstrar ao Felipe que estava puta, como é que ele teve a cara de pau de não me ligar durante todo o final de semana? – pensava ela com o peito apertado. Deve ter encontrado uma puta. Ai, meu Deus, será que ele encontrou uma namorada?! Em 25 anos, eu só encontrei 2 namorados, como é que ele num final de semana, já encontrou uma nova companheira?! – seus pensamentos fluíam aos saltos, no mesmo ritmo do seu coração Dia corrido, muita coisa a se fazer e Clara aliviada. Até que às 11: 50, vem o Felipe, “vamos?!” “Pro inferno ou pro motel?” - pensa Clara. Mas, ela limita-se a suspender os olhos, não queria que Felipe lesse sua mente, como ele fazia, às vezes. Ele insiste, “vamos almoçar!” Ela responde, sem olhar pra ele – “Estou ocupada, almoço mais tarde” e o Felipe, “tá bom, eu espero você”. A Clara, quase em desespero, “não, vai almoçar, quero almoçar sozinha” - ainda sem conseguir encará-lo de frente. O Felipe vai para o almoço, a Clara, uma hora depois, já com o estômago doendo de fome e nada do Felipe voltar, acreditando que ele já tinha descolado alguém para levar para casa mais tarde, vai almoçar, preparando-se para vê-lo na maior e melhor cena de amor que já havia visto. Ela chega no refeitório, faz o prato, vê onde o menino está e vai na direção oposta. Começa a almoçar de cabeça baixa, suspende o olhar, percebe que ao lado dele só havia homens e começa a comer aliviada. Quando ergue os olhos novamente, não mais o vê, acredita que ele foi embora, quando, por trás dela, alguém a enlaça, abocanha com seu garfo sua couve-flor e diz ao seu ouvido, “uma delícia, né?!” Clara, revoltada com a situação, já que todo mundo no escritório achava que ela era uma otária, porque todos os almoços, Felipe comia com ela, com o garfo dela, no prato dela, mas nunca comia ela! Responde, em alto e bom som: “seu horário de almoço já acabou! E eu gostaria de comer tudo o que coloquei no meu prato”. Felipe levanta-se, pega um guardanapo e volta à mesa. Fica lá olhando para Clara. “Você não acha que almoçar com alguém lhe fitando é muito desconfortável? “ – dispara Clara esforçando-se para comer, sem deixar cair nada na roupa, nem no prato, ou seja, quase sem comer direito, para parecer bonita enquanto o fazia. Felipe, sem deixar de fitá-la, responde, “eu não, eu me sinto tão confortável com você, como se pudesse ser eu mesmo...”. “Que sorte, pensou Clara, porque eu acho que tenho que ser a Miss Brasil e Miss Burra, pra você me levar para cama!”. E o rapaz continua, “você veio de carro?” Clara retruca que teve que colocar o carro na oficina e continua a falar a respeito. Acaba seu almoço quase que duas horas depois, já conversava com Felipe, como se não estivesse brava, ainda estava, mas pelo menos, agora, estava mais relaxada. Ele tinha razão, ela se sentia confortável com ele. Mas, por que, então, ele não fazia nada para transformar aquilo numa relação séria?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim do expediente. Felipe chega na mesa de Clara e atira: “Vamos?” “Pra onde, Felipe?” – questiona Clara. “Para casa!” – Felipe responde como se fosse óbvio. “Eu vou com a Amélia, ela mora pertinho de mim.” – diz Clara, tentando fugir. Felipe, questiona, “mas não te falei que íamos juntos no almoço. Eu também sou seu vizinho!” E antes que a menina o convencesse que Amélia ia ficar ofendida, ele grita, “Amélia, pode deixar que levo a Clara”. Amélia, que era doida pelo Felipe, resolveu que amanhã viria sem carro e pegaria carona com ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram para casa. Felipe pára num bar, para que eles pudessem conversar. Clara, como toda a namorada insatisfeita, começa a discutir a relação. Felipe sorri, diz que compreende, mas que Clara não podia cobrar dele fidelidade já que eles não estavam namorando e não haviam sequer ficado. O tempo de Clara fechou-se. Virou o copo de chopp só de tristeza, viu o mundo rodar e sorriu. Levantou da mesa, ainda um pouco tonta e disse, “vamos embora, estou cansada”. Felipe pagou a conta e percebendo que a menina estava em estado alterado, levou-a para sua casa. E ela dormiu lá, só dormiu. Acordou no dia seguinte, lembrou-se de tudo, viu Felipe ao seu lado, deu um pulo da cama e quando ficou de pé, foi puxada de volta para cama. “Onde você pensa que vai?” – questionou o rapaz. “Para casa” – afirmou a menina. E puxando-a um pouco mais para perto de si, Felipe disse: “Passamos lá, pegamos umas roupas e a gente vai pro trabalho”. Clara, que sentia o órgão quente e latejante do menino no seu quadril, ficou excitada na hora. Desvencilhou-se dos braços dele e foi ao banheiro. Bateu uma punheta e saiu com os cabelos lavados. Felipe, percebendo o jeito da menina, ao vê-la saindo de toalha tem uma nova ereção e, sarcástico, injeta – “demorou no banho! Quase que eu entro...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram trabalhar, Clara, só sorrisos. Num bom humor. Se, só de ter dormido com ele, ela já estava assim, imagina o resto! Almoçaram juntos e à noite, Felipe, ao invés de levá-la para casa, levou-a ao mercado. Comprou queijo, vinho, patê e torradas. Chegando em casa, acendeu velas e abriu o vinho, enquanto Clara cortava o queijo. Ele colocou Chico Buarque no som – cantor preferido da Clara – e propôs um brinde ao encontro dos dois. Clara tomou dois goles de vinho, com Felipe beijando seu pescoço e foi só o que a menina agüentou! Transaram até o sol raiar. Felipe era tudo o que prometia e ainda mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram os dois de cabelos lavados no trabalho, felizes, sob os olhos invejosos de Dóris, Nilza e Amélia. E a semana seguiu assim, Clara nem sequer voltava para casa, ficava todas as noites com Felipe a ver estrelas. Entretanto, na sexta-feira, na saída do pessoal para o bar da esquina, Felipe ficou com a Amélia, bem embaixo da fuça da Clara. Confusa e triste, ela pegou um táxi para casa. Viu as três ligações em seu celular do Felipe, não atendeu nenhuma, mas leu sua mensagem, que dizia, “era pra você ter ido para casa comigo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, saiu com as meninas para um bar. Desabafou tudo, em detalhes, parecia, que quanto mais contava, mais sofria, mais sentia-se idiota. Suas amigas foram evadindo-se, uma a uma, não é todo mundo que tem paciência para aqueles que sofrem de dor de cotovelo. Ao final de duas horas, só restava a Amanda. As duas já alegres, inventando xingamentos para o Felipe, foram abordadas por dois rapazes. Um, moreno alto, bonito e sensual, outro, loiro, alto, bonito e sensual. Conversaram por mais três horas, trocaram telefones e ambos telefonaram no dia seguinte. Foram ver um show no parque e o show virou almoço, que, por sua vez, virou jantar. Felipe havia telefonado uma vez e Clara achou melhor desligar o celular e começar algo novo, mais saudável. Ao chegar em casa, deparou-se com o Felipe. Ele havia passado a tarde com a sua mãe, consertando toda sorte de coisas na casa. A mãe enfurecida com a indelicadeza, esbravejou que a menina havia chegado muito tarde e que o Felipe havia esperado por ela a tarde inteira...Clara achando pouco, retrucou, “Ele não me avisou que vinha!” Felipe, demonstrando insegurança pela primeira vez, questionou: “Por que você desligou o celular?” – Clara, vitoriosa: “acabou a bateria!” Agora, se vocês me dão licença, eu vou dormir, já são onze horas e eu tenho que acordar cedo para trabalhar amanhã. Felipe oferece a carona e Clara com meio sorriso lhe informa que o João a pegaria. A mãe em sobressalto acreditando que a filha de santa, virou galinha, antecipa a pergunta do Felipe. “Mas que João?” Clara, com a boca cheia, meu namorado. A mãe, “e o Felipe?!” “AH, mãe, o Felipe é um galinha!”. E o Felipe: “E eu o que?! Você arrumou um namorado em 2 dias?!” A Clara, cínica: “Foi! Por que?! Só você pode fazer sucesso na Bahia?!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara que não estava lá muito a fim do João, mas que havia percebido que ele era um excelente trunfo para fazer o Felipe sofrer o que ela havia sofrido atende as ligações um pouco melosas do João, com o mesmo carinho, apesar de não senti-lo, só quando estava na frente do Felipe, quando o garoto não estava presente, era curta e grossa com o João.E a semana passou assim, convites por todos os lados, tanto do João, quanto do Felipe. De invisível, Clara pareceu ter ficado embaixo de um holofote! Recusava todos os do Felipe, que curiosamente, não havia ficado com ninguém do escritório naquela semana; “Haviam acabado as opções?” Aceitava apenas alguns poucos convites do João, para que o rapaz continuasse a lhe telefonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim passou o mês, até que o Felipe agarrou-a ali, na saída do banheiro mesmo, e os dois transaram loucamente, como só os que ardem de tesão fazem, no cubículo do banheiro, depois dentro do carro do Felipe, depois, na cama do Felipe, no chão do Felipe, na cozinha do Felipe, na varanda do Felipe, na piscina do prédio do Felipe. Ufa! Ao fim da maratona, Felipe indagou sobre sua relação com o João e Clara, ainda, levitando, respondeu, “não está tão bem, né; caso contrário não estaria aqui”. E a resposta foi suficiente para que o Felipe reiniciasse a maratona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara percebeu seu erro no dia seguinte, na festa da Soraia. Felipe apareceu com uma mulher de parar o trânsito e ficou ali, na frente dela, para onde quer que ela olhasse, lá estava ele com a loiraça! E ela, que havia dispensado o João, na esperança de ficar com o Felipe! Que burra! No dia seguinte, o primeiro a aparecer foi o João, veio para terminar tudo. Já fazia três meses que estavam juntos e Clara não havia dado o menor sinal de interesse intelectual ou sexual por ele e ele queria mais do que aquilo. Só de ouvir suas palavras, Clara ficou com lágrimas nos olhos. Fechou a porta do quarto, beijou-o ternamente e o levou para cama. Lá fora não estouravam fogos de artifício, seu corpo não ardia de tesão, João não era um fenômeno na cama, mas a tratava com tanto carinho, com tanto desejo, a tratava como se fosse, ao mesmo tempo, uma boneca de porcelana e uma vadia. Felipe nunca a tratara como uma boneca, um saco de pancada, talvez, uma vadia, com certeza, mas com amor, nunca. Encantou-se por aquilo tudo, por aquele homem muito mais bonito, mais charmoso que o Felipe. Como não houvera percebido isto antes?! E entregou-se a ele sem barreiras, gozou assim também, ali mesmo na sua própria cama, com sua mãe na sala. Escondeu o João embaixo do seu lençol quando a mãe bateu na porta para saber o que havia acontecido com a menina para dar aqueles gritos, mas ela só sorria, desculpou-se com a mãe, disse que tomou um susto e que não era nada. Despediu-se do João sob a promessa de irem mais tarde ao cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do cinema, chegou o Felipe. João não entendeu nada quando ao pegar a namorada, encontrou com o Felipe na sala, tomando coca cola e discutindo com a menina. O tom da discussão soou estranho para o João, que percebeu que havia algo ali. Confrontou Clara e ela sem saber porquê não conseguiu mentir. Disse que era apaixonada pelo Felipe, que eles tinham uma relação mal resolvida, mas que ele hoje, havia despertado nela algo maior e muito melhor que aquilo que ela sentia pelo Felipe. João se sentiu traído, saiu batendo a porta e não voltou mais, nem sequer atendeu os telefonemas ou e-mails de Clara. Felipe foi consolá-la, acabou consolando-a na sua cama. Quando Clara já voltava a ter recaídas pelo Felipe, encontrou um recadinho na geladeira de mais uma mulher do escritório, dizendo que a noite anterior havia sido inesquecível. Caiu em si. Havia trocado o amor pela paixão e estava caindo do terceiro andar e como aquilo doía. No caminho para casa, resolveu procurar João. Havia se passado um mês desde que terminaram, entretanto, só naquele dia, naquele momento Clara se deu conta de que não sabia nada sobre o João; seu endereço, seus amigos; os locais que freqüentava. Estava certa que ele já havia comentado sobre tudo isto com ela, mas como, na época, não nutria interesse pelo garoto, não prestou muita atenção. Hoje, vagando, desnorteada, desejava que sua memória lhe provesse pistas sobre tudo aquilo que já havia escutado. Mas sua memória não lhe dizia nada. Questionava-se ainda porque desejava tanto encontrar o João. Afinal sua relação só havia durado noventa dias. Começou a percorrer todos os locais onde já haviam estado juntos. Deu sorte, quando chegou ao bar onde se conheceram, encontrou o João com um amigo, lendo um bilhete. Quem havia lhe mandado aquele bilhete? Uma putinha, com certeza, quem manda bilhete para o namorado alheio é putinha! – inervou-se Clara em pensamento, quando se deparou com a cena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou nos olhos do João, mal conseguia respirar. Disse, apenas, o que conseguiu, sem pensar, e suas palavras vieram entre lágrimas tão inesperadas, quanto a sua reação, “volta para mim, não quero mais ficar sem você.” João surpreso e sem fazer o que fazer, abraçou-a. Disse que ela ia ficar bem, levou-a para praia. Sentaram-se na areia. João falou que achava que ela era mais feliz com o outro cara, que ele não admitia traição e que a relação deles havia passado. Clara, que sempre tivera o domínio das palavras, naquele momento, ouvindo o João, não conseguia dominar sequer a si mesma. Dizia coisas desconexas, mas repetia, constantemente, ”quero ficar com você, só com você, demorei pra perceber...” João, mais por compaixão que por amor, disse que eles podiam tentar recomeçar do zero, como amigos e se daí surgisse algo, eles podiam seguir em frente, se ambos concordassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou em casa, Clara rezou baixinho, para que João se casasse com ela! Foram levando a relação assim, aos poucos, cada dia com João era uma nova descoberta. O tempo ia passando e ela ia ligando cada vez menos para o Felipe, que investia cada vez mais nela, só que, agora, não surtia mais o efeito devastador de antes. Clara estava decidida a não mais trair o João. Depois de seis meses assumiram o namoro. As investidas do Felipe continuavam, porém, tornaram-se mais esparsas. Quando completaram um ano de namoro, João pediu sua mão em casamento para sua mãe. Dona Sônia não pode conter as lágrimas, sua filha não seria mais uma solteirona! O Felipe soube do casamento, mas não foi convidado. Ele, que já havia comido o escritório inteiro, já morava com uma das mulheres do escritório, ao saber do fato, ficou possesso. Foi para casa de Clara, disse que nunca havia amado ninguém como ela, que era fácil e difícil ao mesmo tempo e que lhe trazia paz, ainda pediu para que não se casasse. O João chegou quando o Felipe dizia que ela era a mulher da vida dele. O João esperou a reação da mulher, quando a viu sorrir, já ia retirar-se e cancelar tudo, quando percebeu o sorriso de Clara virar uma gargalhada. A língua ferina da sua noiva atingiu Felipe em cheio, quase o partindo ao meio: “Você precisa de tratamento psicológico, meu querido! Você não ama ninguém, só a você mesmo! Você está casado com alguém, separe-se! Porque ela, com certeza, merece algo melhor! - gargalhando – me ama, ama a puta que te pariu, se é que você a ama, quer casar comigo?! Quer?! Case com meu peido, que ele ainda fede menos que você e saiu, peidando da sala para o quarto. Quando Felipe ia atrás da menina, João o colocou para fora aos murros e pontapés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento de Clara e João aconteceu no dia 20 de março. A cerimônia foi como ela sempre quis, curta e simples. A festa foi de arromba! Os convidados diziam que nunca viram um casal tão feliz e que se amavam simples e explicitamente. Dez anos depois, Clara e seus dois filhos passeavam pela orla. Ela viu Felipe sair do mar com sua prancha. Lembrou-se da primeira vez que o viu, de como se sentiu e sorriu. Seu casamento com o João não era um conto de fadas, mas dez anos depois ainda era feliz, tão feliz, quando da data em que se casou. Mas ver Felipe quinze quilos mais gordo e cheio de banhas a fez sentir-se linda! Soltou uma gargalhada. Seus filhos assustaram-se. Questionaram o que fazia a mãe sorrir. Ela respondeu: “A vida, meus amores, a vida me fez ver que sou feliz!”&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-7062216664415661399?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/7062216664415661399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=7062216664415661399' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7062216664415661399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7062216664415661399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/04/o-casamento-de-clara.html' title='O Casamento de Clara'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se91bRulfaI/AAAAAAAAAA4/ACUw6nbUSwI/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4652468569693302146</id><published>2009-04-03T09:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T13:03:38.123-07:00</updated><title type='text'>Ctrl C, ctrl V</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se94D1I7BpI/AAAAAAAAABA/TZgD-rD-fcg/s1600-h/images+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327608891402028690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 125px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se94D1I7BpI/AAAAAAAAABA/TZgD-rD-fcg/s320/images+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinto que minha vida ainda não está do jeito que quero e os dias parecerem uma repetição sem fim. Me falta prazer e entusismo para seguir. Não tenho mais aquela "liberdade" para abandonar as coisas que já não me interessam. O trabalho suado, desgastante e chato, o salário curto e rápido sempre acaba antes, enquanto o dia, sempre acaba depois. As queixas viraram óbvias e foram deixadas para depois. E assim sigo, num ctrl C, ctrl V, copiando, repetindo, apesar de tantas mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi diversas vezes que um dia não é igual ao outro já tive provas concretas disto, mas, ainda assim...ctrl C, ctrl V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pensei em voltar a dançar, mas estou sem dinheiro, ctrl C, ctrl V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hj vou me mudar, ctrl C, ctrl V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia as coisas chegam e a revolução levanta as folhas e as mil cópias, mas até lá ctrl C, ctrl V.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4652468569693302146?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4652468569693302146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4652468569693302146' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4652468569693302146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4652468569693302146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/04/ctrl-c-ctrl-v.html' title='Ctrl C, ctrl V'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se94D1I7BpI/AAAAAAAAABA/TZgD-rD-fcg/s72-c/images+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-7385810096207390054</id><published>2009-03-18T09:36:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T13:08:19.806-07:00</updated><title type='text'>Tudo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95D46AFBI/AAAAAAAAABI/uZmpTXfz7hg/s1600-h/images3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327609991924814866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 86px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95D46AFBI/AAAAAAAAABI/uZmpTXfz7hg/s320/images3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando joguei tudo para cima, tudo caiu na minha cabeça..&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-7385810096207390054?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/7385810096207390054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=7385810096207390054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7385810096207390054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/7385810096207390054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/03/tudo.html' title='Tudo'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95D46AFBI/AAAAAAAAABI/uZmpTXfz7hg/s72-c/images3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-2482932426939740993</id><published>2009-03-09T09:15:00.000-07:00</published><updated>2009-04-22T13:38:14.369-07:00</updated><title type='text'>God is Great!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se-AKqFaMiI/AAAAAAAAACY/riuRtVMhBjQ/s1600-h/images+12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327617804786610722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 116px; CURSOR: hand; HEIGHT: 116px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se-AKqFaMiI/AAAAAAAAACY/riuRtVMhBjQ/s320/images+12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem fui assistir a um filme que ganhou o Oscar. Não sou chegada a este tipo de coisa, o Oscar, para mim, é apenas uma forma de marketing da indústria cinematográfica para levar um público ainda maior para as telonas e, como eu nem sempre concordo com a opinião dos jurados, resolvi não assistir o filme vencedor. Mas, eu estava na sala escura, para assistir outro filme, quando vi o trailler do filme Slumdog Millionaire (Quem quer ser um milionário – no Brasil) e a doçura do trailler me tocou. Pensei que, de repente, o título podia ter realmente sido merecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A película trás a dura e triste realidade da Índia, crianças abandonadas, os catadores de lixo, as grandes favelas, os exploradores de menores, a fome, enfim, as violências que sofrem a cada dia as crianças deixadas ao Deus dará... Via o filme com o coração aos pulos, era real! A realidade da Índia é a mesma do Brasil, dos EUA e de tantos outros países. E aquele menino de 18 anos tinha tido a vida como escola e que escola f.d.p. e ainda assim, ele era doce! Respondia pergunta a pergunta baseando-se na sua própria vida e nas lições que havia adquirido no decorrer dela, e eram muitas as lições, mas, surpreendente mesmo, era ele ainda estar vivo. Jamal, o protagonista, não se impressiona , nem se deslumbra com o poder das armas, do crime organizado, como seu irmão Salim (e quem pode culpá-lo, por ver nisto uma forma de sobrevivência menos cruel para si mesmo?!), que ajoelhava-se e rezava todos os dias para seu Deus, pedindo-lhe perdão por tirar a vida de tantos outros; como os matadores de aluguel dos cangaços, caatingas, cerrados e até meso das cidades, que até hoje trabalham e mantém sua espiritualidade viva (para não enlouquecer, talvez?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, a doçura de Jamal é mantida por amor, pelo amor que sentia por uma mulher, Latika, que conheceu na infância, que foi violada por seu próprio irmão, aos 14 ou 15 anos, e dada como “escrava sexual”, também por Salim, ao dono do crime organizado local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justo quando eu achava que a película não podia ser mais tocante, Salim me sai com um “God is great!”, quando está a beira da morte, no auge dos seus 20 anos, por ver seu irmão tornar-se um milionário, enquanto ele jaz sem vida. Como, minha gente, God is great?! Os católicos que me desculpem, mas depois de tanta miséria, como é que o cara pode afirmar que God is great?! – com interrogação e exclamação no final mesmo! Creio que na posição dele eu ia achar que God is a mother fucker, who fucked my mother and my life. Para mim, que nunca passei fome, que vivi, enfim, uma realidade completamente diferente e muito mais favorecida que a dele, vá lá que eu exclame “God is great!”, entretanto, Salim, Jamal e Latika parecem pensar o contrário, porque o amor triunfou. E esta foi a lição do filme para mim. O amor entre os dois irmãos, o amor pela vida, o amor pela companheira, que permeou toda a existência das três crianças no filme, o amor que nos faz ter coragem de lutar pelo que queremos e consegui-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo este amor, eu tenho que concordar, God is really Great!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-2482932426939740993?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/2482932426939740993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=2482932426939740993' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2482932426939740993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/2482932426939740993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/03/god-is-great.html' title='God is Great!'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se-AKqFaMiI/AAAAAAAAACY/riuRtVMhBjQ/s72-c/images+12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3941634151676625234</id><published>2009-03-02T12:22:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T13:37:03.217-07:00</updated><title type='text'>MUDANÇAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se9_35ztB6I/AAAAAAAAACQ/_9eShcVTwEg/s1600-h/images+13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327617482589800354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 123px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se9_35ztB6I/AAAAAAAAACQ/_9eShcVTwEg/s320/images+13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc66cc;"&gt;Ainda ontem assistia a um programa de TV que trazia a clara mudança visual de personalidades da mídia. E fiquei pensando no quanto uma pequena mudança interna pode refletir na forma como nos vêem e nos vemos externamente, ou vice-versa. Acredito que sempre que passamos por fortes mudanças, independente do tamanho, reagimos com um, igualmente forte, desejo de uma mudança externa. Um corte de cabelo, uma nova cor para as madeixas, um novo par de sapatos, um vestido novo, uma depilação nova. Enfim, creio que um pequeno ajuste de foco, nos leva a querer experimentar a vida de uma outra maneira, e, conseqüentemente, a experimentar coisas novas.&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Eu, mais taurina do que nunca, me vejo querendo comer coisas que nunca comi, beber drinques para os quais sempre fiz careta... Porque, como me explicava uma amiga, taurinos são assim, vão sempre aos mesmos restaurantes, pedem sempre o mesmo prato, têm uma rotina sempre bem controlada. E eu, que sempre achei isto a maior caretice, me vejo fazendo estas coisas, disfarçadamente desde criança. Desde a chegada dos trinta (e viva os 30!), me vejo querendo experimentar o novo e tenho tido como reflexo, uma nova forma de comportamento, uma nova verborréia, com menos palavrões e gírias, com menos necessidade de ser engraçada ou de ser cabeça ou conselheira...&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Enfim, mudanças por mais doloridas que sejam, acabam sempre sendo gratificantes, por mais que na hora que o caminhão passe por cima do nosso dedão, a única resposta lúcida por 3 meses seja praguejar, os outros 9 meses, serão de pura descoberta de novas vias de pensamento e de consciência, afinal, como prega a física quântica, somos pura energia, e atraímos para nós mesmos aquilo que queremos, mesmo que a princípio, a atração pareça ser fatal. Creio que a cada morte, como na história do gavião (que se choca contra o rochedo até quebrar o bico e arranca com os próprios dentes as unhas), renasçamos outros, diferentes, melhores, com menos necessidade de nos machucarmos, com menos gosto por roer as unhas, com mais vontade gavião de viver e renascer a cada ano. Como o sol ou a lua que renascem a cada dia e não sofrem por isto, porque, se pararmos pra pensar, é justo o que acontece conosco, renascemos a cada dia, diferentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3941634151676625234?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3941634151676625234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3941634151676625234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3941634151676625234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3941634151676625234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/03/mudancas.html' title='MUDANÇAS'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se9_35ztB6I/AAAAAAAAACQ/_9eShcVTwEg/s72-c/images+13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-1941489099307279861</id><published>2009-01-21T03:56:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T13:11:10.648-07:00</updated><title type='text'>Quem não se comunica...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95196g4vI/AAAAAAAAABQ/OLh22ZVqfU0/s1600-h/images+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327610852262601458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 107px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95196g4vI/AAAAAAAAABQ/OLh22ZVqfU0/s320/images+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou tendo várias " trumbicações" recentemente. Escrevo um mail aqui, recebo a notícia que devo corrigi-lo só depois de tê-lo enviado. Me dizem para ir para Itapuã, mas era pra ter ido para nazaré. Em Nazaré, me dizem que tinha que ter ido para Saúde! Ai, cadê minha saúde para tanta falta de comunicação?! Agora é a vez do banco, me mandam dois cartões iguais! É, como diria o velho guerreiro, quem não se comunica, se trumbica!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-1941489099307279861?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/1941489099307279861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=1941489099307279861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1941489099307279861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/1941489099307279861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/01/quem-no-se-comunica.html' title='Quem não se comunica...'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se95196g4vI/AAAAAAAAABQ/OLh22ZVqfU0/s72-c/images+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-89458035012739127</id><published>2009-01-08T07:52:00.001-08:00</published><updated>2009-04-22T13:14:19.930-07:00</updated><title type='text'>Luz sob o Invisível</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se96fbPPw7I/AAAAAAAAABY/h7yeBrR25zU/s1600-h/images+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327611564508824498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 86px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se96fbPPw7I/AAAAAAAAABY/h7yeBrR25zU/s320/images+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ouvi uma reportagem na Tv sobre as pessoas invisíveis. E hoje me senti invisível. Quase fui atropelada na rua por uma senhorita que saía do estacionamento. Pensei: "será que esta senhorita não me enxerga?!" E, de repente, a reportagem do ser invisível fez sentido. As pessoas já não se olham no olhos, sentem medo da agressividade do outro, ou de excitar (incitar) a agressividade no outro. Aqui, em SP, isto me pareceu ainda mais forte. As pessoas no metrô me pareceram estar sempre exaustas, cansadas demais para tentar qualquer comunicação ou tristes demais e, qum sabe, até um pouco frustradas para tal. Aqui em Sampa, vejo de forma mais clara que em Salvador, um movimento de voltar-se para suas conchas, de encerrarem-se em suas casas e de lá, do lugar seguro assistirem tudo, sob olhos imaginativos, talvez um pouco influenciados pela TV. Porque ali, no estrito espaço que chamam de lar, se identificam no espelho de seus quartos, de seus lavabos e se enganam tentando crer que não precisam ser identificados por mais ninguém. Aprendi que ninguém é uma ilha e todos, sem excessão, estão loucos para serem reconhecidos, vistos! Seja no trabalho - talvez por isto hajam tantos workaholics... - no caminho que traçam nas suas vidas, seja ele físico ou não, por suas famílias, por mais que distantes... Ninguém é uma ilha e ser visto e identificado mesmo que seja na carteira que lhe dá identidade é tão fundamental quanto ganhar de presente um olhar que convida, um olhar que sorri, que lhe pede um carinho ou lhe agradece uma gentileza, ainda mais quando nos sentimos tão apagados, que já não conseguimos nos ver tão bem e nos sentimos no escuro. Assisti a um episódio de Sex and the City em que uma das mulheres - Samanta - a que era avessa a grandes intimidades na relação, sentia que seu atual parceiro podia vê-la, mesmo quando ela mesma não conseguia enxergar-se, pois estava no escuro. E, acho que é isto! Acho que precisamos muito sermos vistos, principalmente, quando estamos no escuro. Alguém pode, por favor, acender a luz do mundo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-89458035012739127?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/89458035012739127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=89458035012739127' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/89458035012739127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/89458035012739127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/01/luz-sob-o-invisvel.html' title='Luz sob o Invisível'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se96fbPPw7I/AAAAAAAAABY/h7yeBrR25zU/s72-c/images+5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3024815531388583307</id><published>2009-01-06T11:15:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T13:15:56.506-07:00</updated><title type='text'>O Novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se963PgmqUI/AAAAAAAAABg/Qyd6Z-UbyJQ/s1600-h/images+6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327611973677263170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 131px; CURSOR: hand; HEIGHT: 115px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se963PgmqUI/AAAAAAAAABg/Qyd6Z-UbyJQ/s320/images+6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dia 31/12/2008, chegamos na praça de Miguel Calmon às 22:30. Levamos as crianças para o parque e, de repente, o cantor de um palco improvisado grita no microfone: feliz ano novo! E meu ano novo começou assim... meio mais ou menos... Chego em casa no dia 06/01/09 para encontrá-la detonada. Recebo no dia seguinte um mail informando sobre o fim do contrato de aluguel de um imóvel e outro, dizendo que segunda era o último dia para realizar meu teste demissional. Nossa, não vi os fogos de artifício estourando na minha cabeça, não era pra terem estourado só no céu?! Depois de chorar minha tristeza, reorganizar a casa, o armário e algumas outras coisas, me dei conta que a vida estava me empurrando para novos começos, me levando a optar pelas alternativas que já havia escolhido para mim desde o ano passado. Mas quando elas vieram, nossa, que impacto, que medo. Percebi que podia encolher e continuar só chorando, presa na tristeza das perdas. Foi aí que sorri! Meus desejos estavam sendo atendidos muito antes do esperado e se para conquistá-los precisava abrir mão do vellho, que assim fosse, que assim seja! Que venha o novo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3024815531388583307?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3024815531388583307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3024815531388583307' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3024815531388583307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3024815531388583307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2009/01/o-novo.html' title='O Novo'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se963PgmqUI/AAAAAAAAABg/Qyd6Z-UbyJQ/s72-c/images+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-6719114338132964331</id><published>2008-12-23T09:01:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T13:18:40.235-07:00</updated><title type='text'>Estrangeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se97gRtBWuI/AAAAAAAAABo/_Elg2EGIqKU/s1600-h/images+7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327612678640851682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 97px; CURSOR: hand; HEIGHT: 134px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se97gRtBWuI/AAAAAAAAABo/_Elg2EGIqKU/s320/images+7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Curioso como todo verão sou estrangeira na Bahia, minha terra. Não falo “baianês”, mas costumo usar os jargões tão típicos da terra, como “ôxe”, “vixe”, entre outros, assim como os hábitos locais, como que comer bolo e biscoitos dentro do café, feijão com farinha e banana, coisas tão tradicionais daqui. Mas, a cada esquina, nas ruas do Centro Histórico, Comércio e/ou Barra (os centros turísticos de Salvador), eu sou gringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mais nova, gostava de não pertencer a tudo aquilo, que considerava um pouco brega e tão distante do que queria para mim, mas agora, que, por opção, decidi permanecer na Bahia, apesar dos pesares, como explicar isto?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vou para o exterior, sou nitidamente de outro país, ou seja, estrangeira e, quando estou na Bahia, também sou estrangeira?! Assim, comecei a questionar a minha própria identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li algumas coisas sobre identidade, inclusive sobre identidade digital, já que minha mãe trabalha com isto! E, estranhamente, não pareço encontrar minha identidade aqui. Já ouvi de uma facilitadora de Biodança, que existe em cada um de nós a necessidade de ter identidade e que olhar no olho do outro e reconhecê-lo é fundamental. Já ouvi de um policial, que ter um número de identidade que me identifique, me torna gente e não escória...e, conseqüentemente, fácil de ser identificada. Mas creio que, como muitos que conheço, não encontrei aqui minha identidade. Sempre que volto para Salvador após uma viagem ao exterior, sinto falta de coisas simples, que vejo como tão características daqui, como, taxistas que lhe atendem aos gracejos, com um palito entre os dentes, dizendo “good morning, minha gringa, táxi?!”, ou de ouvir nas ruas. “vai, amor dos outros, mas volte pra cá, pra alegrar meus olhos”, o Solar do Unhão, o pôr-do-sol, no Farol, sair para caminhar, encontrar alguém conhecido e tomar uma “gelada” para comemorar o encontro e tantas outras coisas que só vi e só fiz aqui. Mas, mesmo isto tudo, me faz ter uma sensação de ser estrangeira em meu próprio Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa a cidade que vá, no Rio, em São Paulo, em BH, Fortaleza, Aracaju..., sou de qualquer lugar, nunca da Bahia. Já ouvi que sou muito branca, que tenho pouca bunda, que não falo baianês e tantos outros, que me sinto um pouco confusa, às vezes, sobre o lugar que pertenço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só fico feliz mesmo porque criei identidade entre meus amigos que mesclam culturas, sotaques e nacionalidades, mas olhar nos olhos deles e ser reconhecida e, melhor ainda, ser compreendida, me faz estar segura, que sou Paola Guimarães de Andrade, nascida e criada em Salvador, mesmo que toda vez que entre numa loja falando em bom português: “ bom dia, senhor, será que o sr poderia me ajudar?” – escute – “ bonjour”, “good morning”, “bonna sera”, “buenos dias” – começo a achar que isto não passa do sonho de muitos baianos carentes, de serem felizes no estrangeiro, ganhando dinheiro suficiente para “esfregar na cara do sacana, que pode viajar mais Johnny, no fim do mês, e ficar no carro, esperando no ar condicionado apenas uma hora de relógio por Dona Zezé, porque no bolso têm dinheiro de sobra para esbanjar no ar, no acarajé com cerveja, nas roupas ou no que for!” ..... Enfim, acho que tudo não passa da necessidade do outro de ser reconhecido como negro, bonito, inteligente, de nome..., com identidade número..., por todas as brancas dentro e fora da comunidade e ter tudo o que os brancos que moram nos arranha-céus têm, para deixar de ser “perrapado”!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-6719114338132964331?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/6719114338132964331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=6719114338132964331' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6719114338132964331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/6719114338132964331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2008/12/estrangeira.html' title='Estrangeira'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se97gRtBWuI/AAAAAAAAABo/_Elg2EGIqKU/s72-c/images+7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-3486413397364746507</id><published>2008-12-10T10:45:00.000-08:00</published><updated>2010-06-09T04:01:59.784-07:00</updated><title type='text'>A Libertação de Vaneuza</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TA90g8VuGCI/AAAAAAAAAGw/RhFBbia0fdQ/s1600/imagesCA9K0DNJ.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 78px; FLOAT: right; HEIGHT: 120px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480727380835047458" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TA90g8VuGCI/AAAAAAAAAGw/RhFBbia0fdQ/s320/imagesCA9K0DNJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:10;"  &gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:10;"  &gt;Mulher sentada na Praça da Sé, com saia longa preta, camisa de manga, colorida. Sentada na beira do banco, balança as pernas irriquietamente e carrega em suas mãos trêmulas um livro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Vaneuza despertou às 04:30 já ouvindo o galo que não havia sequer iniciado o seu cacarejo. Já estava tão habituada a acordar com seu canto, que já o ouvia antes mesmo dele cantar. E foi o que aconteceu cinco minutos mais tarde, quando já escovava os dentes. Filha de uma vendedora de picolé com um ambulante, Vaneuza havia casado cedo para se livrar do tumulto que vivia numa casa com dez filhos que se espremiam no único cômodo da casa, e que eram obrigados a dividir o pouco espaço que tinham com a TV de tela plana, o som de 3000 watts de potência, uma geladeira Brastemp e um forno de uma única boca. Casou-se com José, aos 16 anos, peão de obras oito anos mais velho que ela, que, na época, a tratava como uma princesa e lhe fazia constantes juras de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou de escovar os dentes o mais rápido que pôde, correu para fazer o café, e esquentar o pão na frigideira. Às 04:50, lá estava ela, com os cabelos bem repuxados para trás, um sorriso terno, a dar beijos no marido, o convidando para o café. Ela sequer se dava ao trabalho de tirar a camisola, porque sabia que assim que despertasse o marido, ele a puxaria com certa violência, lhe daria beijos melados, com gosto de despertar, subiria nela e, em pouco mais de dez minutos, lhe deixaria com as marcas do seu sêmen. Este era seu ritual matinal. Era assim todos os dias, Vaneuza até que gostava, afinal, assim era seu príncipe, que lhe tirou de casa, lhe fez mulher e lhe dava tudo que um homem podia dar, roupas bonitas, recém-saídas dos camelôs, eletrodomésticos de última geração e uma casa que era só dela, bem de frente para o mar da Boca do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida dos dois revirou-se dez anos após o casamento. José pegou vício pela pinga depois do trabalho e o vício, que a princípio era por puro prazer pela companhia dos amigos, também peões, tornou-se um suplício. José passou a beber por força maior do seu organismo, mais do que por prazer e esta força maior levava com ela, as parcas economias da casa. Vaneuza, que pelas manhãs fazia a faxina e à tarde, lavava roupas para as grã-finas da Barra, via suas economias serem comidas cada vez mais violentamente pelo fogo intenso do álcool, que comia, como um vírus arrasador, o salário dos dois. Foi justo quando as economias minguaram, que José abandou as juras de amor e as trocou pelos gritos. Não demorou muito para os gritos de protesto pela falta de dinheiro para patrocinar o álcool se tornassem surras, que Vaneuza agüentava com a resignação de quem acredita que aquilo era apenas o lado escuro do amor que José nutria por ela. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Todas as noites era a mesma coisa, se ela não chegasse no horário, ela apanhava, se o ônibus atrasasse, ela apanhava, se o café não ficasse pronto, outra surra. O nervosismo de Vaneuza começava já às 17:00 horas, quando sabia que tinha de pegar a condução para casa. Às vezes, mal conseguia encostar na cadeira do ônibus, tanto pelas marcas da agressão sofrida na noite anterior, quanto pela antecipação do castigo. Mas, pensava nos carinhos, nos beijos de amor, que vinham após a agressão e rezava baixinho por ter tido a graça de ter encontrado um marido que a tirou de casa, aos 16 anos, e a levou para um espaço só dela, onde ela era rainha absoluta e, assim, havia tornado real seu sonho de menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rezava baixinho, pedindo a Deus misericórdia contra a violência que sabia que iria sofrer, fosse pelo motivo que fosse, quando uma senhora bem apessoada, de coque, óculos, saia longa cor-de-rosa e camisa negra de flores azuis, um pouco larga senta ao seu lado e, ouvindo suas orações, a convida para assistir um culto, na Igreja da Fé, que iria ocorrer dali a mais trinta minutos. A senhora chamava-se Dona Odete e falava do culto, quase que como num transe, seus olhos brilhavam, Vaneuza podia ver a felicidade estampada na cara da senhora. Olhou o relógio, pensou na punição e procurou saber se haveria outro espetáculo daqueles no dia seguinte. Dona Odete não só garantiu que sim, como prometeu encontrá-la naquele mesmo ônibus, no mesmo horário em que haviam se encontrado hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, atrasou-se um pouco para o trabalho, queria estar tão bem apessoada, quanto a senhora, para conhecer o culto-espetáculo, que ela tanto lhe havia falado. Ajeitou o cabelo num coque e às 17 em ponto, estava ela no ônibus, nervosa, não mais por ter que enfrentar o marido, fato que ela tentava esquecer, já que ela apanharia de qualquer forma, pelo menos, desta vez, seria resguardada pela mão de Deus! Após pouco mais de cinco minutos, que para Vaneuza pareceram 35, a senhora entrou no ônibus. Desceram três pontos depois e a senhora a conduziu para um lugar lindo! A Igreja era um centro majestoso, com torres altas e coloridas e bancos de madeira, tudo era vermelho e dourado, ela pensou, que o céu devia ser assim, com uns toques de verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaneuza chegou em casa estasiada, tanto, que até esqueceu que havia chegado uma hora depois do seu horário habitual e que não teria tempo de preparar a refeição antes do marido chegar do bar. Ela pensava, enquanto corria para tirar a roupa e preparar a comida, quer dizer que o demônio está no corpo do meu marido e por isto que meu príncipe se tornou um dragão de sete cabeças, que solta fogo pelas ventas e vocifera palavras horríveis sobre mim? Quer dizer que só a Igreja pode curá-lo e trazê-lo de volta para mim?! Quer dizer que a Igreja pode purificá-lo em troca, apenas dos meus serviços como pregadora, limpadora ou por uma simbólica taxa de R$50,00?! O que são R$50,00 para quem gasta mais que isto no final do mês com pinga?! Na distração dos seus pensamentos, deixou a panela cair no chão justo quando seu marido entrava na casa. Foi só ele abrir a porta, pro seu nervosismo não deixá-la limpar o chão de maneira rápida e eficiente como fazia todos os dias nos 15 quartos que limpava todas as manhãs. O marido a puxou pelos cabelos, esfregou sua cara no chão, a obrigou a lamber o que ali se encontrava, a penetrou violentamente, enquanto gritava “toma puta no cu, que é aí, que eu tomo todos os dias!” – ela, ouvindo a voz do pastor em sua cabeça, ergueu-se trêmula ao fim do ato e disse&lt;br /&gt;- Eu tirarei o demônio do seu corpo! Custe o que custar!!!! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Ele não lhe deu ouvidos, mas achou graça da frase. Cinco minutos mais tarde, já roncava sobre a cama. Vaneuza foi para o quarto lavar-se, dormiu coberta até o pescoço, encolhida e frágil, com um sentimento cívico, que só os policiais que se expõem as balas da favela na certeza de que destruíram o inimigo que só fazem o mal, sentem. O misto de medo e heroísmo lhe dava certeza de que devia seguir, mesmo que, no final encontrasse o céu, ela sabia que naquele céu vermelho e dourado com uns toques de verde, ela poderia descansar por ter morrido tentando libertar o marido do pecado que estava imerso, sem perceber. No dia seguinte, Vaneuza acordou com sua meta em mente: tirar o demônio que penetrou no corpo do marido pelo álcool! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Foi para o Templo conversar com pastor, para que este a ajudasse a sanar seus problemas. Após ter-lhe explicado tudo, concordou quando este a convenceu que era pecadora, por não ter reconhecido o demônio quando ele entrou no corpo do seu marido, e que a única maneira de se redimir por seus pecados era servindo a Deus e realizando a limpeza dos 800 m2 da Igreja de graça. O Pastor concordou ainda em retirar o demônio do corpo do marido. Vaneuza pensava que aquele homem, alto, sério e moreno a sua frente era mesmo um guerreiro e a encarnação do próprio Jesus, pois só um guerreiro poderia olhar nos olhos de diversos demônios, todos os dias, enfrentá-los, vencê-los e, apesar de exausto, seguir derrotando-os, todos os dias. Vaneuza invejou sua coragem e achou que aquele era um bom exemplo a ser seguido. Explicou-lhe sua necessidade urgente de retirar o demônio do corpo do marido e o pastor a informou que, por ser aquele um serviço difícil a cobraria R$100,00, taxa simbólica se considerando, que o marido ganharia uma entrada no céu, após o serviço. Vaneuza, encantada, não pode dizer não. Afinal, ele era um homem tão bom e estava lhe fazendo um grande favor, retirando todo o mal da sua casa, da sua alma e da alma do seu marido. Todo o dinheiro do mundo era pouco para tudo aquilo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaneuza levou seis meses para conseguir reunir R$100,00 a mais, já que só podia trabalhar extra aos sábados, porque aos domingos, fazia sozinha a limpeza da Igreja. O pastor recebeu o dinheiro de bom grado e atribui-lhe ainda uma segunda tarefa. Ele a informou que o serviço de retirada de demônios devia ser um serviço conjunto e que a parte dela envolvia proferir a palavra de Deus para os transeuntes. O pastor afirmava que só pregando a palavra de Deus para os passantes, ela conseguiria levar Deus para seu marido e convencê-lo a vir para a Igreja, para a cerimônia de retirada do demônio que havia ficado preso em seu corpo. Seguiu seu discurso, informando-a que pregaria na Praça da Sé, afirmando que ali era um dos maiores abrigos das forças do mal e, como o demônio que habitava o marido era forte (ele podia sentir), ela devia pregar para o maior número de pessoas possíveis. Aquele, definitivamente, seria o local ideal. O pastor falava de modo tão eloqüente, tão bonito, que depois de um determinado tempo, Vaneuza já não conseguia sequer acompanhar tudo o que o pastor dizia, só acenava afirmativamente a cabeça, maravilhada. Acabou concordando que só enfrentando seu maior medo, falar em público, é que estaria preparada para encarar o monstro que seu marido havia se tornado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaneuza sempre fora uma menina tímida. Na escola, não havia conseguido sequer terminar o segundo grau por não conseguir perguntar, nem mesmo, aos seus colegas o conteúdo que não compreendia. Se tremia só de pensar na possibilidade, de erguer o braço no meio de uma sala tão cheia e fazer uma pergunta em voz alta. José a havia conquistado, por estar todos os dias na sua porta, falando, praticamente, sozinho, já que ela era tímida demais para responder as suas perguntas. Só depois de um mês, teve coragem de responder as constantes perguntas e o namoro foi levado assim, uma nova resposta a cada dia, até que após um ano, ela já se sentia livre para realmente conversar com ele. Sua mãe sempre lhe dizia que ela não era bicho do mato, para ficar se escondendo pelos cantos, mas Vaneuza achava que ser bicho do mato, era mais fácil, sonhava em ser invisível, para não ter que sofrer as agruras do mundo, nem ver seu pai e sua mãe fazendo coisas, ou quando seu pai fazia coisas com suas irmãs ou quando seus irmãos faziam coisas sozinhos, ou com suas irmãs. Vaneuza pensava que se fosse invisível, ninguém faria coisas com ela. E passou a maior parte da sua juventude tentando e, na maioria das vezes, conseguindo, ser invisível. Só no dia 13 de março de 1995 é que deixou de ser invisível, porque José a viu e fazia questão de vê-la todos os dias. Foi quando quis e gostou de ser vista. Gostou mais ainda quando ganhou uma casa e pôde criar seu castelo nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, às 17:30, do dia 16 de maio de 2006, lá estava ela invisível na Praça da Sé, tão invisível que as pessoas se batiam nela, constantemente. Seu corpo inteiro tremia, como iria pregar assim, sentia um piado no peito, o suór lhe escorrendo pelo corpo inteiro. Resolveu sentar-se num dos bancos de concreto da praça, seu corpo era tomado por espasmos musculares que o agitavam por inteiro e a faziam dar pequenos pulinhos no banco. Sua cabeça era uma agitação só. Uma parte de si acreditava que aquele era o único caminho para a salvação da sua alma e a do marido, a outra a deixava paralisada. Após trinta minutos, ergueu-se trêmula, mas determinada e começou a proferir baixinho a palavra de Deus, e via, com terror, os olhares assustados das pessoas, para ela, que a miravam como se fosse uma dessas loucas de rua. Fechou os olhos, não podia deixar os demônios da Praça da Sé, contê-la. Abriu os olhos com força, como que para mantê-los abertos e andando nervosamente de um lado para o outro, abriu a Bíblia na página marcada, tentando focar as letras, já que o livro subia e descia em suas mãos, e sua voz trêmula mal se escutava, os transeuntes começaram a atravessar a rua, para evitar sua presença, ela num ato heróico, explodiu entre lágrimas a palavra de Deus, aos gritos e aos prantos, pensando no marido em como ela queria que fossem felizes, como já foram, enquanto ela professava a palavra de Deus. Vinte minutos mais tarde, Vaneuza já não via os passantes, não prestava atenção aos seus olhares, não sentia medo do seu julgamento, estava só, no mundo, como sempre estivera, ouvia ao longe sua voz, gritando entre lágrimas a palavra de Deus. Fechou o livro, abriu o peito, sentiu-se vitoriosa, havia encarado e matado seu próprio demônio, agora sim, estava preparada para enfrentar o demônio preso no corpo do marido. Já não tinha medo da surra, do órgão sexual, das palavras do marido, estava, finalmente, livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para casa decidida a convencer o marido a se entregar a palavra de Deus e libertar-se do maldito. Ao chegar em casa, Vaneuza deparou-se com o esposo sentado no sofá com as pernas abertas, entre elas, seu órgão rijo era vigorosamente sugado por uma negra magra, de cabelos curtos e escuros. O marido soltava pequenos gemidos de prazer, com os olhos fechados e beliscava o seio direito da negra, com os dedos. O ambiente fedia a álcool. Ao perceber sua presença, o marido anunciou que aquela agora seria sua nova mulher e que viveria ali com os dois, mandou-a para a cozinha, não sem antes agarrar-lhe a saia e indagar sobre o traje. Vaneuza respondeu que fora para a Igreja, para ajudar o marido a livrar-se do diabo, mas agora ela percebia que o demônio não só habitava o corpo do marido, como havia se espalhado pela casa. Era tarde para salvá-lo, afinal, ele não só estava manifesto, como ainda havia trazido consigo outros demônios para dentro de seu próprio lar. O marido soltou uma gargalhada, mas parou de prestar atenção na esposa, quando a negra montou em cima dele. Seus olhos reviravam de prazer, a negra o cavalgava como se fora um animal, e ele relinchava, respondendo ao apelo da mulher. Uma imundície! – pensava Vaneuza! Como podia aquela mulher ser tão suja?! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Foi para a cozinha, fez a comida alternando entre a raiva e a resignação. Colocou o alimento na mesa, justo no momento que seu esposo derrubava a negra do chão e enterrava sua cabeça contra seu pênis, fazendo com ele gemesse, alardeando seu prazer e que a negra engasgasse. Ele segurou o rosto da mulher, tapou violentamente sua boca, e gritou, enquanto a esbofeteava. “Engole puta, que nem meu caldo você merece!” Vaneuza voltou para trazer a cerveja para mesa. Foi quando se deparou com a negra gritando com o marido, dizendo-lhe que agora cavalgaria na sua cara. O marido ria, feliz. Vaneuza voltou para a cozinha, pegou a garrafa de álcool deixada pelo marido e saiu espalhando-o pela casa. Se o demônio havia se infiltrado ali, deveria ser expulso ali, pensava. Ela não o carregaria consigo! Ouviu a negra gritar escandalosamente de prazer, enquanto pegava os palitos de fósforos. O marido nunca havia proporcionado prazer para ela, por isto, Vaneuza via tudo como um grande teatro do demônio para fazê-la cair em tentação, “o diabo, sempre irá lhe atrair pelos prazeres da carne, lhe dizia o pastor, logo, a abstinência é fundamental!” Apanhou as calças do marido, de onde tirou as chaves e algum dinheiro, para pagar seu lugar no paraíso, no Templo, no dia seguinte. Não levou nada, ficou apenas com a roupa do corpo, o diabo que carregasse consigo todo aquele peso! Viu a casa queimar, achando que até mesmo para levar para os quintos dos infernos, o Diabo gostava de dar espetáculo. O fogaréu se alastrou rapidamente no barraco de madeira e Vaneuza viu seu castelo ruir pelos ares, mas não ouviu os gritos, nem o barulho de seu marido se chocando contra a porta do barraco, nem mesmo viu quando seu marido desabou em chamas a poucos metros dela, pois havia fechado os olhos e aos prantos, proclamava as palavras de Deus, Vaneuza estava novamente só, não ouvia os estalidos do fogo, sua respiração ficara pesada pelo excesso de fumaça, mas não prestava atenção a isto, sua cabeça estava no paraíso, na viagem do marido para lá e na expulsão do diabo, que voltava ao inferno, para, novamente, habitá-lo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Os vizinhos começaram a correr para portas, para acompanhar o espetáculo. Viram, uma mulher, que não reconheceram, caminhando nervosamente de um lado para o outro, parecendo recém-saída das portas de fogo, que pareciam se abrir às suas costas, gritando palavras incompreensíveis. O espetáculo era tanto que tardaram em chamar os bombeiros. Ou estes tardaram a chegar, imaginando ser um trote de uma das crianças da região. Quem primeiro chegou foi Dona Odete. Trazia bolinhos e vinha ajudar Vaneuza, a pedido desta, a levar seu marido para Igreja. Ao chegar, viu o fogo, assustou-se, viu o estado de Vaneuza, abraçou-a, ajoelhou-se e gritou ”Aleluia!” – e Vaneuza a acompanhou. E ficaram lá, gritando “Aleluia, o senhor o salvou”, por pelos menos dez minutos. Até que ergueram-se, como se tivessem terminado uma oração. Dona Odete, puxou Vaneuza pela mão e foram de braços dados até o ônibus. Os bombeiros chegaram junto com a polícia, no exato momento que as duas pegavam o ônibus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;Testemunhas disseram que uma louca recém-saída das chamas gritava palavras incompreensíveis e que a esta se juntou uma senhora, e que juntas pareciam invocar um ritual satânico em meio as chamas. Ficaram tão hipnotizados pela cena, que não as viram partir, nem sabiam informar que direção haviam tomado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, após o trabalho, Vaneuza encontrou-se com Dona Odete, na porta do Templo, pagou a sua entrada e a da senhora no paraíso. Vaneuza entrou no Templo confiante, sabia agora, que, não só o pastor, mas ela também, guiada por Deus, era capaz de enfrentar e vencer o demônio, ganhava assim a tão sonhada liberdade. Vanueza estava, finalmente, em paz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Georgia', 'serif'; mso-fareast-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após algumas anos, Vaneuza se torna a primeira pastora mulher dos templos evangélicos. Sua atuação era sempre tão efusiva que com o dízimo ela pode construir seu próprio Templo. Seus trabalhos extras, quer eram, basicamente, tirar o diabo e a vida dos maridos que violentavam ou espancavam suas mulheres, lhe renderam fama nacional, além de mais seguidoras tão fervorosas na fé de um Deus vingador, como a própria Vaneuza. A vida e glória de Vaneuza só chegam a um fim quando um político famoso da região de Eunápolis perde a vida misteriosamente e sua esposa alega, que que não fora crime, só mais uma obra do senhor. Seu último ato como pastora a leva atrás das grades. Mas na prisão, Vaneuza consegue convencer as detentas do poder de Deus e juntas rebelam-se contra o sistema que as desumaniza. Sem poder conter as constantes rebeliões fomentadas por Vaneuza, as autoridades decidem trancafia-lo num asilo para loucos, chamado de Juliano Moreira. Nos primeiros meses, Vaneuza conseguiu converter algumas enfermeiras e auxiliares de enfermagem, mas após dois anos, Vaneuza começa a ver a luz permanente do fogo crepitando a sua frente e com seu corpo em chamas, proclama suas últimas palavras de fé, com os olhos fechados, gritava entre gritos que não pareciam os eus, que estava, finalmente, voltando para casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-3486413397364746507?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/3486413397364746507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=3486413397364746507' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3486413397364746507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/3486413397364746507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2008/12/libertao-de-vaneuza.html' title='A Libertação de Vaneuza'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/TA90g8VuGCI/AAAAAAAAAGw/RhFBbia0fdQ/s72-c/imagesCA9K0DNJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-5841656608584531853</id><published>2008-11-22T06:47:00.001-08:00</published><updated>2009-04-22T13:23:37.013-07:00</updated><title type='text'>Mera Distração</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98qb02UbI/AAAAAAAAACI/Hx_QrDhKPUM/s1600-h/images+11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327613952668357042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 118px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98qb02UbI/AAAAAAAAACI/Hx_QrDhKPUM/s320/images+11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo Adriana Falcão, " Pouco é menos da metade". Sempre fui desatenta, umas horas mais, outras menos. Nestas variaçãoes fui relatando coisas a minha psico até que ouvi dela que tinha TDHA. E esta estória vem fazendo milhares de bums na minha cabeça. Justo quando comecei a estar atenta as coisas, ou a pensar mais nisto, nas notícias, na política, na economia...Veio alguém bater no meu ombro e dizer que, se está afetando sua vida, e está..., eu o tinha! Segundo a associação dos portadores de TDHA, " O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD."( &lt;a href="http://www.tdah.org.br/oque01.php"&gt;http://www.tdah.org.br/oque01.php&lt;/a&gt;) A associação ainda afirma que existem dois sintomas: desatenção e hiperatividade-impulsividade. Passei uma parte da vida tentando entender o porquê de ser assim, um pouco tonta; passei a outra parte, buscando maneiras de estar ligada. E ouvir que tenho isto, me fez sentir desligada...Fiquei pensando na psicologia, que afirma sermos sempre os responsáveis pelas nossas patologias físicas. Concordo muito com isto! Só não encontro a resposta para a pergunta que insiste em não calar: " por que preciso desligar para não ver - já que uso óculos - e não sentir? Como me isolar do mundo e viver num mundo paralelo - serei eu esquizóide?! - pode melhorar a minha vida? Se alguém encontrar a resposta, por favor, me mande, acho que a perdi no caminho, por mera distração...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-5841656608584531853?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/5841656608584531853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=5841656608584531853' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5841656608584531853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/5841656608584531853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2008/11/attention-please.html' title='Mera Distração'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98qb02UbI/AAAAAAAAACI/Hx_QrDhKPUM/s72-c/images+11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1722849000411606871.post-4773143816065378993</id><published>2008-11-19T13:50:00.000-08:00</published><updated>2009-04-22T13:20:26.315-07:00</updated><title type='text'>Saudade dos que estão longe</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98A33wcOI/AAAAAAAAAB4/pd71nF0cSM4/s1600-h/images+8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327613238642241762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 89px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98A33wcOI/AAAAAAAAAB4/pd71nF0cSM4/s320/images+8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue." Adriana Falcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei numa onda de saudade. Ouvi uma amiga falar dela no telefone. Moramos na mesma cidade, mas quase não nos vemos, mal moderno, dizem, cansaço, distância, excesso de trabalho, escassez de disposição... Ouvi-la, me fez perceber a falta que sentia dela, que está tão perto do meu coração e tão distante fisicamente. Ainda hoje, lendo o blog de uma amiga, quase choro de saudade, de ver aquela carinha olhando pra mim, com um sorriso alegre e maroto! Ler suas noticias, não só me deu saudade de Bremen, como me fez querer ir pra lá novamente e rever todos os amigos que fiz, apesar do pouco tempo. E desde o início do mês, me sinto uma criança carente, louca pra minha irmã mais velha voltar. E ela, nem sabe se vem ou se fica. Sinto falta ainda dos que não voltarão, dos amigos que não são mais amigos, da minha avó que se foi, das canções que ouvia... Sinto saudades ainda dos que estão muito perto, mesmo estando tão próximos, morando na mesma casa ou não, parece que o tempo insiste em não passar pra vê-los... Enfim, tempos de Nostalgia e saudade... Deve ser a lua!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1722849000411606871-4773143816065378993?l=janeladacuca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://janeladacuca.blogspot.com/feeds/4773143816065378993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1722849000411606871&amp;postID=4773143816065378993' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4773143816065378993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1722849000411606871/posts/default/4773143816065378993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://janeladacuca.blogspot.com/2008/11/saudade-dos-que-esto-longe.html' title='Saudade dos que estão longe'/><author><name>Janela da Cuca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14427401536527695619</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-0V9vuD2ZwlA/TwOTBXlQQ7I/AAAAAAAAAKE/WGokPN6-fdc/s220/CIMG0143.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_JgdEdDaprFI/Se98A33wcOI/AAAAAAAAAB4/pd71nF0cSM4/s72-c/images+8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
